Monthly Archives: August 2010

[Tweet Post] Marvel x Capcom 3 vai chutar bundas!

Pessoal, enquanto as mudanças do layout do blog ainda estão sendo finalizadas, eu me senti na obrigação de deixar alguns vídeos sobre aquele que vai ser um dos melhores jogos de luta crossover de todos os tempos: Marvel x Capcom 3: Fate of Two Worlds!

Definição da expectativa desse jogo em uma palavra: PUTAQUELPAREO!

Já temos 30 personagens esperados, entre eles 12 já confirmados, alguns especulados e os que todo mundo tem certeza que vão estar lá. São eles o Captain America, Amaterasu, Deadpool, Chris Redfield, Doctor Doom, Chun-Li, Dormammu, Dante, Hulk, Felicia, Iron Man, Morrigan Aensland, Super-Skrull, Ryu, Thor, Trish, Wolverine e Viewtiful Joe.

Alguns detalhes foram confirmados, como o Tag Battle entre 3 personagens se alternado, e alguns cenários de games específicos, como o de Resident Evil, com direito ao Tyrant no tanque de maturação e uma jaula de Lickers no fundo. Mas para mais detalhes, confira os vídeos abaixo! O gráfico é baseado na engine de Tatsunoko x Capcom, com tons mais escuros, e está parecendo bem legal.

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Se fosse eu, atirava no tanque do Tyrant e saía correndo!

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Chega a ser difícil acompanhar as lutas com tanta gente na tela…

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Apresentação oficial dos personagens.

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Mais um trailer de personagens, com combos e especiais.

[Tweet Post] Vídeos de GTA IV

A longevidade de Gran Theft Auto é algo impressionante. Não importa que ele tenha sido lançado dois anos atrás, ou que seus episódios em DLC tenham já um ano, eu ainda consigo ligar o PS3 só pra ver a cidade viva se movimentando alheio à minha presença. Graças às engines RAGE e EUPHORIA, que controlam a movimentação e a física do ambiente de Liberty  City, as suas ações são sentidas e respondidas pela cidade, seja ao esbarrar em alguém pelas ruas, ou pelo simples fato de andar carregando uma arma e passar por algum desavisado.

Pensando nisso, a KML Productions, em associação com o site Machinima.com publicou dois vídeos sobre vários momentos, onde algum bug apareceu e transformou uma cena aparentemente normal num absurdo hilário. Alguns mods podem ter sido usados, para controlar a camera e alguns movimentos não tão comuns.

Parte 1

Parte 2

Bonus Round: Não deixe de ver essa montagem de Stunt Jumps também publicado pela Machinima.com!

Alguns parecem impossíveis!

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[Game ON] Splinter Cell Conviction

O maior agente secreto que a Third Echelon já empregou está de volta, e nada irá impedir Sam Fisher de obter as respostas para suas perguntas. Splinter Cell: Conviction (XBox 360, PC) conta a história de um homem amargurado e revoltado com os rumos que os outros tomaram para sua própria vida. Fisher retorna com seu mau humor característico, sempre sucinto nas palavras, mas com uma fúria contida que é rapidamente percebida no início do jogo.

Fisher e sua cara séria de sempre… Não se meta com ele.

A história se desenvolve nos dias atuais, com Fisher aposentado (e foragido) de sua rotina militar, mas que se vê arrastado de volta quando sua antiga agência ameaça sua vida. Envolvido num plot que passa pela morte supostamente acidental de sua filha e indo até os planos de assassinato do homem no mais alto cargo do governo americano, Sam retorna ao seu habitat natural, agindo como um agente das sombras e eliminando os seus inimigos silenciosamente, ou interrogando seus interlocutores “delicadamente” para descobrir respostas.

Praticamente um ninja moderno.

Toda a trama conta com as características presentes nos romances de espionagem de Tom Clancy, sempre ambientados nos bastidores do poder e na constante ameaça de revoltas e golpes de estado. Desta vez, a Third Echelon, uma das maiores e a mais antiga organização ultra-secreta do governo americano, em aliança com o grupo de mercenários Black Arrow se apresenta como rival de Fisher, forçando-o a sair de seu esconderijo.

Fisher usa seus métodos bem diretos para conseguir o que quer.

Fisher, que havia abandonado seu cargo após ter que participar do assassinato do seu antigo chefe (como parte de seu disfarce de agente duplo) e de saber que sua filha havia sido atropelada por um motorista bêbado, retorna à ativa para evitar que um grupo rebelde dentro de sua ex-agência tome o poder e coloque um governante-fantoche, abrindo caminho para maiores golpes dentro dos EUA. Para isso, terá que enfrentar vários de seus discípulos (agentes da divisão Splinter Cell), aqueles mesmos que agora usam as técnicas criadas ou aperfeiçoadas por Fisher, no tempo em que era o mais condecorado agente da organização.

A Ubisoft conseguiu criar uma boa integração entre história, gráficos e apresentação de objetivos. Quando você  inicia uma missão, letras garrafais projetadas nas paredes em frente ao agente mostram o que você deve fazer, ou qual próximo passo tomar. Além disso, algumas cenas (em geral memórias) também podem ser projetadas para que o jogador tenha mais detalhes sobre eventos, pessoas ou locais pelos quais deve passar, sem que essa projeção fique estranha ao ambiente.

Seus inimigos passarão a temer a escuridão…

Acabou sendo uma boa saída levando em conta as mudanças na série, já que agora você não conta mais com a tecnologia e inteligência da sua agência para lhe manter informado. Outra mudança é quanto à sua camuflagem, já conhecida dos fãs da série. Agora, ao invés de radares, ou barras de intensidade luminosa, são os gráficos que te dizem se você está “invisível”. Se você está na luz, o ambiente fica colorido. O preto-e-branco indica que você sumiu da vista de qualquer pessoa, mesmo que ela esteja a um palmo de distância de você. Outra mudança interessante foi a quebra na linearidade da história, que passa a ser contada com flashes que variam entre passado, presente e futuro, somente sendo costurada quando você chega perto das fases finais.

Os óculos de 3 lentes (NVG, Thermal e Sonic) são a marca registrada da série.

Fisher não terá mais acesso às tecnologias bélicas do seu tempo de agente de campo (ou seja, jogos predecessores), mas isso não quer dizer que não poderá adquirir armas e gadgets avançados para enfrentar seus adversários. Sejam entregues por seus aliados, ou retiradas das mãos dos inimigos abatidos, todas as armas podem ser equipadas e atualizadas, graças à uma opção de upgrade de equipamentos adicionada. Completar desafios apresentados no jogo garantem pontos para melhorar suas armas e equipamentos nestes upgrades

“Olha o passarinho…”

Mas as maiores mudanças na parte de jogabilidade respondem por dois nomes: “Mark and Execute” (marcar e executar) e “Last Known Position” (última posição conhecida). O primeiro deles funciona assim: quando você derrota um inimigo no mano-a-mano, você ganha a habilidade de executar outros adversários. Quando encontrar seus alvos, você terá um número de “marcações” (determinado pela arma, variando de 2 até 4) e colocará um alvo sobre esse inimigo. Quando não tiver mais “marks”, ou inimigos para marcar, poderá executar todos eles em sequência, desde que todos estejam desobstruídos e perto de seu alcance, somente apertando um botão (Y). Para conseguir tal habilidade de novo, terá que derrotar algum inimigo em silêncio novamente, e marcar novos adversários.

“- He’s over there!!!” “- Not anymore…”

Já o segundo nome se refere ao comportamento dos seus perseguidores quando sua presença é detectada: uma sombra é projetada na posição onde seu adversário te viu, e todos eles passam a mirar e flanquear aquela posição. Cabe a você circundar esta última posição e eliminar seus inimigos antes que eles cheguem a perceber que você não está mais lá.

Alguns dos fãs mais antigos da série podem achar estranho, mas alguns dos movimentos mais comuns do agente foram removidos. Não é mais possível carregar corpos para escondê-los, e isso gera uma preocupação a mais na hora de eliminar um adversário, já que se o mesmo for abatido em local visível, poderá ser visto pelos demais guardas e ter um alarme a mais para se preocupar.

Não se deixe enganar por essa aparência serena…

Outras duas características removidas eram usadas quando Fisher precisava chamar a atenção dos guardas para um outro local, seja assoviando ou jogando algum objeto. Não é mais possível usar estes artifícios, e agora os jogadores terão que usar exclusivamente os gadgets para desviar a atenção de seus adversários.

Apesar de muito elogiado, Spliter Cell: Conviction acabou sendo taxado por muitos críticos de extremamente fácil, mesmo no modo hard. E isso em parte se deve à mudança na jogabilidade. Agora, Fisher pode planejar seu próximo passo sem sair das sombras, e ao encostar em um objeto, automaticamente as opções para onde se mover aparecem, e você, ao apertar o botão A, faz a transição. O problema é que fazer essa transição embaixo da vista de seus inimigos não representa muito perigo, pois seus adversários levam um curto tempo para perceber que você está ali. E isso ocorre mesmo passando por fachos de luz, deixando a sua situação oculta comprometida. Os fãs mais veteranos na arte da guerra de Sam Fisher não terão muito problema ao se adaptar às novidades de movimentação e logo estarão infiltrados nas bases inimigas.

Kessler e Archer no modo Multiplayer.

Splinter Cell: Conviction ainda tem mais algumas novidades fora do Story Mode. Jogando o multiplayer, você encarna um agente da Third Echelon de codinome Archer, ou um agente da Voron (agência equivalente russa) de codinome Kestrel, e passa pelos eventos que antecederam os acontecimentos presentes no modo Prologue. Outros modos estão presentes, como o Deniable Ops, onde 4 tipos de missão são apresentados (Hunter, Infiltration, Last Stand e Face-off), e podem ser jogados sozinho ou com um parceiro, seja ele online ou em tela dividida. Poucas diferenças estão presentes comparadas com o modo single player, entre elas o Dual Execution, que ocorre quando um dos agentes faz uma eliminação silenciosa, e ambos ganham a habilidade do Execute, mas tem que executar ao mesmo tempo. Neste modo também existe uma customização um pouco maior, inclusive com roupas diferenciadas e atributos para as mesmas.

Surpreeeeeesaaaaa!!!

Ubisoft conseguiu entregar uma obra factível, com um enredo interessante e envolvente. Ver Sam Fisher tirando de letra todos os soldados da sua antiga agência prova o porquê dele ter sido considerado o agente número 1 por anos. A integração entre história, gráficos e personagens ficou harmoniosa, e lhe incentiva a jogar várias vezes, somente para explorar as muitas alternativas que o jogo oferece para cumprir seus objetivos (os P.E.C. Challenges). As mudanças na série ajudam a renovar o tipo de jogabilidade que jogos como Splinter Cell merecem sofrer de tempos em tempos, e as novas seções apresentadas, como a estratégia de eliminação dos adversários, as partes de interrogatório, e a sensação de desamparo por não ter seu usual backup fornecendo informações realmente ajudaram a criar um novo clima dentro deste tipo de jogo.