Monthly Archives: March 2011

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[GAME ON] Marvel vs Capcom 3

*Texto originalmente publicado no Jovem Nerd. Re-publicado sob autorização.

O maior crossover de lutas de todos os tempos apresentou sua mais recente versão no dia 15 de fevereiro de 2011. Marvel vs Capcom 3 chegou para PS3 e XBox 360 com grande estilo e com algumas mudanças. No encontro da Casa de Ideias com uma das maiores produtoras de jogos, a pancadaria rola solta num sistema já velho conhecido dos gamers, com algumas novidades, novos personagens, nova engine e novos cenários, mas com a mesma diversão e o mesmo desafio habituais.

Circulando nas mesas de criação da Capcom há pelo menos 2 anos (e na cabeça dos gamers há mais de 10), a expectativa criada para a nova empreitada no mundo dos crossovers concernia quem estaria no jogo, como seria seu sistema de combate (principalmente com relação às críticas recebidas após os dois jogos anteriores), e principalmente, como o visual se comportaria nos consoles de última geração.

Marvel vs Capcom 3 desembarca nos controles mainstream, com uma diferença principal com relação à jogabilidade. Nesta nova versão, contamos com somente 4 botões, e eles são bem diferentes do que esperávamos.

Estão mapeados o golpe fraco, golpe médio e golpe forte, além de um botão chamado “special” (que não aciona o golpe especial, por sinal). Sim, é isso mesmo que você leu, não há botões específicos para chutes e socos, mas todas as funcionalidades estão presentes, e aí começam as mudanças.

Basicamente, para acionar um golpe, você deve executar o comando necessário (por exemplo um Hadouken, com meia lua pra frente e “soco”), decidir qual potencia você quer (fraco, médio ou forte), e o sistema vai traduzir isso no golpe. O mesmo vale para outros golpes, já que em tese não existem combinações repetidas no jogo (como meia lua pra frente com soco e com chute), e por isso o sistema se encaixa muito bem.

Não é exatamente uma novidade, já que é o mesmo sistema de Tatsunoko vs Capcom, e de uma maneira geral, facilita na hora de criar combos, já que a quantidade de botões foi virtualmente reduzida. No caso, somente irão importar a posição dos adversários, movimentação no direcional e potencia do golpe.

O quarto botão, chamado special, pode acionar combos aéreos, ou trocar de parceiro no meio dos combos em andamento, dentre outras funções. Já para os shoulder buttons restam as funções de auxilio (partners), como o L1/LB e R1/RB, que acionam o parceiro para uma assistência num toque, ou trocam de personagem ao serem segurados por alguns segundos, e os gatilhos L2/LT e R2/RT que ficam com funções distintas, sendo os primeiros para acionar especiais de Gauge MAX (com todo seu time), e os segundos com a função de três potências combinadas (L+M+H, para especial do seu lutador no nível 3).

Caso os controles estejam atrapalhando, o jogador tem uma opção: os modos de controle “Normal” e “Simple”. Trocando em miúdos, o modo simple reduz a dificuldade de engatar combos, por fazer combinações mais simples nos golpes mais famosos. Não é exatamente um modo mais fácil (embora realmente facilite as coisas), porque você pode colocar no modo simples e ajustar a dificuldade para Hard, e terá dificuldades em passar das fases já que seus inimigos ainda serão mais espertos e ficarão mais na defensiva e nos contra golpes.

Um outro detalhe do modo simple, é que a quantidade de combos disponíveis cai, e seu personagem só pode executar um Hyper Combo. Após a atualização do jogo para a versão 1.01, essa escolha poderia ser feita antes da seleção de personagens, mas agora se encontra dentro das opções.

O combate segue da forma convencional, com times de 3 personagens se enfrentando no 1 contra 1, podendo ser trocados a qualquer momento. Dois pequenos detalhes voltaram em Marvel vs Capcom 3: o primeiro deles é a troca de comentários antes da luta, que ocorre com alguns personagens específicos (Ryu x Akuma ou Chun-li, DeadPool x Homem Aranha ou Homem de Ferro, e assim vai). Embora não diferencie em nada na jogabilidade, é sempre divertido ver a interação entre os lutadores (ou as piadas esdrúxulas do Deadpool). O outro detalhe é a volta dos finais individualizados por personagem, que pode elevar muito o fator replay. Cada lutador tem seu final contado em quadrinhos com diálogos curtos, que ajudam a “explicar” um pouco como eles se envolveram naquela batalha, num esforço notável da Marvel em criar um “universo” específico para este game. Aliás, quem conseguiu comprar a edição especial, lançada dia 15, ganhou uma HQ com uma seção introdutória sobre os porquês do combate estar acontecendo, o que ajuda a entender até alguns dos finais.

A quantidade de personagens está  bem variada, porém um pouco menor do que Marvel vs Capcom 2 (que apresentava 56 personagens de início, contra 36 atuais), mas com alguns estreantes bem-vindos.

Um bom exemplo é a incorporação de personagens com jogabilidades bem diferente das originais, como Crimson Viper (proveniente de Street Fighter IV) e seus golpes em diagonal, e Amaterasu (do game Okami), um lobo que tem menos da metade da altura média dos outros personagens, dificultando a execução de combos diretos.

Dos lutadores “Eu já sabia”, Ryu, Akuma e Chun-li marcam a série Street Fighter; Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Hulk representam o time dos Vingadores; e Wolverine, Tempestade e a Fênix entram como os X-Men. Aparecem também Chris Redfield, Albert Wesker e Jill Valentine (esta obtida por DLC) representando os figurões de Resident Evil, além de outras novidades interessantes, como Mike Haggar (Final Fight), Viewtifull Joe, Arthur (Ghouls & Ghosts) e Trish e Dante (ambos de Devil May Cry).

A Capcom teve um certo cuidado com a aplicação dos golpes em cada personagem, principalmente depois das reclamações do desequilíbrio dos games anteriores, e agora Marvel vs Capcom 3 consegue mostrar mais equilibrio entre os lutadores.

Algumas medidas extras foram tomadas, como, por exemplo, counters aéreos, evasões e o X-Factor. Este X-Factor nada mais é do que um modo “beserk” do seu personagem em algumas condições específicas, para dar maior recovery, mais força e mais velocidade e tentar virar a mesa numa situação ruim. Cada time pode acionar seu XFactor somente uma vez, e quanto menos membros tiver o time, mais forte será o efeito desta habilidade. Assim, se caso seus dois personagens iniciais caíram, ainda será possível derrotar os oponentes mesmo no seu último lutador com esse pequeno boost.

Quanto ao balanceamento dos golpes, alguns dos mais “apelões” tiveram força reduzida (como no caso de Ryu, Akuma, Wolverine), outros mais lentos tiveram sua força um pouco aumentada (Hulk, Thor, Haggar), e aqueles personagens considerados fracos ganharam golpes mais devastadores, ou especiais mais impactantes (caso da Tempestade e da Fênix). Em todo caso, a aplicação de golpes consequentes e a criação de combos realmente foi diferenciada para cada personagem, e somente cumprindo as “missões” é que você terá domínio de todos os golpes do seu lutador favorito.

Falando nisso, o modo “tutorial”  recebeu uma modificada, ao apresentar “missões” ao invés de um tutorial simples e direto. Você escolhe um personagem, e a cada sessão um golpe é requerido, até você cumprir e ser apresentado ao próximo.

Não difere essecialmente dos modos anteriores, porém, desta vez só o nome do golpe (e não a combinação) é mostrado, forçando o jogador a conhecer muito bem cada combinação a fim de executar as missões (ou pausar e entrar na opção onde mostra qual a combinação requerida). Eu acredito que essa foi uma mudança desnecessária, e mostrar as combinação exigidas junto com o nome (como sempre foi) daria mais fluidez ao modo Mission.

Ao completar um determinado número de missões, você adquire uma quantidade de bonus features, como modelos tridimensionais, sons, artwork e outros.

O modo online tem sido o mais problemático até agora, e a Capcom está ciente disso.

Desde o primeiro dia, ocorre uma dificuldade absurda de conseguir realizar algumas partidas. A produtora japonesa afirmou já estar trabalhando num patch para corrigir o sistema de conexão, que em tese faz uma tentativa de conexão, e caso ocorra falha, ele retorna ao menu, saindo do modo online.

Um diferencial colocado no modo online, vai tentar escrotizar a vida daqueles que “fogem” quando estão perdendo. Caso isso role repetidamente com um jogador (e desde que não seja problema de conexão), o jogador será “marcado”, e só irá jogar contra outros jogadores “amarelões”. Fora destes detalhes, o modo online fica muito aquém de outros jogos recentes da Capcom, como Super Street Fighter IV, por exemplo.

Entrar num lobby com 8 pessoas pode ficar tedioso muito facilmente, já que você fica assistindo inúmeras partidas antes de entrar em ação. Existem modos de Player Match e Rank Match, mas a experiência em geral é abaixo do esperado. Ainda é boa, mas bem abaixo.

Mas o maior atrativo à curiosidade dos fãs com relação à este novo lançamento, era com certeza, o visual do game. Após a grata surpresa que foi a engine usada em Street Fighter IV e Super Street Fighter IV (além daquela mostrando o lado menos realista em Tatsunoko x Capcom), a decisão de usar a mesma Engine de Resident Evil 5 e Lost Planet 2 (chamada MT Framework Game Engine) se encaixou como uma luva, porque respeita os traços dos personagens que tem tendências “realistas” (como Wesker, Chris, Ryu, Wolverine), ao mesmo tempo que destaca as cores de personagens mais cartunescos (como Amaterasu, Viewtiful Joe e Zero), criando uma boa harmonia entre visual e jogabilidade.

Os golpes Hyper Combo, como de praxe na série, enchem a tela de luz e cores, e em vários momentos é difícil saber cadê seu personagem (se ele está apanhando ou conseguiu se defender). O frame-rate fica impecável rodando a sólidos 60 fps, mesmo com um grupo acabando um Hyper Combo e outro começando, sem que nenhuma falha seja notada. Os traços dos personagens está muito bem definido, em contraste com o visual de “sprites” do jogo anterior, mostrando que realmente houve uma melhora na série, um avanço, com relação ao gráfico e a tridimensionalização.

Em resumo, Marvel vs Capcom 3 é um excelente jogo de luta em modo arcade, com um visual muito bom, com novidades que te farão pensar um pouco antes de pegar o ritmo, mas que compensa (e muito bem) os 10 anos que o separam de seu antecessor (graças à uma disputa judicial que impediu a Capcom de usar a marca da Marvel no título).

Espero que o modo online seja melhorado e que sejam lançados pacotes de DLC com personagens adicionais. Não me incomodaria com isso, até porque acho que a quantidade inicial está de bom tamanho, mas personagens novos são sempre bem vindos. Marvel vs Capcom 3 retornou aos holofotes, cumprindo muito do prometido desde a E3 do ano passado, e devolveu a diversão e a jogabilidade Arcade aos jogos de luta.

 

[New Game] Batman Arkham City

Semana passada foi anunciado o dia em que será lançada a mais esperada sequência dos games de super-heróis dos últimos tempos: Batman Arkham City será colocado à venda no dia 18 de outubro de 2011, por isso, marque seu calendário, anote na sua agenda, poste no seu blog (#Inception) e comece a contagem regressiva.

Outubro nunca pareceu tão distante.

A história deve seguir à temática do primeiro jogo, porém várias novidades estarão em cena. A primeira delas, diz respeito à movimentação: Batman estará solto, com seu arpão e sua capa, pronto para se agarrar a (quase) qualquer pedaço de reboco, telhado ou puxadinho da cidade para perseguir e nocautear suas presas, num sistema muito parecido com o que a Square Enix usou em Just Cause 2 (e que eu já havia afirmado que poderia ser usado na sequência do jogo do Homem-Morcego).

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Saca só a empolgação dos produtores!! EU QUERO!!

Mas claro, mais mudanças estarão a caminho. Primeiro, se a promessa for mantida, Batman já começará com mais bat-gadgets, por ser quase uma sequência direta aos eventos do jogo anterior. Outro ponto, que vem para corrigir um das maiores críticas de Batman Arkham Asylum, é a utilização do modo Detective somente em partes específicas do jogo, já que outros motivos o farão retirar as lentes e observar o ambiente. O combate, que foi bastante elogiado no antecessor, recebeu mais detalhamento, mais variedade, e agora a sensação de “um inimigo por vez” tende a acabar completamente. Contra-golpes poderão ser utilizados em mais de um inimigo, e os gadgets terão mais fluidez durante a luta, aproximando os adversários, ou afastando um grupo todo de um só vez.

[gametrailers 711828]

Primeiro vídeo de Gameplay. EU QUERO!!²

Dos personagens confirmados, temos Coringa e Harley Queen, Mulher-Gato, Charada, Duas Caras, e aquele que estará por trás do “big plot”, Dr Hugo Strange. É estranho achar que o Coringa não seja o cabeça desta vez, mas acho que repetir o vilão poderia ficar bem forçado. Não que ele não irá importar, muito pelo contrário; como ele é um “fanático” pelo Batman, ele deverá aproveitar a situação criada na cidade para azucrinar o Homem-Morcego, algo semelhante à participação do Croc, ou do Espantalho no game anterior.

Batman Arkham City promete, e eu realmente não vejo a hora de pegar o jogo e testar cada uma das acrobacias e novidades colocadas nos vídeos. Como que cada personagem irá interagir com os demais, as mudanças de cenários, os possíveis mistérios do Charada, as armações do Coringa e o papel da Catwoman são algumas das perguntas que ainda teremos novidades a respeito. Mas mesmo que todas as suas possíveis perguntas sejam respondidas antes do jogo, nada vai superar a sensação de jogar o jogo.

Batman Arkham City sai dia 18 de outubro, e qualquer outra novidade pode ser acompanhada no site principal www.batmanarkhamcity.com

 

[Game ON] Team Fortress 2

Quem não conhece o jogo Team Fortress 2 precisa correr atrás do prejuízo. Mas antes que você diga que não gosta de FPS, dê uma chance ao jogo, principalmente pelo seu lado comédia. A Valve sempre coloca um pouco de humor naquilo que faz, seja no humor robótico da Glados, de Portal, seja dentro de Team Fortress, nas mortes “horrorosas”, que são capazes de te fazer rir, mesmo sendo grotesco.

Na época do lançamento, a Valve disponibilizou alguns vídeos de apresentação de cada personagem, além dos trailers oficiais, e alí já temos uma noção de como seria o jogo.

Meet the Spy. Ele pode ser qualquer um, até mesmo você.

Meet the Engineer. Legal se ele pudesse contruir Mechas!

Meet the Demoman. O mais eficiente e relapso Demoman ever!

Meet the Sniper. Daddy issues detected!

Meet the Soldier. Clássico Soldado da Guerra do Vietnã!

Meet the Heavy. SANDVICH!!!

Meet the Scout. Rápido e Falastrão!

 

Além dos vídeos de apresentação, vários outros foram criados pela equipe de animadores, e lançadas em diferentes ocasiões, e alguns deles só pela diversão, como o vídeo abaixo, que mostra os personagens com diferentes estilos de dança, cada um muito bem caracterizado.

Dance Fortress. É de se assistir uma vez pra cada personagem.

Além disso, temos o trailer de lançamento de Team Fortress 2 pra MAC!

The debate ends. The war begins!

Acho que o grande trunfo do jogo está na parte onde ele não se leva tão a sério, mesmo se tratando de um jogo com mortes horrendas, a ponto de suas partes serem identificadas após sua queda perante um inimigo. Ou mesmo na lista de achievements do jogo, onde um deles, que é conseguido após matar um inimigo com um taunt, é nomeado “OMGWTFBBQ!!!” (sigle para Oh My God What The Fuck Barbecue!!!)

Mas se minhas palavras não te convencem, assista os vídeos, e veja o jogo ao vivo. Diversão garantida!

[Tweet Post] As Dorklysts e os Gamebooks

O site Dorkly na minha opinião é um dos mais completos no que se trata de humor gamer nos últimos tempos. Vídeos originais do estilo College Humor, listas criativas sobre várias épocas e acontecimentos marcantes nos games, além de várias seções sobre games e comportamento dos games.

Aqui você vai encontrar os links (com vídeos!) para algumas listas mais interessantes do site. Confira:

 

Além das listas estilo “Top Top”, o site ainda cria versões fake de conversas no Facebook entre personagens de games (re-batizado de Gamebook), criando diálogos que remotam às situações dos jogos.

Marque o Drokly nos seus favoritos e divirta-se com essas bobeiras sempre que quiser!