Monthly Archives: April 2010

[New Game] Os games que vem por aí!

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Confira abaixo alguns vídeos sobre os próximos games a serem lançados!

Lost Planet 2: Dez anos após os eventos do primeiro jogo, Lost Planet 2 promete a mesma ação explosiva que seu antecessor caracterizou, no mesmo planeta perdido. Porém, desta vez, efeitos climáticos derreteram partes do gelo e revelaram trechos de selva que abrigavam criaturas gigantes que você e seus 3 amigos em modo cooperativo terão que derrotar. Existe a opção de se jogar offline e ter 3 bots controlados por computador para te acompanhar, mas como eles deixaram a maior parte do trabalho pesado para você, é melhor arrumar 3 amigos reais. O modo multiplayer também retorna, com até 16 pessoas se enfrentando em batalhas na selva, e essa mudança de ambientes (do gelo para o verde) deu um toque extra aos cenários do jogo. Lost Planet 2 deve ser lançado na segunda semana de Maio, para PC, PS3 e XBox 360.

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3D Dot Game Hero: A primeira vista este jogo poderá não te chamar a atenção, mas o visual colocado no jogo aliado às memórias de alguns dos melhores jogos de ação/aventura da era dos 8 e 16 bits, podem fazer com que você mude de idéia. 3D Dot Game Hero é uma mistura da jogabilidade de Legend of Zelda, gráficos da série Lego, envoltos numa ambientação clássica de 8 bits, e esse retorno ao nostálgico mundo dos RPGs de aventura faz com que você invista 10 minutos neste game. O próprio jogo brinca com essa questão de ser 2D/3D, com o nome do reino sendo Dotnia, e com o rei decretando que de agora em diante, o mundo será tridimensional! Logo de cara na seleção de personagens, você percebe que a customização pode ser feita ponto a ponto, e você tem a liberdade de criar seu próprio herói. É praticamente impossível ver o trailer do jogo e não fazer uma associação imediata com The Legend of Zelda, principalmente nas fases iniciais e nas armas iniciais. 3D Dot Game Hero deve sair no final de maio, e é exclusivo pro PS3.

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Super Street Fighter IV: Ok, eu já confessei aqui que estava um pouco iludido com a situação de Street Fighter IV e Super Street Fighter IV, afinal, lançar dois jogos bastante semelhantescom apenas 1 ano de diferença não deixa de nos dar a sensação de que a Capcom poderia ter feito algo melhor, e ter lançado somente 1 jogo. Mas mesmo assim, Super Street Fighter IV tem seus méritos. Além dos 10 novos personagens (totalizando 35) e das fases bônus acrescentadas, entram também novos cenários, novos golpes e novos especiais, que você poderá escolher qual usar antes de cada luta. Super Street Fighter IV já está disponível para PS3 e XBox.

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Red Steel 2: Red Steel foi um dos jogos lançados junto com o Nintendo Wii, e seu visual em Cell Shading fez bastante sucesso entre o público (possivelmente devido à ausência de títulos Hardcore) a ponto de garantir uma sequência. Agora Red Steel 2 promete mais ação na mistura de armas e espadas, te levando de locações samurais High Tech até autênticas cidades fantasmas de filmes americanos. Toda a ação é controlada pelo WiiMote e pelo Nunchuck, seja as partes de tiro ou os quebra-cabeças, seja usando suas espadas. Na hora das finalizações, o WiiMote Plus usa sua sensibilidade mais apurada para promover movimentos de finalização mais específicos, criando um show à parte. Red Steel 2 já está disponível para Nintendo Wii.

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[Tweet Post] As Notícias dos Games!

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Confira mais uma compilação de notícias do mundo dos games!

A novela da Activision ainda continua: Após a reunião que chegou ao ponto de termos seguranças entrando na sala para escoltar dois diretores para fora da sede da empresa (e consequentemente dos projetos da Infinity Ward e da Activision), depois das ameaças de processos pra lá e pra cá (aqui, aqui e aqui), e de novos rumos para a franquia Call of Duty (aqui e aqui), algumas novidades em games finalmente aparecem no horizonte. Os DLCs já estão disponíveis para os consoles (Trailer aqui), e os funcionários ou demitidos ou retirados de suas funções já estão às voltas com novas empresas (aqui e aqui). Jason West and Vince Zampella formaram Respawn Entertainment, e logo se aliaram a EA (que é a produtora da antiga série Medal of Honor, antiga rival da série Call of Duty), e já embarcaram num projeto de codenome “Screw Activision”, que passando pro português dialetal significa “Sacanear a Activision”. Ok, é mais grave do que isso, mas aqui é um blog de família!

Activision x Infinity Ward

Uma imagem vale mais do que mil processos…


Uma capa de revista britânica provoca polêmica ao informar que Portal 2 estará disponível para Playstation 3. No anúncio “oficial” o console da Sony não havia sido incluído, e mesmo com essa capa vindo da revista oficial da Playstation na Inglaterra, a Valve não se pronunciou a respeito da informação. Confira a capa aí embaixo, e o nome na listagem de “36 Must Play PS3 games”.

Portal 2

Informação não-confirmada muito bem vinda!


Durante a festa de lançamento de Super Street Fighter IV, ocorrida em 23 de abril passado, um fato triste e inusitado ocorreu: ao final do evento, um MacBook Pro, duas câmeras Kodak de vídeo em HD e vários cartões SD foram roubados da produtora durante o evento, levando embora quase 4 horas de gravação que seriam usados para um documentário sobre um jogador japonês chamado Daigo, que foi especificamente para o evento para fazer as filmagens. Erro grave da organização, já que sair com esses equipamentos de eventos em geral deveriam ser bem complicados, e levou o presidente da Iam8bits, Jon Gibson, a divulgar uma carta pedindo que a gravação seja devolvida, sem se importar com os equipamentos em si. O link para a carta está aqui.

PWNED

Digamos que a organização do evento de Super Street Fighter IV levou um golpe baixo!


Está ansioso por novidades de Super Mario Galaxy 2?? Bom, eu tenho aqui 4 vídeos que vão deixar a sua curiosidade atiçada. Apresentando a nova roupa Cloud Suit, o Spin Drill e um pouco mais sobre a participação do Yoshi nesse novo game!

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Apresentando a Cloud Suit parte 1

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Apresentando a Cloud Suit parte 2

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Novas funcionalidades com o Spin Drill

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Isso me lembra que ainda não terminei o 1º jogo!


Os fãs de Batman Arkham Asylum vão ter que esperar um pouco mais pelo segundo jogo, muito embora não havia sido confirmado que o mesmo sairia este ano. Batman Arkham Asylum 2 (que é um nome provisório, já que o segundo jogo não será dentro do Asilo) deve sair em 2011, mas sem qualquer previsão de mês. A minha aposta pessoal recai sobre Março ou Novembro, que costumam ser a fartura de games lançados. Mas, pra que tenhamos boas notícias, ao que tudo indica, 4 vilões já podem estar no jogo, entre eles Ra’s Al Ghul, Talia Al Ghul, Duas-Caras e Mr. Freeze. Tudo isso aconteceu devido à uma série de fatos: na Chicago Comics and Entertainment Expo, Kevin Conroy, um dos produtores do jogo, afirmou que provavelmente Duas – Caras realmente estará no jogo, para logo depois desconversar e afirmar que “a trama será mais densa e abrirá espaços para muitas aparições”; A atriz que supostamente estaria contratada para fazer a voz de Talia Al Ghul postou no twitter a sua felicidade por participar da franquia; Terceiro, o ator Maurice LaMarche afirmou numa entrevista que realmente está confirmado para dublar o Mr. Freeze na próxima aparição do Cavaleiro das Trevas.

BAA

Seguindo a lógica, o próximo jogo deverá se chamar Batman Gotham City? #turumpss


Pra finalizar, um vídeo que fala por si só: Marvel x Capcom 3 foi anunciado e deve sair até o meio de 2011. Segundo a Capcom, o game terá a mesma engine de Resident Evil 5 e Lost Planet 2. Confira o trailer oficial aí embaixo!

Dez anos de espera correspondidos!!

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[Classics] A Série Tony Hawk Pro Skater

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No ano de 1999, os skatitas de plantão receberam o que seria uma das melhores séries sobre o esporte nos games: Tony Hawk’s Pro Skater era lançado para Playstation, e logo de cara deixou os gamers empolgados sobre um dos temas que sempre foi representado nas gerações de consoles, mas que nunca havia atingido o seu ápice.

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No jogo, seu objetivo principal era coletar as fitas de demonstração do personagem com o qual estava jogando, seja conseguindo atingir pontuações determinadas, seja cumprindo objetivos dos mais variados, tudo isso dentro de um circuito com limite de tempo, que variavam entre shoppings, skate parks, aeroportos e galpões abandonados.

A série representou uma boa inovação com relação aos demais jogos que já circulavam pelos consoles, ao levar o skate para um lado mais arcade do que os jogos tradicionais, deixando o jogador livre para criar as manobras mais absurdas em apenas poucos toques no controle. No jogo, 10 jogadores eram apresentados baseados em skatistas reais, separados em street e vert, o que diferenciava um pouco as manobras entre eles.

Mesmo com gráficos bem poligonais, era muito avançado para a época…

O jogo recebeu excelentes pontuações na época de seus lançamentos, com médias entre 9.5 e 9.8. Claro que todo esse sucesso alavancou a série, que ganhou respeito e uma sequência, lançado em setembro de 2000, somente um ano depois do seu antecessor.

Somente o anúncio da sequência já foi o suficiente para deixar os fãs da série ansiosos sobre o que seria feito com um jogo de excelente recepção, apenas um ano após seu lançamento. Tal ansiedade foi bem entendida, principalmente após os gamers verem o resultado de poucas mudanças e muitas melhorias na jogabilidade. Tony Hawk’s Pro Skater 2 é um dos melhores exemplos de como uma sequência deve ser feita, sem alterar a essência e tudo o que foi feito de certo no game anterior, além de acrescentar as novidades que os jogadores querem.

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Mais skatistas (incluindo agora o brasileiro Bob Burnquist), mais desafios dentro da fase, um modo multiplayer ainda mais interativos, personagens secretos inusitados (como Homem-Aranha), e um modo de criação e edição de fases bem completo. Outro ponto que chamou muito a atenção nesta versão foi a trilha sonora, que teve a ajuda dos skatistas para incluírem nomes como Rage Against the Machine, Bad Religion, Red Hot Chilli Peppers e Papa Roach, e que realmente ajudou a criar a atmosfera que a turma do skate curte.

Gráficos melhores, trilha melhor, jogabilidade melhor…

Se o anterior abriu caminho para a franquia dar certo, o sucessor pavimentou e selou o nome na história dos games. Tony Hawk’s Pro Skater 2 recebeu avaliações entre 9.7 e 10, e passou a ser referência em games de skate daquele ponto em diante.

Tony Hawk’s Pro Skater 3 desembarcou nos consoles (advinha só) um ano depois do anterior, mas caiu bem no meio da transição entre as gerações passadas. O Playstation 2 já tinha sido lançado, o XBox já aparecia na esquina, mas mesmo assim o maior número de vendas foi no Playstation, possivelmente por causa dos seua antecessores. Fora a esperada melhora gráfica, o game basicamente era o mesmo, e com relação ao THPS 2, não apresentou grandes variações, o que em parte explica as recepção morna que o jogo recebeu.

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Com relação à parte gráfica em si, os skaters receberam mais detalhes físicos, e a semelhança conseguiu atingir um nível que ajudava a definir o poder de processamento da nova geração, mesmo sendo um jogo lançado praticamente junto com os consoles. O que havia sido de mais bem elogiado nas versões anteriores foi repetido, recebeu algumas melhorias tímidas, mas a fórmula já mostrava sinais de cansaço. Como ela conseguiu se reformular nos vimos na sequência.

Trailer de Tony Hawk’s Pro Skater 3

Tony Hawk’s Pro Skater 4 apresentou uma boa diferença com relação aos demais: o limite de tempo foi removido da sua jornada pela fase, e somente aparece quando você entra numa missão. Isso representou uma boa mudança, pois não havia mais o limite para a exploração do cenários, que levaram ao desenvolvimento de fases ainda maiores e com mais detalhes, e levou também à uma maior variação dos tipos de missões.

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A trilha sonora recebeu músicas de Iron Maiden, AC/DC, The Offspring, Public Enemy, Sex Pistols, e várias bandas (mas na minha opinião, ainda ficou aquém da trilha de THPS 2). Houve ainda a inclusão de vários modos de jogo na modalidade multiplayer, como o Trick Attack e Graffiti, que giravam ao redor de disputas de manobras em pontos específicos.

O jogo não teve recepção muito boa, com médias perto de 9.0. THPS 4 foi o primeiro que realmente usou o máximo da nova geração de consoles, com a inclusão de cenários mais amplos, detalhados e com cidadãos ao redor, tirando o pouco a sensação de cidade fantasma do jogo anterior.

O último grande Tony Hawk game…

Depois do lançamento de THPS 4, a série abandonou o skate moleque, o skate de várzea, e resolveu investir em uma lado mais carreira do jogo. Essas mudanças em até certo ponto foram ben-vindas, como nos jogos Underground e Project 8. Só que depois de várias versões de jogos que tinham cada vez menos de skate e mais de assuntos aleatórios, e perderam o lado que mais atraía os games. A última tentativa de re-estruturar a série veio na forma de Tony Hawk Ride, que usava um sensor de movimento na forma de um skate, que até o momento foi um fracasso de vendas.

Pra mim, o melhor jogo da série foi realmente o Tony Hawk’s Pro Skater 2, por trazer uma jogabilidade completa, uma trilha sonora que te dá vontade de jogar simplesmente para ouvir, uma seleção de personagens variados com combos especiais bem variados (e até dentro de uma certa realidade), e desafios que realmente te levam a buscar o máximo do game. Pena que a série se perdeu, mas para quem está interessado em voltar a girar as rodinhas virtuais, pode tentar os jogos da série Skate!

[Tweet Post] As Vídeo-Lições de Daniel Floyd

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Você conhece os vídeos de Daniel Floyd? Depois de um dos meus artigos no Nerdrops (mais precisamente esse aqui), onde falei sobre maturidade em games e o papel das mulheres na indústria, o meu amigo Slash Rick, do Now Loading, me enviou 2 links, falando exatamente sobre o mesmo assunto, mas no estilo que Daniel Floyd coloca em seus vídeos.

Quem está acostumado com os reviews ácidos do Yatzee, do Zero Punctuation, vai achar estes vídeos bem familiares. Misturando animação em cartoon, fotos e artigos de vários especialistas, tudo com muito humor, ele consegue falar de vários assuntos realmente relativos à indústria do entretenimento digital com profundidade e embasamento.

Confira aqui alguns de seus vídeos!

Video games e Controvérsia

Videogames e as mulheres!

Conhece o conceito de “Uncanny Valley”?

Todos os vídeos estão em inglês, mas já reparei que vários tem a opção de colocar closed caption. Se quiser acompanhar os vídeos, adicione o canal de Daniel Floyd nesse link aqui!


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[Game ON] God of War 3 – Review

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Matéria Originalmente publicada no Jovem Nerd! Parceria Dia de Gamer & Jovem Nerd

A série God of War foi um dos últimos grandes lançamentos do Playstation 2, e que deixou vários fãs ansiosos pelo desfecho da batalha entre Kratos, o espartano que virou o Deus da Guerra, e Zeus, Senhor Supremo do Olimpo. A nova geração de consoles já chegou e se estabeleceu , e já estava mais do que na hora de termos um fim à esta história da Mitologia Grega. Havia muita expectativa a respeito deste jogo, apontado por muitos como o jogo mais aguardado do Playstation 3, e certo de disputar os títulos de Melhor jogo do Ano segundo a imprensa especializada. God of War 3 foi lançado no dia 16 de março, após demonstrações na E3 2009, demos na PSN e uma intensa estratégia de marketing que colocava o game como a “definição de arte interativa que os consoles atuais podem fazer”. Será que GoW3 viveu aquém dos olhares dos donos de PS3, gamers em geral e imprensa? O que GoW3 pode trazer para os fãs da série agora, nos consoles da nova geração que ainda atraia a curiosidade sobre esta trilogia? Qual foi o desfecho da luta entre Zeus e Kratos?

God of War 3

God of War 3: Épico ou Hype?

CRASH COURSE: God of War in a Nutshell – God of War foi uma franquia que fez seu nome praticamente sozinha. Criado para o Playstation 2 no ano de 2005, era mais um dos games do gênero Hack ‘n’ Slash que vinha disputar a atenção dos jogadores, e que no fim das contas se sobressaiu. Seja por sua jogabilidade direta, seja pela violência a qual Kratos aplicava aos seus desafetos, seja pelo carisma do personagem “bad-boy” principal, ou por qualquer outro motivo, God of War cresceu no conceito da Sony, que rapidamente transformou um game numa trilogia, e deu autonomia ao pequeno estúdio em Santa Mônica para criar uma história envolvente e profunda, baseada na mitologia grega e seu filho bastardo, e sua busca por vingança. Kratos, um guerreiro escolhido pelos deuses para ser seu servo na Terra, enfrenta multidões de inimigos, executa suas tarefas com violência e precisão, é o favorito do Deus da Guerra Ares, mas é envolvido numa trama de traição, morte e vingança. Por uma armadilha de Ares, que queria ver Kratos livre e sem nenhum impedimento familiar, o espartano acaba por assassinar a sua família, e a partir daí jura vingança contra seu antigo Mestre. Ao optar por interferir numa guerra dos homens, Ares provoca a fúria dos deuses, e Athena pede a Kratos que impeça Ares em troca do perdão pelos seus atos passados.  Mesmo após percorrer os recantos mais inóspitos da Terra em busca da Caixa de Pandora, (que daria à Kratos poder de matar um Deus), descer ao inferno e retornar para o confronto com Ares, Kratos não consegue se livrar dos pesadelos que povoam sua cabeça, com lembranças da morte de sua família por suas mãos. Decide então terminar com sua vida, mas é salvo por Athena, que oferece a ele um lugar no Olimpo, se tornando assim o novo Deus da Guerra.

Lançado em 2007, God of War 2 mostrou os eventos ocorridos alguns anos após o final do seu antecessor, e a crescente insatisfação de Kratos com sua atual condição no Olimpo. Mesmo sendo condecorado como o novo Deus da Guerra, ele é tratado como desprezo pelos demais deuses, sem as honrarias nem prestígio, e resolve ignorar as leis do Olimpo. Assim, mesmo com os avisos de Athena, passa a interferir diretamente em batalhas na Grécia e em Sparta, quebrando o preceito imposto por Zeus, de deixar os humanos seguirem sua própria trilha. É punido por Zeus, que retira seus poderes e ainda tenta matar Kratos, e salvo das garras da morte por Gaia, um dos Titãs, que ainda busca vingança contra os Deuses pela derrota na guerra que aprisionou sua raça e deu a Zeus e seus irmãos os lugares no Olimpo. Kratos procura então as Irmãs do Destino, guiado por Gaia, para poder voltar no tempo e impedir sua morte nas mãos de Zeus, e assim ter sua vingança. God of War 2 criou na cabeça dos gamers a rivalidade que Zeus e Kratos tinham, deram a chance de batalhar sem que nenhum dos lados ganhe, e armou o espetáculo para que a trilogia se encerrasse em grande estilo.

E assim chegamos ao estágio inicial de God of War 3: Kratos, Gaia e os Titãs estão escalando o Monte Olimpo, enquanto que Zeus, Poseidon e os demais deuses se preparam para o confronto.

God of War 3_Tela Inicial

Alta definição até nos detalhes…

A história do jogo é simples e direta – Kratos quer matar Zeus -, poucos subplots estão presentes na trama, mas como tudo isso irá se desenvolver é que dá o charme e justifica toda a aventura. Mesmo para quem está habituado com o desenvolvimento do jogo e sabe que Kratos irá passar pelo mesmo lugar algumas vezes, pode se surpreender desta vez. Praticamente, você desce ao inferno, retorna ao cume do Olimpo, mas alguns assuntos te levam lá pra baixo de novo. Claro que a maneira como isso será feito é uma das melhores inovações da trilogia, que é a seção de vôo do jogo (que foi apresentada na demo). Ficou muito bem amarrado, e você não sente que está em busca de um item só para abrir uma porta, mas sim um conjunto de fatores que irão interferir no seu objetivo final. De uma certa forma, ao passar pelos deuses mais conhecidos, God of War consegue fazer uma coisa impossível na minha opinião: transformar a mitologia grega numa história ainda mais interessante!

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Kratos fazendo o que faz de melhor…

O combate realmente ganhou mais atenção neste game. Uma crítica muito recebida nos jogos anteriores foi a presença de boas armas, mas a falta de integração entre elas durante combos, o que era bem frustrante. Em GoW3, a troca de armas pode ser feita durante uma luta (além dos usuais botões direcionais, fora de combate), segurando L1 e usando os botões de ataque para escolher qual arma usar (quadrado, triangulo, círculo ou X). Além disso, as armas secundárias, como o arco-e-flecha, também são acionadas num sistema parecido, mas usando o L2 ao invés do L1. Ao todo são 4 armas principais, e 4 itens auxiliares, que podem ser usados a qualquer hora graças a nova barra de ítem, que remove o uso de magia e recarrega automaticamente após um certo tempo. Todas elas apresentam o já conhecido sistema de upgrades usando as orbs vermelhas, mas a impressão que tive é que conseguir chegar aos níveis mais altos ficou um pouco mais fácil. Outro detalhe que me chamou a atenção é que as armas estão realmente mais bem balanceadas, umas com grande poder a curta distância (como as empunhadeiras chamadas Cestus), outras com mais extensão para combos maiores em mais inimigos (como as Blades of Exile). Para os veteranos de God of War, o jogo não é exatamente um desafio, e você pode jogar direto no modo mais difícil, e aí sim ter suas habilidades testadas. O sistema de combos é o mesmo de God of War 2, e você já estará dizimando hordas de inimigos logo nas cenas iniciais com combos de até 1000 hits.

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Não dá pra ver na imagem, mas os soldados estão borrados nas calças.

O jogo tem algumas inovações interessantes no seu gameplay, como eu havia falado no review do Demo (sim, eu fiz um review de um DEMO). Deixar um inimigo atordoado e usá-lo como escudo enquanto corre em direção à outro grupo de adversários é realmente uma das maneiras mais seguras de se entrar numa briga. Outro jeito é com outra inovação, onde Kratos joga suas armas em direção ao inimigo, e em seguida se joga contra ele, abrindo a defesa para um combo aéreo devastador, numa combinação dos botões L1 e círculo. Este movimento também serve para iniciar um contra ataque, principalmente se você for jogado no ar por seus adversários. É interessante observar que o impacto das suas armas contra os inimigos ou superfícies é único, enquanto que ao serem lançados contra paredes, os minions de Hades e Zeus ficam estatelados até escorregarem até o chão ou até seu próximo combo. Como uma melhora na inteligência artificial dos soldados, agora eles podem atacar em grupo e tentar esmagar Kratos, fazendo o famoso montinho. Nada que mexendo no analógico esquerdo não faça mandar todos eles para os ares. As Boss Fights seguem o mesmo sistema já conhecido dos jogadores, onde um combo pode ter que ser interrompido para se defender de um ataque devastador, mas no fim, tudo termina numa Quick Time Event. Uma mudança, no entanto, se deve à algumas cenas, onde você assume o papel do “executado”, enquanto ordena Kratos no seu papel de “executor”, e assiste a cena literalmente com outros olhos. Quanto à movimentação, ela está bastante fluida, e mesmo quando você luta sobre o braço de um Titã (que está se movimentando para atacar uma das criaturas mandadas por Poseidon para te impedir), você não sente o controle “indeciso” sobre qual movimento você quer fazer. Mesmo mudando de vertical para horizontal, e depois se pendurando no teto, o controle responde exatamente como você quer se movimentar. Quem acompanhou as duas primeiras edições do jogo sabe que Kratos escala paredes, se pendura por beirais, usa suas lâminas para se balançar (ou se lançar) a pontos mais distantes, e toda essa movimentação estará de volta no terceiro capítulo, com a opção de acelerar o movimento, principalmente andando em beirais ou se pendurando neles.

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Movimentação fluida e precisa marcam toda a aventura…

Chega a ser desnecessário dizer, mas o visual do jogo está soberbo. Da introdução às memórias de Kratos, dos cenários vastos e os efeitos de luz provocando pelas orbs, das lâminas batendo no chão ou na pele dos adversários, das lutas contra inimigos enquanto Titãs escalam o Monte Olimpo, tudo se mostra com uma quantidade de detalhes absurda, que te fazem lamentar não poder perder alguns minutos observando a paisagem com a câmera, seja por seus próprios afazeres, seja pelo fato de que a câmera é fixa. O jogo mistura beleza de detalhes e riqueza de texturas numa proporção tão grande que arrancar as tripas de um Centauro é ao mesmo tempo fascinante e grotesco, e em nenhum momento ele te deixa esquecer o que está acontecendo ao seu redor, como a chuva que cai após você enfrentar um determinado personagem, seja pelas pragas que infestam a cidade de Olímpia quando outro dos Deuses gregos sucumbem ante as lâminas de Kratos. Durante os flashbacks, que ajudam a relembrar a história do guerreiro espartano, toda a arte é representada por tons de vermelho e preto, que consegue dar uma variação às animações e CGI sem sair do espírito de God of War. Ainda na parte visual, as feições, os rostos, a respiração, os poros, os cabelos, dentes, músculos e principalmente o sangue dos seus inimigos é representado de uma forma tão natural que chegamos acreditar que é um filme em alta definição, e não um jogo que está passando na tela. O mais interessante é que toda essa beleza roda numa fluidez incrível, mesmo com mais de 50 inimigos na tela, entre soldados, centauros e cíclopes.

God of War 3_Fundo

Aonde quer que você olhe, os detalhes estão soberbos.

Os puzzles, que sempre estiveram presente na série retornam neste terceiro capítulo, e com algumas inovações interessantes. Agora, ao carregar um bloco que precisa ser colocado em outro local, você pode rotacionar o objeto usando o botão analógico R, o que elimina as mesas rotatórias presentes nos jogos anteriores com a mesma finalidade. Outro ponto interessante ocorre perto da primeira metade do jogo, onde você é obrigado a encontrar a saída de algumas salas usando dispositivos que mudam a orientação da mesma, e te colocam hora de lado, hora de cabeça pra baixo. Além disso, em um específico labirinto, o jogo usa um sistema parecido com a engine de Ecochrome para que você encontre seu caminho usando não só os locais físicos, mas também a perspectiva destes locais. Outra inclusão inédita à série é uma parte do jogo onde um determinado personagem age em conjunto com Kratos, seja auxiliando na resolução de alguns puzzles, seja para ser resgatado de um grupo de inimigos.

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Efeitos de luz e sombra em excelente harmonia…

O jogo apresenta alguns pequenos bugs, principalmente no que diz respeito às famosas invisible walls. Embora seja um mundo amplo, vasto e detalhado, em GoW3 não há muito espaço para sandbox e exploração, e a aventura se mostra bastante linear, a exemplo dos seus anteriores, e em algumas seções, tudo o que impede Kratos de prosseguir para fora de seu caminho é um arbusto, ou um bloco da altura dos joelhos do espartano. Além disso, alguns pulos inofensivos à primeira vista podem se tornar uma séria dor de cabeça devido à falta de precisão das plataformas em decidir o que é borda e o que não é. Além disso, algumas seções fazem com que você morra sem motivo aparente, mesmo estando em locais fechados e aparentemente sem pitfalls.

God of War 3_Vôo

A câmera do jogo, como tem sido marca registrada da série, é fixa, e o analógico direito fazendo o papel de esquiva, e assim como seus antecessores, trabalha em grande harmonia com as suas ações, sem que você precise se preocupar com a visão do jogo. Logo no início, a apresentação faz um vôo rasante por toda a região do Monte Olimpo, indo das profundezes do Rio Styx, nos domínios de Hades, passando por Olímpia em guerra e pelos Titãs que escalam em direção aos Deuses, chegando à morada de Zeus e seus seguidores, e já neste ponto você tem certeza que está prestes a enfrentar uma batalha épica sobre traição e acerto de contas. Você ao mesmo tempo é uma peça minúscula nas costas de um colosso e uma peça principal no embate que está por vir. E em nenhum momento o jogo deixa de te lembrar isso.

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God of War 3 pode dizer que cumpriu a sua missão. A história recebeu um desfecho interessante (e até previsto), e foi entregue num dos jogos mais bonitos e detalhados do Playstation 3. Todos os aspectos do jogo receberam a atenção que deviam, e o estúdio Santa Mônica aplicou com muita propriedade o ditado “se não está quebrado, não conserte” A câmera, fixa, o combate, o design e variação dos inimigos, os cenários, os quebra-cabeças, e cada um dos personagens e sua caracterização te dão uma boa noção do que os atuais consoles são capazes. Existem, claro, alguns pequenos erros, mas como um todo o jogo está perfeito. No fim das contas não se tratou apenas de um acerto de contas, mas uma redenção sobre uma vida cansada de guerras e pesadelos, e o mais interessante foi que todas essas emoções conseguiram ser passadas dentro do game, seja pelas mãos sujas de sangue de Kratos, seja pelos Quick Time Events que colocaram a ação nas mãos do jogador, seja pela viagem que o espartano faz às suas memórias numa animação diferenciada, seja pela intensidade com que Zeus e Kratos querem se destruir (e não somente derrotar), ou seja pela emoção de terminar um jogo desafiante. God of War 3, assim como vários outros jogos reforça a idéia de que videogames são sim uma forma de arte, sem perder o lado do entretenimento, ao apresentar a beleza de um roteiro bem contado manipulado por um jogador. Definitivamente, é uma obra-prima a ser apreciada por gerações.