[Epic Fail] Castlevania Lords of Whatever

Depois de finalmente ser assolado pelo Hype a respeito do novo título da mais clássica série de Demon slayers, consegui a minha cópia de Castlevania – Lords of Shadow. E neste exato momento, ela está entre os games… que estão pegando poeira na estante.

Eu juro que tentei beber leite jogar Castlevania… Mas não rolou.

Sim, Castlevania me decepcionou, e o principal motivo desse abandono do jogo antes mesmo de completar o segundo capítulo se deve imensamente à jogabilidade do game. Mas não é só isso! Temos problemas no combate, no sistema de defesa e ataque, e aquele velho enigma que eu nunca vou entender: porque diabos uma mureta de 30 cm é capaz de parar um guerreiro invencível? Esses pontos, misturados com alguns outros no caldeirão de insatisfação foram mais do que suficientes para o meu total desapontamento pelo jogo.

Vamos explorar o controle primeiramente. Você tem o ataque concentrado (Quadrado/PS3 ou X/XBox), e o ataque em área (Triângulo/PS3 ou Y/XBox). Círculo/PS3 ou B/XBox usam suas sub-armas, L2/LT defende, e R2/RT servem tanto para usar o gancho quanto para agarrar objetos e inimigos. E a esquiva, que é um dos componentes mais importantes do jogo, já que seus inimigos de médio e grande porte tem pelo menos 1 ataque indefensável, é acionada pela combinação L2/LT + Analógico direito. E aí começaram os problemas.

E agora, Manolo? Esquiva ou Contra-ataque?? Só pode haver um!!!

Vou citar um jogo que revolucionou em algumas partes deste tipo de jogabilidade com uma saída simples: God of War. No GoW, a esquiva era usada no analógico direito, já que o game usava o mesmo sistema de câmera fixa do Castlevania. E além disso, quando você estava se defendendo, acionar os botões de ataque iniciava uma nova movimentação, reduzindo drasticamente seu tempo de reação para contra-golpes. Isso não ocorre em Castlevania, porque ao acionar a defesa, Gabriel (o protagonista – volto a escrotizar ele mais tarde!) fica totalmente imóvel, a não ser usando o direcional, o que leva à esquiva. E não precisa parar essa comparação com GoW. Dante’s Inferno e Darksiders fizeram muito melhor também.

Colocando os neurônios pra trabalhar um pouco, não é difícil perceber que se eu estou a ponto de disparar um contra-golpe, é claro que usarei o direcional imediatamente. Por isso, a esquiva sendo acionada com o mesmo botão da defesa me deixa totalmente SEM contra ataques, já que invariavelmente eu vou acabar esquivando para algum local longe e perderei a chance dos golpes.

Esse demônio tem Dread Locks. Seu argumento é inválido.

Outros motivos me levaram ao estado contrário do Hype (seria o zero absoluto?), e um dos destaques vai para o “carisma” do personagem. Começando pelo nome, Gabriel Belmont. E não, ELE NÃO É PERTENCENTE AO CLÃ BELMONT. Pra explicar essa sacanagem, os livros presentes dentro do game explicam que ele é orfão, e como sempre gostou da região montanhosa do mosteiro dos Irmãos da Luz, adotou o sobrenome numa homenagem aos “Belos Montes”. Nos bastidores, é sabido que o jogo NÃO SERIA UM CASTLEVANIA, e algumas alterações foram feitas após a Mercurysteam ser convencida a transformar um game num jogo da série.

Comentário sobre essa inclusão forçada do sobrenome do personagem no jogo: ¬¬

Mas tem mais detalhes. Gabriel tem aquela cara de “sou fodão”, “venimim criaturas do mal”, mas não consegue defender 1/3 dos golpes dos seus inimigos. E não é problema de controle não. Usando GoW denovo como exemplo, Kratos tenta defender até pisada de Colosso e tapa de Titã. Gabirel, se tu é tão fodão, porque não defende esses golpes logo na primeira fase? Terceiro detalhe, pra acabar com o protagonista: pra que essa cara de blase? Tu tá putaço que mataram tua amada, vai enfrentar o desconhecido, e o máximo que consegue expressar é esse focinho de quem perdeu o pão quentinho na padaria?

Os cenários são belíssimos. Pena que a câmera é meio mal feita.

Claro, o jogo não é todo ruim: A narrativa de várias partes é muito bem feita, com a voz do professor Xavier (Patrick Stewart) lendo os trechos que estão sendo preenchidos no livro base da trama. Os gráficos estão muito bons, mas ainda aquém de outros jogos principais dos consoles, como Halo: Reach e God of War 3.

Eu entendo que a série Castlevania está penando para sobreviver. Seus lançamentos recentes tem sido muito mal qualificados, e a série mostrou uma tendência desnecessária em adotar uma roupagem “anime” nos portáteis. Poucos receberam boas críticas, como Symphony of the Night e The Dracula X Chronicles. Por outro lado, a essa dificuldade artificial criada pelos controles pode agradar aos fãs hardcore da série. Aí é uma questão de gosto.

Se existe saída pra Castlevania, eu realmente não sei. Mas sei que os bons e velhos clássicos de Nes e SNes cada vez mais deixam saudades.

5 thoughts on “[Epic Fail] Castlevania Lords of Whatever

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  2. Artur Antunes

    Finalmente eu entendi porque esse jogo é ruim. O pessoal simplesmente falava que era "copia de God of War", mas para mim isso não é motivo para um jogo ser ruim, porque God of War é bom e se um jogo copia ele, vai ser bom também. Então o problema é que foi uma copia mal feita, um argumento muito melhor e válido. Muito boa a resenha.

  3. Mário

    hauhahu ótimo post, crítico e com bom humor, dificil ver argumentos bons hoje em dia. Só uma pequena correção, o direcional usado pra esquiva no GoW é o direito, não o esquerdo.

    abraços!

  4. doritos

    decepção total esse jogo infelizmente. queria mata vampiro entra em castelos. só mato e caverna nesse jogo aff, lag medonho no play 3 wtf!!!!
    jogo muito mal feito. ainda bem q meu play é desbloqueado (kmew) e eu baxei o jogo. senao ia por dinheiro fora, fica a dica esqueçam esse jogo enfadonho.

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