[New Game] Assassins Creed Bloodlines

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CapaEstive jogando um dos games para PSP que mais esperava esse ano: Assassins Creed Bloodlines, que seria uma continuação do jogo original de Playstation 3, além de servir de aquecimento para o próximo game, Assassins Creed 2. Infelizmente, o jogo é uma bomba. Bomba tão forte que merecia uma etiqueta diferente aqui no post, aquela que diz EPIC FAIL! #Pronto_falei. Um dos raros exemplos que a limitação do hardware não foi culpada, mas sim o cuidado nos detalhes! Ah, e que falta faz o segundo analógico!!

Vista da Cidade

A idéia de se trazer o universo e a jogabilidade de Assassins Creed para o portátil da Sony é ambiciosa, já que o game usa bastante a capacidade gráfica do PS3 para criar um cenário rico em detalhes e de pessoas, já que uma das principais funções do jogo é se fundir ao ambiente e se camuflar para realizar as suas missões como assassino. É claro que eu entendo todas as limitações do portátil da Sony, e para minha grata surpresa, o que dependia dessa limitação foi bem adaptada. Só que o jogo erra em todo o resto, o que teoricamente seria o mais importante do jogo, pois iria traduzir a experiência do primeiro jogo pra dentro do PSP.

Altair Luta de espadas

Por exemplo, uma das partes que eu mais gostava no primeiro jogo era atacar um grupo de guardas e depois correr e me esconder por entre os telhados. Isso está impossível de se fazer nessa versão, principalmente porque assim que você ataca um guarda, outros 5 logo te cercam e uma batalha até longa começa. Fora isso, a seção plataforma está horrivelmente mal feita. Você até consegue correr e subir nos telhados, mas em algumas partes (que se repetem insistentemente) Altair fica preso em locais que não há nada aparente que faça o personagem parar. E quando você insiste em ir por aquele local, o personagem demora para executar os seus comandos, seja indo para um outro lugar, seja se pendurando na borda quando você simplesmente queria pular na borda do prédio da frente. Acontece muito, e é bem frustrante.

Telhados

Outro ponto que deveria ser melhorado é a aproximação stealth. Ou melhor, melhorada não, criada, porque ela é inexistente. Em vários momentos, você está no topo de um prédio, espreitando a sua presa, e do nada ela começa a correr gritando que tem um assassino atrás dela. Sendo que você nem desceu do telhado. E em outras vezes, você está atrás da parede, sem qualquer possibilidade de seu alvo ter alguma visão do seu personagem, e lá vai ele correndo porque você está presente.

Inimigos

Um dos pontos positivos do game é a facilidade dos controles de batalha, embora a quantidade de inimigos seja um pouco exagerada. Os controles de contra-ataque estão bem preciso, e as animações da execução de um golpe estão bem feitas. Chega a ser satisfatório acertar um contra golpe para descontar as frustrações do jogo como um todo. O que atrapalha é a facilidade de inimigos brotarem da terra do nada, e alongar uma desnecessária luta.

Contra-golpe

Alguns dos movimentos do game original ainda estão lá fielmente representados, como atingir o topo de uma torre e sincronizar o Eagle Eye, para depois pular no Leap of Faith, com a mesma sensação do jogo anterior. Alpem disso, a animação do personagem está bastante fluida, e a movimentação de todos os envolvidos parece bem natural.

Leap of Faith

A história em si dá um certo prosseguimento ao game anterior, levando Altair e os demais assassinos em busca de uma outra arma que estaria de posse dos Templários, na ilha de Chipre, segundo informações da aspirante a amazona Maria, que teve sua vida poupada no game anterior. Para quem lembra do game anterior, Altair recuperou uma das Pieces of Eden, e embora mal explicado no final um pouco confuso do game, todas as Pieces juntas iriam revelar a localização do Santo Graal, objeto que a Abstergo Industries procura.

Dialogos

As adaptações para que o hardware suporte o jogo mencionadas ficaram até bem aceitáveis, e obviamente você não tem uma cidade completa carregada de personagens. Na verdade, existem portões na cidade, que exigem um pequeno loading quando você atravessa de uma parte da cidade à outra, mas nada que realmente faça o jogador ficar esperando. Nas cidades também não existem muitas pessoas ao redor, que vão aparecendo pela cidade por onde você passa. E em vários momentos, algumas dessas aparições são guardas, o que cai na problemática do alongamento das batalhas que citei no parágrafo anterior. Infelizmente, o segundo analógico do PSP realmente mostrou que deveria ter sido incluído na remodelagem do console, pois o sistema de câmeras neste game é patética. Segure o L e use os botões de ação para direcionar a câmera, e perca tempo precioso tentando achar uma posição para enxergar o que precisa. É um sistema retroativo, nada prático e nem um pouco intuitivo. Que falta faz o segundo analógico!

Eagle Vision

Se você for jogar Assassins Creed, saiba que é uma versão que tem defeitos, mas pode te divertir bastante (até chegar o Assassins Creed 2, como no meu caso!), mas infelizmente o jogo não será um grande adicional à história do jogo. Em resumo, Assassins Creed Bloodlines tem alguns excelentes momentos, mas infelizmente falha em capturar a essência da jogabilidade e imersão do seu antecessor.

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