[New Game] Bayonetta – Impressões iniciais

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BayonettaCapaRecentemente baixei o demo de um dos jogos mais aguardados para o início do próximo ano: Bayonetta (PS3, XBox 360). Eu tinha poucas informações sobre o jogo, mas a mídia especializada dava bastante informações positivas sobre a jogabilidade, o visual e as inovações dos games. Pela curiosidade, peguei a cópia do Demo da PSN, e joguei pela seção que está disponível. É claro que logo fiquei com Devil May Cry na cabeça, e a comparação não é tão absurda assim.

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Poucas informações sobre a história são passadas pelo demo. O que pude notar, é que se trata de uma bruxa dos tempos modernos, que foi achada num baú no fundo do mar, sem qualquer lembrança sobre como foi parar lá ou quem ela é. O visual da protagonista chama a atenção, por vestir roupas de “couro” (?) e sempre se mostrar vem sensual. Por sinal, o nome dela é Bayonetta mesmo, embora baioneta seja o nome de um pequeno sabre que era acoplado na frente dos rifles na época de Napoleão. Quando você joga o game, percebe o porquê do nome, já que ela usa armas e espadas, no estilo Devil May Cry. É, usarei DMC como referência em vários momentos. Na demo, vemos algumas cenas que mostram a protagonista lutando contra anjos-com-cara-de-demônio, lado a lado de uma outra bruxa chamada Jeanne. A relação entre elas será mostrada no game completo, deixando somente pedaços curiosos nesta demo.

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A jogabilidade do game chamou muito a atenção. Embora lembre muito Devil May Cry, a única comparação válida é o uso de armas e espadas na mesma maneira. Porém, Bayonetta consegue levar a fluidez do controle a um passo adiante, sendo possível atirar em inimigos a distância enquanto já cria um combo com sua espada no inimigo próximo a voc. Em outras seções, você se depara com uma outra bruxa que anda pelas paredes de uma catedral, e sobe pelas paredes para enfrentá-la. O que me animou foi a mecênica de mudança de gravidade, de uma parede pra outra. Claro que já vimos isso antes, mas a facilidade com que a transição ocorre eu só tinha visto antes em Portal, da Valve. Um outro bom exemplo dessa mecânica é uma luta contra um sub-chefe que ocrre numa ponte que ele está sacudindo. Ah, esqueci de mencionar, esse sub-chefe tem 20 vezes o seu tamanho.

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Como todo bom jogo de aventura, Bayonetta tem lá seus clichés: você coleta auréolas de anjos caídos, que servem de moeda nas compras de upgrades, borboletas roxas que recuperam o seu MP, e ramos de arruda que recuperam seu HP. Achei interessante a adaptação de elementos míticos sempre relacionados ao universo dos anjos e demônios, ao contrário de pedras de cores diferentes. Além desses ítens, algumas armas de inimigos derrotados podem ser coletada e usada posteriormente, mas ela apresenta uma certa durabilidade. Com isso, as opções de combos diferenciados cresce, e o fator replay tende a aumentar. E em determinados momentos é possivel dar alguns golpes especiais, e em alguns desses golpes é possível “carregar” a força antes de lançá-lo contra os inimigos. No vídeo abaixo você confere algumas cenas de gameplay mostrando essa habilidade.

[gametrailers 60050]

A minha maior crítica, e talvez a única, é o fator apelação do jogo. Querem fazer um jogo com uma protagonista sexy, sensual, ok, isso não tem o menor problema. Mas cair para a apelação é totalmente desnecessário. A indústria dos games luta há um bom tempo para se desvencilhar da imagem de “brinquedo de criança”, e lançar um jogo onde a protagonista fica parcialmente nua só para dar um golpe especial pode ser muito legal para gamers adolescentes, mas não ajuda em nada a ganhar respeito da indústria em entretenimento, embora fature bilhões de dólares, e seja capaz de rivalizar com Holywood em faturamento. E sim, não adianta querer defender, é puramente apelação. De acordo com o jogo, Bayonetta tem um cabelo “especial”, e inclusive sua roupa de “couro” é formado por fibras do seu próprio cabelo. Quando vai lançar o golpe especial, ela usa todo o seu cabelo, ficando coberta somente por algumas faixas, enquanto que o restante se multiplica e invoca uma besta que devora seus inimigos. Visualmente é legal (o golpe, ok?), mas não justifica a semi-nudez.

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Por sinal, não quero ficar levantando bandeiras contra o jogo, até porque fora esse detalhe, ele tem muito potencial, inclusive por melhorar alguns detalhes num gênero muito bem representado por jogos como Devil May Cry e Ninja Gaiden, e que realmente eu curto muito. Só achei a apelação desnecessária. Podemos ter protagonistas femininas sem apelações, como a Samus Aran (da série Metroid) e Joanna Dark, da série Perfect Dark. Não precisa vulgarizar, perdendo a sensualidade e o respeito, para vender o jogo. Se fizer como está sendo mostrado na jogabilidade do demo, Bayonetta tem tudo pra ser um grande jogo. Mas não se prenda à minha opinião, jogue e julgue por você mesmo!

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Bayonetta já foi lançada no Japão, e estará disponível no Ocidente no dia 5 de janeiro para XBox e PS3, mas o demos já está disponível na XBLA e na PSN. Confira aí o preview da Gametrailers sobre o jogo!

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2 thoughts on “[New Game] Bayonetta – Impressões iniciais

  1. Apple

    Psst aquela bruxa que anda na parede que tiveste que lutar é a Jeanne, elas duas estavam no passado… xD
    Eu concordo com comparação que fizeste a Devil May Cry, a Bayonetta nao deve ser encarado como uma copia mas sim uma renovação no genero.
    Durante o jogo, vai ter muitas cenas "picantes" mas nao encaro isso como apelaçao (mas podes estar certo) porque eles brincaram com o "exagero" juntando com o humor para ficar estupidamente comico.
    Pra mim, é o melhor jogo do genero que temos nesta geraçao

    cumps 😉

  2. andrekratoz

    essa "apelação ensual" faz parte do humor japones, em animes e tals sempre existe algo assim, o problema é que pro resto do mundo isso não vai soar tão comico, eu acho que ér um dos problemas que a industria dos games sofre. Quem não conheçe essa cultura muitas vezes acha certas coisas até idiota. O jogo parece ser legal mas ainda não vi nada nele que realmente me chama-se a a atenção.

    e mais uma vez parabens pelo blog e post de qualidade kra. Abraços.

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