Monthly Archives: October 2009

[Tweet Post] Boas Notícias no mundo dos Games!

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Boas notícias no mundo dos games:

  • Primeira foto de capa de Little Big Planet para PSP! O jogo deve sair dia 17 de novembro.

LBP Capa

  • Ainda sobre Little Big Planet, o pacote WATCHMEN deve ser lançado em breve! Estarão disponívies somente Spectral, Rorschach, Owl e Ozymandias. The Comedian e Dr. Manhattan não serão opções de skins, mas estarão como stickers para decorar cenários. O que é uma pena.

LBP Watchmen

  • Modern Warfare 2 recebe algumas críticas por colocar o jogador no papel de terrorista, e atirando em civis num aeroporto, numa cena que lembrava os ataques sofridos pelos indianos em Mumbai, no ano passado. A Activision se defendeu dizendo que a parte do jogo é insignificante, será completamente opcional e ainda constará um aviso dizendo que cenas fortes poderão ser vistas caso o jogador continue optando por jogar esta parte. Notícia completa em inglês aqui.

Modern Warfare 2 Capa

  • Demo de God of War III virá dentro do Blue Ray de District 9: Numa jogada de marketing interessante, a Sony vai colocar um demo jogável de God of War III no Blue Ray do filme, que deve ser lançado dia 29 de Dezembro. Dentre os extras, também vai constar um mapa interativo do Distrito, onde será possível passear virtualmente pelos cenários do filme. Um novo tipo de marketing à vista?

District 9 Blue Ray

  • Rumores fortes indicam que em 2010 teremos um Rock Band The Who! E quem falou foi o próprio vocalista da banda Roger Daltrey! Faz bastante sentido, pois quando a Harmonix anunciou que disponibilizaria álbuns completos para download, o The Who foi a primeira banda a colocar sua coletânea à disposição, e Who’s Next acabou sendo o primeiro da lista.

The Who Next

[Game ON] Batman Arkham Asylum

New Games Post

Batman Arkham CapaPara aqueles que acompanharam a mini-retrospectiva sobre o Batman nos Games (neste link aqui), reparou que o Homem-Morcego tem sido tratado como um mero vigilante e não como um detetive que sempre foi. As histórias do Batman sempre tentaram desenvolver essas duas características do vigilante, mas quando o assunto era games, lutas sempre saíam em vantagem. É um jogo que finalmente faz jus às histórias do vigilante de Gotham City, com um roteiro interessante, vários vilões, já que o jogo se passa na casa do inimigo, e desafios que irão enriquecer e muito a sua coleção de bat-informações.

Batman e Coringa

E foi por isso que não havia me empolgado muito com o lançamento de Batman Arkham Asylum, até ver um dos primeiros trailers, onde o lado detetive era levado em consideração nesse jogo. E bem aplicado. E o lado detetive já começa com a suspeita do protagonista ao capturar seu arqui-inimigo Coringa, que mesmo após aterrorizar a Prefeitura de Gotham, se entrega sem nenhuma resistência. E as suspeitas de Batman estavam corretas, pois tudo não passava de uma encenação orquestrada para atraí-lo para dentro do maior reduto de super-criminosos: o Asilo Arkham.

Batman Arkham

Assim que entra no Asilo escoltando o Coringa, Batman se depara com alguns dos vilões que ele mesmo colocou no Asilo, como Croc, Arlequina e Charada. E cada um vai desempenhar o seu papel num enredo interesante, conciso e que consegue manter a atenção do jogador por todo o tempo de jogo. Coringa tem um plano, que envolve enlouquecer Batman, sequestrando o Comissário Gordon e o Diretor do Presídio, Warren Sharp, e fazendo o Homem-Morcego percorrer todos os aposentos do Asilo atrás de pistas, e eventualmente encontrando seus outros inimigos.

Batman Alex Ross

Pra piorar a situação, devido à um estranho atentado, vários prisioneiros da Blackgate (prisão de segurança máxima de Gotham) tinham acabado de ser transferidos para Arkham, e são usados pelo Coringa como capangas para tentar segurar o Batman. Ou para apanhar, já que Bruce Wayne está na sua melhor forma, física e mentalmente, tudo graças ao Free Flow Combat desenvolvido pelas produtoras dos games. Neste sistema, você não fica atrelado à um inimigo somente, e pode distribuir socos e pontapés de acordo com a sua vontade. Ou seja, mesmo estando cercado por 5 inimigos, você sente que tem o controle para atacar outro oponente antes de finalizar o primeiro, além de ter um botão específico para contra-ataque e outro para usar a capa e atordoar os inimigos, deixando os capangas vulneráveis aos seus ataques.

Batman vôo

Mas como eu havia dito, o jogo não se trata só de pancadaria. Em vários momentos você é obrigado a encontrar pistas para saber a respeito do paradeiro dos seus inimigos ou até dos reféns do Coringa e pode contar com a ajuda da Oráculo. E mesmo quando a pacadaria é inevitável, armar uma estratégia pode te dar uma facilidade muito maior, além de ser divertido observar o pânico nas reações dos demais inimigos. Outro aspecto bem abordado pelo jogo é a necessidade de criar estratégias para enfrentar muito inimigos, principalmente quando eles estão armados, ou usando reféns como escudos. Nessas horas vale até apelar para os bat-apetrechos, como a piststola de gel explosivo, os batarangues e suas variações (sônico, teleguiado, duplo ou triplo), o bat claw (usado como gancho), e outros aparelhos que são conseguidos em determinados pontos da história.

Batman gadgets

O roteiro do jogo é bem convincente. Vários inimigos do Batman são usado nessa tentativa de rebelião do Coringa, mas outros se sentem apenas incomodados pelos dois estarem brincando de gato e rato nas suas celas e não são necessariamente a favor do tumulto. Fora isso, ainda temos o Charada interferindo na comunicação entre Batman e a Oráculo, e lançando desafios para o Homem-Morcego procurar informações e charadas visuais sobre os demais super-vilões, como Mr. Freeze, Mulher-Gato, Scarface e outros.

Batman Visão

Em resumo, de longe Batman Arkham Asylum é o melhor jogo do Homem-Morcego, e talvez o seja porque não foi feito às pressas para acompanhar o lançamento de um filme, uma história em quadrinhos, ou qualquer que seja a jogada de marketing. O jogo foi pensado, trabalhado, desenvolvido sem pressa, e utilizou com bastante primazia as características de cada um dos personagens, seja mocinhos ou vilões. O Batman lembra muito a arte deAlex Ross, que desenhou várias edições especiais da DC, inclusive com Batman e a Liga da Justiça. Além de ser um jogo muito bem feito, ao ponto de que se fosse outro personagem qualquer o jogo ainda assim seria animal. Batman Arkham Asylum definitvamente é um jogo que tem que ter na sua biblioteca, mesmo que você não seja fã do Homem-Morcego.

Batman Alex Ross2

[Tweet Post] Isqueiros em formato de consoles!

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Vou começar com os avisos politicamente corretos de sempre: Fumar faz mal à saúde, causa vários tipos de câncer, ajuda na impotência sexual, e faz você feder à cigarro. E não, não adianta chupar bala depois. Como disse o Danilo Gentili “fumar e chupar bala é igual a peidar passar um sabonete na bunda”.

Isqueiros SEGA

Mas esses isqueiros ficaram muito bem feitos. Baseados nos famosos consoles da Sega, o Sega Mega Drive e o Sega Saturn, os isqueiros fazem de você um fumante mais gamer do que os outros.

Isqueiros SEGA2

Vendidos exclusivamente no Japão, tem o preço de US$ 115 cada, que ironicamente é dinheiro mais do que suficiente para comprar um dos consoles reais nas lojas especializadas.

Fumar em alto estilo ganhou um novo sentido.

[Consoles] Playstation Portable Go

Console Post

Na Eletronic Entreteinement Expo desse ano, a Sony Computer apresentou o novo modelo do seu videogame portátil: o PSP-Go. Mais leve, menor, com tela em slide e sem os famosos UMD’s do seu antecessor, o novo console veio para dar uma repaginada no papel do portátil, lançado em Março de 2005. Na época de seu lançamento, o portátil tinha sido anunciado mais como um super-periférico do futuro console PS3 do que um sistema novo em si, onde iria promover um relação entre os aparelhos, sendo o PSP como uma midia de suporte, ou uma segunda tela para o jogo que estivesse sendo desenvolvido no PS3.

PSP-Go

Mas após alguns meses de mercado, a idéia não foi muito bem sucedida, e as vendas do portátil não foram muito de acordo com as expectativas. O seu principal concorrente, o Nintendo DS, navegava no mar da tranquilidade das boas vendas, e o PSP nem fez sombra pra Nintendo. Era hora da Sony se mexer e mudar de estratégia. Alguns anos depois o PSP recebeu títulos exclusivos, como dois da série Gran Theft Auto, um de God of War e vários RPG’s de sucesso, mas a estratégia original teria de ser abandonada definitivamente.

E aí entra o PSP-Go.

PSP-Go2

A sua proposta já vem alinhada com a nova tendência da Sony, da Microsoft e da Nintendo: força na distribuição digital de conteúdo. O aparelho foi remodelado, perdeu peso, ganhou umas curvas e uma tela em slide, e as comparações com os novos modelos de celulares eram inevitáveis. Alguns dos estilos de botões foi mantido, como a chave do Wi-Fi e de On-Off, mas outros foras colocados em posições bem diferentes, como os botões de ajuste de vídeo e áudio, e os de volume, que foram deslocados para o topo do aparelho (onde ficava a entrada do UMD), e os botões Start e Select ocupam o lugar do segundo analógico. E ainda na E3, a Sony anunciou que grandes sucessos do Playstation 3 seriam migrados para o Go, como Little Big Planet, Gran Turismo e outros. Além disso, outras mídias como músicas e vídeos também terão um papel mais importante no console do que antigamente.

PSP-Go4

Características Técnicas:

  • CPU Clock Speed em 333MHz
  • 64MB de RAM
  • 16GB de flash storage
  • Micro M2 expansion slot
  • 50% menor e 40% mais leve que o PSP original
  • Tela de 3.8 polegadas
  • Resolução de 480×272
  • Preço: US$250,00

Pelo processador, o PSP-Go não é mais rápido nem mais poderoso do que o PSP Original, mas pelo fato de não ter uma mídia física para leitura dos jogos, pode conseguir um desempenho um pouco mais rápido do que o seu antecessor, em sacrifício da bateria. Falando nela, a bateria foi testada e respondeu bem nos testes de duração, aguentando 5 horas de jogo, filmes, wi-fi e o brilho da imagem no máximo. Um ponto negativo é para os jogadores mais hardcores que usam bateria extra, já que no PSP-Go ela fica localizada atrás da tampa aparafusada, na parte de trás do aparelho.

PSP-Go7

Outro lado negativo é a respeito da firmware do PSP, que não apresenta muita variação com relação ao seu antecessor. Enquanto no PS3 o jogador pode fazer downloads em background enquanto joga, no PSP-Go (e no Classic), você está preso à uma convenção de uma tarefa por vez somente. O sistema sairá de fábrica com a firmaware atual do PSP clássico, e a prerrogativa da Sony seria para não favorecer nenhum dos sistemas, já que o PSP-Go não será um substituto do original, tal qual o Nintendo DS não substituiu o GameBoy Advance. Outra detalhe que merecia mais atenção seria o navegador padrão do console, e seu sistema de digitação, que são bastante arcaicos. Pra compensar a Sony prometeu mais de 225 jogos já prontos para download no lançamento do console.

PSP-Go6

Ainda é muito cedo para saber se o lançamento do PSP-Go irá trazer alguma ameaça ao reinado absoluto do Nintendo DS, mas somente pela atitude de tentar renovar o seu console já mostra que a Sony quer entrar nessa fatia de mercado pra valer. Ao abandonar a estratégia de pensar no PSP como um “periférico de luxo” e efetivamente pensar nele como um console extra, a Sony pode abrangir sua atuação no mercado, e tentar recuperar suas posições na corrida dos consoles.

[Tweet Post] A semana do Gamer

    Tweet Post

    • Baixei o demo de Need for Speed: Shift, seguindo os conselho da galera dos comentários. Descobri que não sei passar marcha em jogos de corrida. Mas o realismo de direção está comparável à Gran Turismo! E agora, com a visão de dentro do carro e danos reais!
    • Testei o demo de Brutal Legend somente para confirmar uma suspeita: o jogo é animal. God of War + Guitar Hero + Jack Black!
    • Também testei o demo de Star Wars – Clone Wars e o jogo não me empolgou. Diferente de Force Unleashed, esse é mais no estilo cartoon, seguindo a série de Mr. Lucas.
    • XBox Live Arcade deve lançar mais feeds para a sua página inicial incluindo as tiras de Dilbert (?) (Matéria em inglês aqui na Gamespot.com)
    • Terminei inFamous e penso seriamente em fazer um update no review, mas só para acrescentar. A nota do jogo continua a mesma, mas agora tenho mais informações sobre os dois lados!
    • Mais updates: Batman nos Games será uma parte só, mais vou dar uma acrescentada nos jogos, tentando não ser muito repetitivo!
    • Estou passando pelos desafios (Challenges) de Batman Arkham Asylum, e o fator replay do game aumentou drasticamente!
    • Próximos passos: Super Mario Galaxy (ainda falta muito); Brutal Legends (dedo coçando pra jogar!) e inFamous (terminar lado negro da força Evil!!!)

    Abraços

    – Guilherme (@grcosta)

    [Game ON] inFamous

    Game on Post

    inFamous CapaNesta seção Game ON, vou falar sobre o jogo inFamous, da produtora Sucker Punch, criado exclusivamente para o PS3, e lançado em meados deste ano. Jogabilidade interessante, sistema sanbox, e escolhas para definir como o seu personagem se comporta durante o jogo.

    [PRÓS]

    • Interatividade com o cenário em níveis absurdos ;
    • Enredo interessante, dando uma nova roupagem à catástrofes e mundo pós-apocalíptico;
    • Escolha seu caminho: suas ações determinam como será seu personagem (“mocinho” ou “badboy”);
    • Boas opções nas missões laterais, com bastante variação;
    • Sistema de upgrades baseado nos seus avaços e decisões;

    [CONTRAS]

    • “Magnetismo” com o cenário pode atrapalhar algumas vezes;
    • Combate com os inimigos pode ficar um pouco repetitivo;
    • Alguns trechos com muitos inimigos podem se tornar cansativos;
    • Os chefes são pateticamente fáceis.

    [INTRO] – Imagine você acordando dentro de uma enorme cratera, no meio da cidade devastada, com carros queimados, prédios destruídos e pessoas mortas ao seu redor num absurdo senso de emergência em que sua primeira reação é tentar sair dali o mais rápido possível… É assim que inFamous coloca o jogador para aprender os controles básicos e descobrir o que aconteceu naquele local. Em poucos minutos você descobre que além de ter sobrevivido à explosão, você também é capaz de suportar correntes elétricas pelo seu corpo, e o melhor, controlar essa corrente!

    inFamous é um jogo com uma premissa bastante interessante, que lembra até o jogo Star Wars – Knights of the Old Republic, do antigo XBox: suas ações determinam o seu caráter. Você recebe poderes, aprende à domá-los, e pode usar como bem quiser. É claro que cada uma das suas ações pesa em direção ao caminho do bem ou o caminho das sombras. Pena que você não vira Jedi no caminho do bem, nem Sith no caminho do mal, mas você entendeu a idéia. E essas decisões e seus consequentes caminhos interferem no seu visual: se você opta pelo caminho do bem, sua aura é azul, seus poderes são azuis, e as pessoas te aplaudem na rua, te dando apoio. Se for pelo caminho do mal, adquire um tom mais avermelhado, e pode levar até uma pedradas dos pedestres de Empire City.

    inFamous Poderes 2

    [GAMEPLAY] – A maior aposta de inFamous, assim como seu jogo similar Prototype, é a abertura do cenários para a imaginação do jogador, e a quase falta de limites para fazer o que quiser. Você anda por toda a cidade, escala prédios, corre por fios de alta tensão, entra nos esgotos (COWABUNGA!), se pendura por destroços de todos os tipos, salta entre prédios, se joga de cima de prédios (eu disse, a escolha é sua) e enfrenta gangues de inimigos com um gosto estranho para escolher roupas. Você tem liberdade para percorrer a cidade, e vai precisar dela para executar as missões que os habitantes da cidade vem pedir. Em algumas partes, você mesmo dentro de uma missão, é forçado a tomar algumas decisões e elas também influenciam no seu caráter. Não adianta iniciar uma missão “do bem” e decidir por deixar os reféns morrerem para enfrentar seus inimigos depois, por exemplo. Herói ou vilão, tem que ser no pacote completo.

    inFamous Gameplay

    [HISTÓRIA] – A história é toda montada ao redor da explosão que causou uma enorme cratera em Empire City. A cidade está em quarentena, as saídas estão fechadas, não há muito policiamento disponível, os hospitais estão improvisados pela cidade, e as gangues tomaram conta. Logo no início do game você é acusado de terrorismo e precisa provar que não estava participando de nenhum plano, mas que tinha sido envolvido na trama sem saber do que se tratava. Também no início do jogo, agentes secretos entram em contato com Cole, e exigem a ajuda do protagonista para que o mistério seja resolvido em troca da limpeza de seu nome. E assim a sua jornada começa, e o jogo se divide em trama principal, missões secundárias, e missões que definem o caráter de seu personagem. São 15 no total, e cada uma que você completa anula a oposta. Por exemplo, se você realizar uma “Good Mission” (marcada com a cor azul e amarela), uma “Evil Mission” (vermelha e amarela) é lacrada e você não pode cumprir. É importante notar que a história não muda de acordo com as suas escolhas, mas o cenário da cidade também progride de acordo com o seu desenvolvimento, tamanho o grau de imersão que a produtora Sucker Punch aplicou ao jogo. Escolhendo o caminho do bem, mais pessoas andam pelas ruas, a cidade ganha um aspecto mais limpo, você ouve os cidadãos gritando o seu nome, mas esses “fãs” podem se tornar vítimas caso as gangues ataquem você. No caminho do mal, policiais te perseguem, os pedestres te insultam e atiram pedras em você, mas em compensação seus poderes são um pouco mais fortes.

    SPOILER SECTION – Para não estragar a surpresa, e se não quiser saber dos detalhes da história, não selecione o texto abaixo!

    Após o desenrolar de algumas missões, você descobre que na verdade você estava carregando um pacote, que até o momento era uma entrega ordinária qualquer, mas que na verdade era a Ray Sphere, um projeto secreto de laboratórios que poderia dar ao seu portador a habilidade de controlar a energia elétrica e estática da natureza, sem problemas físicos pro usuário. Alguma coisa acontece de errado, e essa esfera explode contigo no meio da cidade. E aí começa a sua corrida para descobrir o que aconteceu. No desenrolar de tda a história surge o seu principal inimigo Reeves, que parece ter os mesmos poderes e capacidades que você. Cabe a você então restaurar a energia da cidade e conseguir mais poderes no processo, treiná-los e se preparar para a Batalha final.

    SPOILER SECTION – Para não estragar a surpresa, e se não quiser saber dos detalhes da história, não selecione o texto acima!

    Durante o jogo você percebe que a cidade está sitiada, ninguém entra ou sai, as equipes de emergência recebem chamados insistentes sobre feridos, e a polícia não tem força nem contingente suficiente para conter os avanços de gangues e vândalos pela cidade. Além disso, o governo federal determinou que se a situação não melhorasse, a erradicação da cidade era uma opção. Cabe a Cole tentar desvendar o que houve com a cidade, além de restaurar a energia à cidade e ajudar à emergências correntes da sua amiga Trish.

    inFamous Evil

    A interatividade com todo o cenário pode ser avaliado em dois aspectos: o primeiro é a facilidade de subir em prédios, postes, docas, trilhos, o que quer que seja ou esteja no seu caminho. Algo semelhante ao que Assassins Creed inaugurou, mas ainda assim melhorado. Praticamente qualquer parede é escalável, desde que tenha um beiral, uma janela ou ornamento qualquer. Mas em alguns momentos a facilidade de subir em prédios atrapalha um pouco, e é exatamente o “magnetismo” que coloquei nos contras lá em cima. Você está tentando simplesmente atravessar os trilhos, mas a ajuda do sistema te mira exatamente para os trilhos, onde você pode deslizar e chegar mais rápido em alguns lugares, mas não era essa a intenção naquele momento. Sobre essa ajuda do sistema faltou calibrar um pouco para que o jogador tivesse uma maior autonomia e errar mesmo, sem que automaticamente o jogo consertasse. A sensação de profundidade poderia ser um pouco maior e embora não chega a ser um grande problema, pode irritar.

    Outro aspecto é a reação dos moradores de Empire City com relação à sua presença e seu status naquele momento. No início do jogo, logo após a explosão onde você foi acusado de ser terrorista, ficar ao redor das pessoas pode te render uma chuva de pedras e insultos. E revidar só atrapalha sua imagem. Após percorrer o jogo, se decidir ser um bom menino e ajudar as pessoas, os mesmo moradores irão gritar o seu nome, te chamar de herói, e até tirar fotos suas. Mas se caso você se torne o vilão por vontade própria, as pessoas irão correr com medo de você. É o mesmo tipo de interação “passiva” que você vê nos games de última geração como Gran Theft Auto 4 (PS3, PC, XBox360), e dá um realismo diferenciado ao jogo. É claro que isso pode te atrapalhar, pois se esses “fãs” estiverem presentes quando as gangues resolverem te atacar e forem atingidas você pode perder pontos na moral com a sociedade.

    inFamous Poderes

    [ANÁLISE] – Segue aí os aspectos do jogo separados um a um!

    • Gráficos: 9/10 – O jogo tem um tratamento visual magnífico, e as correntes elétricas são bem representadas, tanto azuis (bem) quanto vermelhas (mal). Entretanto, alguns poucos glitches visuais existem, como você ficar emperrado em locais aparentemente acessíveis;
    • Jogabilidade: 9/10 – O controle do personagem em qualquer situação é bem feito, mesmo levando em consideração os erros de “correção exagerada” que mencionei;
    • Som: 10/10 – Bem realista, você consegui ouvir os gemidos dos adversários, explosões e todos os sons ao redor. Caso possua um sistema Doubly 5.1, não hesite em usar. A trilha sonora é um pouco difusa, mas acompanha bem as ações executadas no momento;
    • Fator REPLAY: 10/10 – É um jogo bem grande, variado, e você pode escolher entre o caminho do bem e do mal. Só por isso já te dá a vontade de jogar de novo, pra conhecer o que você faria se fosse o badboy de Empire City.

    [NOTA FINAL: 9,5] – A Sucker Punch foi ousada e conseguiu criar um game de ação sandbox com total liberdade, que é intenso, desafiante, e consegue não cair na mesmice. Ao contrário de outros games grandes onde viajar de um ponto a outro pode ser massante (como destaquei no review de Far Cry 2), aqui atravessar a cidade é interessante devido ao movimento de pessoa, possibilidade de rotas, eventuais confrontos com inimigos ou ajuda aos habitantes que precisem. inFamous (assim como Prototype) é um bom exemplo de games Sandbox com ação constante.

    [Tweet Post] A Semana no Dia de Gamer!

    [Classics] Super Mario Galaxy

    Classic Post

    Super Mario Galaxy capaNa seção Classic desse mês, temos um jogo que garantiu o status de clássico logo após ser lançado, principalmente pela inovação na jogabilidade de um dos personagens mais queridos dos games: Super Mario Galaxy. Criado e publicado pela Nintendo, Super Mario Galaxy é considerado um dos sucessores do estilo que o prórpio Mário popularizou lá no Nes em “1980-e-alguma-coisa”. A jogabilidade é uma das características mais marcantes desse novo jogo, que explora mundo diferentes, com propriedades e tamanhos diferentes, e em vários momentos ela troca o seu esquema, deixando o jogador curioso sobre como o jogo irá se comportar em cada um desses mundos.

    [HISTÓRIA] – Como em todo bom jogo do Mario, a princesa Peach foi sequestrada pelo grande rival do jogo, Bowser, mas dessa vez foi durante o Centenário do Star Festival, que celebra a passagem de várias estrelas cadentes pelo Reino dos Cogumelos. Usando um grande navio pirata, Bowser sequestra a princesa, e Mario entra pelo mesmo destino cósmico no qual o navio do Bowser fugiu após o seu ataque, mas fracassa na sua primeira tentativa de resgate, e acaba caindo num planeta desconhecido. Então, ao acordar, Mario descobre que está no observatório estelar de Rosalina, que acompanhada pelo seus Lumas, observa estrelas pelo universo a fora. Esse observatório é alimentado pela energia das Power Stars, estrelas especiais que foram roubadas pelo Bowser, que as está usando para dar poder à sua mais nova frota. Então, Mario promete recuperar as Power Stars, em troca de Rosalina levar o observatório para o centro do Universo, onde Peach está sendo mantida refém pelo vilão.

    super_mario_galaxy-bg

    [JOGABILIDADE] – Aqui está o maior atrativo do jogo! Em determinados planetas, a força da gravidade muda de acordo com a direção na qual você está correndo, e você é capaz de andar no teto, pelas paredes, e até circular todo o planeta correndo pelo seu diâmetro. É um dos primeiros games de aventura onde cada controle tem uma função específicas, e é jogado com o Wiimote e o Nunchuck. O Wiimote é usado para recolher fragmentos de cristais e para pular, enquanto que o Nunchuck é usado para a movimentação do Mario. A integração entre os dois controles é sólida e bem fácil de se adaptar.

    Boss-Wallpaper-super-mario-galaxy-Bosses

    No game também estão presentes vários power-ups famosos da série, como os famosos cogumelos, e alguns deles te dão roupas diferentes como a Bee Suit (Abelha), e Boo Suit (Fantasma) e a Spring Suit (Mola). Além desses, temos a famosa FireFlower, que te dá a habilidade de lançar bolas de fogo, a novata IceFlower, que lança um hexágono de gelo e é capaz de criar uma fina camada de gelo para o Mário poder andar sobre algumas superfícies, a famosa estrela que te dá a invencibilidade e a Red Star, que te dá a habilidade de voar.

    Super Mario Galaxy

    [IMPACTO] – Pouca gente sabe, mas Super Mario Galaxy foi idealizado para lançamento ainda no GameCube, mas os desenvolvedores perceberam que um processador ainda mais avançado era necessário para que a jogabilidade fosse levada à esse patamar de “spherical plataforming”. É um conceito impossível de explicar ou traduzir, mas simples de entender se levarmos em consideração a evolução do sistema de plataformas: primeiro uma versão 2D, pulando em plataformas acima, depois uma versão 3D, em um plano reto, e agora a mesma versão 3D num plano esférico. Viu, facinho! (¬¬) A forma de jogo fica um pouco mais profunda, porque você precisa prever os seus movimentos em mais dimensões do que está habituado.

    super_mario_galaxy-Gameplay

    [JOGOS RELACIONADOS] – Para você poder sentir a evolução do sistema de plataformas que Super Mario Galaxy promoveu, eu tenho quase a obrigação de mencionar os games do encanador bigodudo que lançaram, popularizaram e agradaram a fãs de todas as idades.

    • Super Mario Bros 1, 2 e 3 – Dispensam apresentações. São tão importantes e atemporais que foram lançadas várias versões e revisões desses games para várias plataformas, inclusive Wii e Nintendo DS. Praticamente pavimentaram o caminho para o sucesso de jogos plataforma que viriam a seguir, e lançariam Mario e sua turma para o estrelato.
    • Super Mario World – Um dos jogos mais vendidos do Super Nintendo (e um dos mais vendidos na história), votado inúmeras vezes como o melhor game de plataforma/ melhor game de SNES/ melhor game em várias listas. Diversão que não envelhece, e dor de cabeça na fase da floresta que ainda persiste em me confundir.
    • Super Mario 64 – A primeira vez em que o universo de Shigeru Myamoto desembarcava em um mundo totalmente 3D, e com primazia transmitiu todas as emoções dos mesmos games adorados nas plataformas anteriores.

    Super Mario Galaxy conseguiu evoluir o que a Nintendo lançou há vinte anos atrás, e da mesma forma se manteve simples e divertido. É um dos games do Wii que mais consegue inovar com o uso do Wiimote e é atraente para várias idades, sendo que mesmo quem nunca jogou um game de plataforma consegue se adaptar ao jogo sem dificuldades devido à sua suave curva de aprendizado. A Nintendo na E3 2009 anunciou sem grandes detalhes o lançamento de Super Mario Galaxy 2, e você confere mais novidades aqui no Dia de Gamer.

    Super-Mario-Galaxy-2-E3-2009

    *Se quiser ouvir a opinião deste gamer sobre o grande Mascote Mario e seu rival Sonic, leia essa coluna aqui!

    [Emulando] Batman nos Games

    Emulando post

    Com o recente lançamento do jogo Batman: Arkhan Asylum, o Dia de Gamer preparou um mega review dos maiores jogos do Homem-Morcego em todos os consoles, e desde sempre, Batman tem sido maltratado no mundo dos games. Seja baseado nos filmes, nas séries animadas ou somente nos quadrinhos, os jogos que já foram lançados não retratavam muito bem as características do maior detetive do planeta, caindo mais para o lado de Beat’em Ups do que o lado investigativo do personagem.

    • Batman: The Caped Crusader – 1988 [Amstrad/Commodore 64/MSX]
      • Batman_caped_crusaderO primeiro game criado para o Batman teve uma proposta interessante, pois mostrava o desenvolvimento do game como se fosse uma história em quadrinhos, só que com os quadrinhos se sobrepondo. Ao começar o jogo, você escolhia entre enfrentar o Coringa ou o Penguim, o que não fazia muita diferença, já que as fases eram idênticas. A jogabilidade era meio confusa sendo que para cada ação o controle deveria ser apontado em direções diferentes antes de se apertar o botão. Chute alto era direcional superior direito + botão (só tinha um), enquanto rasteira era direcional inferior direito + botão. Não que seja um método ruim, mas devido ao tamanho da área disponível para lutar e da quantidade de inimigos na tela ficava meio difícil acertar os inimigos sem ser atingido. E o jogo era difícil. Bem difícil. Acredito que ele entrou pra história como o primeiro jogo a ser reconhecido e licenciado pela DC Comics como um jogo do super-herói.
    • Batman Movie – 1990 [NES, MD, MSX, ZX Spectrum, Commodore 64, Amstrad, GX4000, Amiga, Atari ST, Game Boy, PC]
      • Batman-labelPrimeiro jogo do Homem-Morcego baseado no filme de 1989, e um dos com o maior número de adaptação em consoles já visto. É também um jogo difícil, mas com uma jogabilidade interessante, lembrando Ninja Gaiden em vários momentos. É um dos jogos onde Batman usa uma arma, ao contrário de sua própria filosofia. Infelizmente acontece uma enorme discrepância entre a dificuldade dos inimigos, já que uns são extremamente fáceis enquanto outros são um pé no saco! Os chefes em geral são simples de matar, enquanto que o Coringa, pra equilibrar, te faz arrancar os cabelos. Dentre todas as versões, a de Nintendo 8bits me pareceu a melhor.
    • Batman: Return of the Joker/Revenge of the Joker – 1991/1992 [NES, MD, GameBoy]
      • Batman-Revenge-of-the-Joker-Sega-GenesisGame parecido com o anterior, leva uma história nova sobre a fuga do Coringa do Asilo Arkham, e sua tentativa de levar Gotham City ao caos. Tem uma jogabilidade muito parecida com Batman Movie, e apresenta ação lateral (“side-scroller”). A versão do Gameboy apresenta uma dificuldade um pouco mais elevada, mas muito disso se deve ao esquema de controles que não funciona muito bem.  Hora você pula, hora o arpão sai por vontade própria. Não tem muita diferença com relação aos games anteriores, e também foi portado em várias plataformas diferentes.
    • Batman Returns – 1993 [SNES, MD]
      • Batman ReturnsMais um side scroller com uma grande referencia à Final Fight, onde em cada fase Batman passa por cenários do filme no qual foi baseado, enfrentando inimigos da gangue Red Triangle Circus Gang, e ao final tem uma luta contra um chefe de fase. Essas lutas em geral requerem mais estratégia e força do que os demais inimigos ralés. Uma característica bem interesante desse jogo é a tentativa de retratar cenários do filme Batman Returns, porém as capacidades gráficas da época não eram muito impressionantes. O jogo é até bem interessante, não apresenta uma dificuldade muito absurda, e ainda tem uma fase bônus dirigindo o Batmóvel.
    • The Adventures of Batman & Robin – 1994 [SNES, MD, Game Gear, Mega CD]
      • BatmanRobinSNESÉ de longe um dos melhores da lista. Baseado na série animada homônima, apresenta uma boa seleção de vilões, além de aparições especiais, como comissário Gordon, Alfred Pennyworth, Barbara Gordon… e o Robin. No caso, o game estava em desenvolvimento antes do Menino-Prodígio entrar na série e até o título ser alterado (antes se chamava Batman: The Animated Series). Por isso, quando o jogo foi lançado, Robin não tinha um papel no jogo, e o título foi alterado para acompanhar a série animada. Quanto à jogabilidade, o jogo apresenta variações interessantes entre as fases, todas baseadas em plataformas, com um chefe aparecendo ao final de cada fase. Vale a pena re-ligar o Super Nintendo e jogar de novo.
    • Batman Forever – 1996 [SNES, MD, PC]
      • Batman ForeverSe The Adventures of Batman & Robin foi um dos melhores games da geração 16 bits, esse aqui merece o troféu como o pior game de Batman já produzido. A produtora Acclaim, a mesma de Mortal Kombat, utilizou os mesmos movimentos do seu famoso best-seller e colocou sprites de Batman e Robin num jogo absurdo, esculhambou o sistema de controles e fez uma das maiores derrotas do herói nos games. O game é tão ruim e mal feito que cenas onde tentaram armar um 3D simplesmente ficam na frente do cenário, como em diversas vezes que pilastras ficam na sua frente, ocultando o seu campo de visão. Isso sem contar o fato de que os vilões demoram muito tempo para morrer. E sem contar também que para pular você aperta para cima, mas para usar o grappling hook, você usa o select. Eu nunca tinha visto o select sendo usado para qualquer função principal de qualquer jogo. E a desgraça desse jogo vai longe.

    Depois do lançamento de novos consoles, Batman foi ganhando novas versões em games até diferentes do estilo plataforma, mas a geração dos consoles 16 bits parou aí. O triste é notar que o jogo de despedida foi exatamente uma das piores obras em jogos do Batman e de todos os tempos! Se puder, esqueça Batman Forever e fique com The Adventures of Batman & Robin.

    O interessante é que para se fazer um jogo com vários aspectos diferentes, como por exemplo side-scroller e algumas fases com carros,  é preciso de uma máquina capaz de suportar alterações no layout dos controles, coisa que os consoles de antigamente não conseguiam dominar muito bem. Quando o hardware evoluiu, o Homem-Morcego ganhou games mais variados e interessantes, mas nada se comparou a Batman Arkham Asylum [PS3, XBox360, PC]. Dia de Gamer fará um especial em breve sobre este jogaço, e não deixe de conferir essa matéria.

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    [Game ON] Uncharted: Drake’s Fortune

    Game on Post

    Uncharted CapaNo dia 13 de Outubro será lançado o tão aguardado game Uncharted 2: Among Thieves, exclusivo para Playstation 3, sequencia de Uncharted: Drake’s Fortune, lançado em 2007, ambos da produtora Naughty Dog. Aproveitando essa deixa, vou lançar aqui a minha análise de Drake’s Fortune.

    [PRÓS]

    • Jogabilidade fácil e intuitiva, fácil dominar o uso de qualquer arma;
    • Enredo interessante, com uma história convincente;
    • Dublagem dos personagens bem feitas, criando personalidades bem definidas;

    [CONTRAS]

    • Niveis “hard” e “crushing” são bem desafiantes;
    • Algumas partes em tiroteio, principalmente nos modos mais difíceis, podem ser bem frustrantes;
    • Algumas partes da história não são muito bem desenvolvidas.

    [INTRO] –  Vou começar dizendo que mesmo tendo sido lançado no início do ciclo de vida do PS3, o game apresentou gráficos bem realistas, aliados à um enredo muito interessante, uma jogabilidade simples e intuitiva, e garantiu vendas significativas. Por se tratar de um jogo que envolve muita exploração na selva, a interação com a natureza teve uma atenção especial, e mostrou um resultado impressionante. É claro que alguns filtros que seriam usados em jogos posteriores dariam um tratamento ainda mais refinado ao jogo, mas pela época em que foi feito, é de se notar (um desses filtros pode ser desbloqueado após uma certa quantidade de pontos). Pra mim foi uma daquelas gratas surpresas, onde você não ouve falar do jogo, e quando joga, começa a se questionar porque leva tanto tempo para lançarem um jogo assim.

    Uncharted Cenario

    [GAMEPLAY] – O jogo mistura seções de tiro com plataforma, mas a seção de plataforma não é um mundo tão aberto quanto Assassins Creed, por exemplo. Segue muito uma linha de jogo como Tomb Raider ou Prince of Persia, onde visualmente você identifica onde deve dar o seu próximo passo. Existem também algumas seções de veículos, como jet-skis e jipes, mas sem quebrar o clima do jogo.

    Como qualquer jogo de aventura nas selvas, Nathan deve pular sobre penhascos, saltar em rios, explorar cavernas, e tudo está fielmente representado durante o jogo. Até algumas outras ações e reações do personagem são notáveis, como quando ele se abaixa ao receber um tiro na parede próxima, ou quando uma granada é lançada e ele sente a urgência em sair correndo. Outro ponto notável é a sensação de que Nathan pode falhar durante seus momentos acrobáticos, já que ao pular sobre um grande penhasco, os seus braços vão em direções diferentes, e quando atinge a borda do outro lado, ele pode ficar pendurado em uma das mãos somente, e inclusive soltar um suspiro de alívio. Dá uma certa humanização ao personagem, e atrai a simpatia dos jogadores.

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    O roteiro conta a história de Nathan Drake, supostamente descendente do lendário explorador Sir Francis Drake, e sua busca pelo El Dorado, a famosa cidade feita em ouro dos Maias. Ou Incas, não sei ao certo. Para tal, ele busca algumas pistas já frias sobre a localização do túmulo de seu antepassado, e consegue obter um caderno com as anotações feitas por Sir Drake ao viajar pela América Central em busca do tesouro.

    Só que seu parceiro de longa data Victor Sullivan acaba falando demais, e logo outros caçadores de tesouros aparecem para pegar o tesouro, já que Sullivan tinha um débito enorme com eles. E então, o que seria uma busca histórica pelos tesouros arqueológicos passa a ser uma corrida contra o tempo, para que os mercenários não cheguem ao El Dorado antes de Nathan. E além disso, temos a repórter Elena Fisher, que está acompanhando toda a expedição de Nathan desde o início, como parte de seu programa sobre aventuras históricas, e acaba sendo envolvida nessa corrida, movida pela vontade de apresentar tais descobertas em sua emissora.

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    As atuações de voz do jogo são realmente impressionantes, e ajudam a fundamentar a personalidade de cada um dos personagens, e estão todos lá: o mocinho e a mocinha, o experiente, o bandido de fala calma e maneiras educadas, e o capanga mais ação do que palavras. A ironia e o sarcasmo de Nathan aparece em vários momentos, até nos mais inoportunos (caindo de um avião, sendo sequestrado por rivais, perseguido por mercenários ou outros quaisquer).

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    [ANÁLISE] – Segue aí os aspectos do jogo separados um a um!

    • Gráficos: 9/10 – Em alguns momentos o jogo te lembra visualmente de que é de primeira geração, e alguns filtros a mais poderia ser aplicados para os gráficos ficarem mais refinados;
    • Jogabilidade: 10/10 – Extremamente intuitivo, sem glitches, e de fácil memorizaçãopara utilizar qualquer arma do jogo;
    • Som: 10/10 – Sons da natureza e de seus inimigos bastante nítidos e de fácil percepção. Trilha sonora acompanha a ação no ritmo certo;
    • Fator REPLAY: 10/10 –Mesmo sendo curto, você vai querer jogar várias vezes. São 60 tesouros (e um secreto) no jogo, além de vários bônus por recompensas (troféus), que vão fazer você querer jogar em todas as dificuldades.

    [NOTA FINAL: 9,5] – Pra mim Uncharted: Drake’s Fortune é um dos modelos de games que deve ser seguido: simples, convincente, roteirizado, interessante, jogável e fundamentalmente divertido. seja pelas batalhas, seja pela história ou seja pra ouvir as piadinhas do Nathan, você vai gostar dessse jogo. E vai querer voltar e jogar mais vezes, pela diversão, ou pelos bônus. Espero sinceramente que Uncharted 2: Among Thieves seja tão interessante quanto esse primeiro foi.