Monthly Archives: September 2012

Sleeping dogs FEATURE

[Game ON] Sleeping Dogs

Essa semana eu terminei mais um bom jogo, que veio recheado de dúvidas se valeria a pena realmente. Sleeping Dogs, da Square-Enix, é o resultado de alguns anos de confusões jurídicas, semi-cancelamentos e herança gamística, por ter sido originalmente planejado como mais um game da (agora extinta) série True Crime. Tendo sido anunciado em 2009 como True Crime: Hong Kong, o jogo passou da Activision Blizzard para a Square Enix em 2011, e foi lançado agora em Agosto passado (se você está lendo esse texto num futuro distante, foi em 2012).

Wei e sua superiora cujo nome não vou lembrar nem fudendo.

Sleeping Dogs conta a história do agente infiltrado Wei Shen dentro da mafia Tríade de Hong Kong, conhecida como Sun On Yee (sim, decorar esses nomes me levou mais da metade da história), numa missão que o detetive conta com motivos pessoais para cumprir: se por um lado ele pertenceu à essas famílias enquanto pré-adolescente (antes de se mudar pra São Francisco), ele retorna jurando vingança pela morte de sua irmã e destruição da sua família, causada indiretamente pela máfia.

Peixeira do Ceará estilo Honk Kong.

O sistema de jogo lembra bastante GTA, e pra mim, que estou contando as horas pra Grand Theft Auto V, foi uma boa forma de me manter dentro deste estilo, que ainda conta com uma leve variação: sua performance como vilão e mocinho é analisada a cada fase ao mesmo tempo. Funciona assim: não importa se você está num tiroteio gigante no meio do mercado municipal da cidade, desde que nenhum inocente sejam morto, ou nenhum carro civil seja danificado, você será um “bom” policial, ao mesmo tempo que para a máfia você se mostrou um bom soldado. Complicado de explicar, mas funciona até bem no gameplay. Conseguir pontos para cada lado é fundamental para desbloquear upgrades, e facilitar sua vida com mais movimentos especiais, como desarmes, câmera lenta para mira e outros, então mesmo que você aceite o lado vilão, seguir dentro da linha pode ser compensador.

Momento Rambo do Wei

Wei Shen se mostra um cara que entende de artes-marciais, e você expandir o que ele já sabe de Kung Fu. Além disso, Wei tem boas habilidades de “free-running” (que é o modo babaca dos americanos falarem sobre Parkour), e fugas e perseguições podem ser encaixadas com pulos estilosos, sobressaltos acrobáticos, e aterrisagem violentas em cima da face dos inimigos, caso você esteja no clima de começar uma pancadaria antes mesmo da corrida acabar. Eu reparei inclusive que se você não acertar o tempo de algumas ações em perseguições a pé, pontos do seu lado Good Cop podem ser descontados. Talvez pra você ser um policial em Hong Kong, parkour seja obrigatório.

Mire na cabeça… Mas só dos bandidos.

O legal é que toda a trama é bem desenvolvida, você começa como um mero capanga, e ao tomar decisões ousadas, porém acertadas, acaba subindo no conceito dos seus empregadores, e consegue se mover dentro da organização com liberdade suficiente para coletar informações para seus superiores na polícia, mas com cuidado para não ser descoberto. No final das contas, um dos grandes motes é como Wei ira sé comportar dentro da sua antiga “família”. Terá ele coragem de desmascarar todo mundo e acabar com a máfia, traindo seus antigos amigos de infância, ou irá se entregar às tradições de honra e lealdade da família Sun On Yee, desonrando seu juramento de policial?

I know Kung Fu.

Uma coisa que fica bem clara na parte final do jogo, é a classificação oficial dada pela ESRB como Mature: O jogo pode ser bem violento, o que não deixa nada a dever aos famosos filmes de kung-fu dos anos 90. Mesmo que não haja abuso, certas cenas realmente fazem você repensar se vale a pena se o mocinho, ou se está na hora de empunhar duas sub-metralhadoras e sair metendo bala nos rivais.

Vai doer. E muito.

O jogo é até muito bem apresentado, mas tem algumas partes que realmente incomodam. Dirigir alguns veículos é realmente irreal em alguns deles, principalmente pela ausência de “peso” na direção, algo que me lembrou muito de ter acontecido em Just Cause 2 (que é da mesma produtora por sinal, e que se você tiver um save no seu console desbloqueia a roupa do Rico Scorpio para o Wei).

Jackie, amigo de infância do Wei e membro ativo da Sun On Ye

Outro ponto que eu achei que atrapalhou um pouco foi a parte dos controles. O jogo tem bastante variações (mesmo que sejam na forma de minigames, como cantar num karaoke), e muitas mudanças do layout do controle durante o gameplay ficaram visivelmente no desenvolvimento. Por exemplo, em vários momentos você vai ser perseguido por rivais, e mesmo dirigindo terá que mirar e atirar para poder escapar, e em várias situações eu simplesmente não conseguia mais mirar, sendo obrigado a morrer e voltar de um checkpoint, ou esperar alguns segundos (levando tiro dos outros) até o controle voltar a obedecer meus comandos.

“Hijacking a car”. Ou pulando em cima dele em movimento.

Outro ponto negativo é o controle de camera. Você pode com o segundo analógico girar a câmera ao seu redor, mas independente de onde ela para, parece que o comando de reset pra camera voltar pra trás do personagem exige que ela dê uma volta ao redor de você, e se você estiver em movimento pode significar uma batida ou um atroplemanento, tirando assim valiosos pontos de bom comportamento e te impedindo de chegar no nível máximo de policial.

Claro que corridas estão presentes, tanto de carro quanto de moto.

Sleeping Dogs é um jogo bem divertido, que te coloca pra pensar em como você quer agir durante as suas missões, e para o que ele se propõe, é um bom jogo. Infelizmente os controles podem acabar te frustrando um pouco, e fazer você perder pontos cruciais para conseguir seu máximo upgrade, mas conta com um bom sistema de replays dentro do Social Hub, que além de te ajudar a medir seu nível, compara com seus amigos da PSN/XBLA, ainda mostrando as estatísticas que faltam para você platinar o jogo (até porque isso me pareceu bem fácil). Se estiver com a chance e não quer esperar muito pra voltar ao estilo GTA, Sleeping Dogs é uma boa pedida.

[NEW GAME] GTA V

Esse é um dos que mais espero sair, e de preferência ainda este ano. Grand Theft Auto V, ou GTA V para os íntimos, deve se passar em Los Santos, a cidade fictícia baseada em Los Angeles, que foi o palco do aclamado GTA San Andreas, lá na geração anterior.

Ah, quantas lembranças!

Não existem muitas informações sobre o enredo, os personagens, ou se teremos o famoso multiplayer de volta, mas de acordo com as imagens lançadas, o jogo será belíssimo.

O seu antecesso, GTA IV, que contava a história de Niko Belic, um imigrante dos Balcãs que tentava a sorte grande nos EUA, foi lançado em 2008, e por isso pegou o ciclo de desenvolvimento dos consoles atuais ainda muito no começo.

Senti falta desses Jets no GTA IV.

Agora, passados 4 anos desde o anterior, e com todos os novos games que a Rockstar lançou, como Red Dead Redemptiom, Max Payne 3 e LA N oire (até uma certa parte), fica mais alta a expectativa quanto ao que pode ser feito em GTA V.

Não existe uma data oficial, existem algumas suspeitas de que o jogo seja lançado até o fim desse ano (que eu não acredito), e muito provavelmente o jogo saia em Março de 2013 (exatos 5 anos após GTA IV), mas a Rockstar precisa bater o martelo em algum ponto sobre isso.

Enquanto nada é oficializado, a gente vai se distraindo com as imagens de divulgação que são lançadas.

[New Game] Dishonored

Este é mais um pra lista de games que eu quero que já esteja nas minhas mão, mas que infelizmente só chega em Outubro desse ano (se você está lendo isso aqui em 2012, obviamente). Dos produtores da série The Elders Scrolls (que teve a sua última iteração no famoso Skyrim), esse jogo conta a história de um guarda de um membro da família real (que é brutalmente assassinada), e se torna um assassino famoso, num mundo onde magia, misticismo e cenários steampunks coabitam sem problemas.

Segundo a Bethesda, o jogo poderá ser jogado da maneira que o jogador quiser, seja no modo invisível – abusando das sombras e furtividade, ou no modo Rambo, atirando em todo mundo e avisando à distância que você está chegando. Em alguns vídeos já mostrados, a Bethesda provou que o sistema furtivo funciona num sistema melhorado daquele visto em Skyrim. Como não estou conseguindo colocar pra funcionar os vídeos aqui, podem procurar nos links abaixo!

Gametrailers

IGN

Em tese, Dishonored sai dia 9 de outubro de 2012. Agora é aguardar para que o game não tenha tantos bugs como Skyrim. Ainda tô na bronca dos malditos baús que perderam minhas Daedric Weapons. Enfim.

[CONSOLES] Street Fighter 25th Anniversary Special Edition!

Já que estou morando nos EUA, nada melhor do que aproveitar as entregas na minha porta que a Amazon faz para expandir a minha coleção de ítens colecionáveis (oiq?) de games. E a mais recente aquisição veio na forma da edição especial dos 25 anos da minha série favorita de luta de todos os tempos: Street Fighter!

 

Street Fighter 25th Anniversary Collectors Edition. Nome e sobrenome.

 Eu já tinha visto essa caixa pra vender quando saiu na pré estréia, mas não estava muito decidido a comprar, mas dois motivos acabaram me decidindo pela compra: o jogo Street Fighter x Tekken ficou muito bem feito (e vem dentro da coleção), e umas negociações de outros itens foram canceladas, o que me rendeu crédito suficiente pra comprar a caixa. Ok, contra o destino não se briga.

 

Vamos por partes. E com calma.

 A caixa é bem feita, com detalhes do Kanji em veludo prata, e bordas protegidas com metal. Ao abrir, você encara o certificado de autenticidade e o artbook no topo, e os demais ítens abaixo.

 

No recheio do bolo, vem:

  1. Os jogos Street Fighter x Tekken e Super Street Fighter IV Arcade Edition, juntos num BD só – a minha versão é a de PS3, não sei se dois discos no XBox, mas vem os dois jogos, óbvio;
  2. Um BD com todas as séries animadas (ou a maioria delas), além de vários documentários de fabricação de alguns jogos. Não, não tem nem o filme da Chun-li, nem do Van Damme. Ainda bem.
  3. Um total de 9 CD’s com as trilhas sonoras de todas as interações: desde Street Fighter (1987) até SF x Tekken. Além desses, 2 cds só de remixes profissionais, como os feitos pelo site OC Remix (que por sinal, foi o responsável pela trilha sonora de SF HD Remix, que saiu recentemente);
  4. Um código que desbloqueia virtualmente TODOS os ítens relacionados à Street Fighter na PSN/XBLA. Sério. Quase 200 ítens pra download, entre jogos, avatares, packs de roupas, pack de cores, personagens extras, e mais 2 jogos: Street Fighter HD Remix e Street Fighter 3rd Strike Online edition;
  5. Neste mesmo código ainda vieram Street Fighter Alpha 1, 2 e 3 MAX pra PSP. Não sei se isso difere na XBLA;
  6. Um artbook totalmente feito com contribuições de fãs, com mais de 100 páginas, e em capa dura;
  7. Uma estatueta FODÁSTICA do Ryu iniciando um Shoryuken EX, que com o auxilio de duas pilhas, ilumina a sua mesinha de cabeceira;
  8. Uma faixa de karatê com as mesmas inscrições da faixa do Ryu, embora ela seja preta (a do Ryu nos jogos tende a ser vermelha);
  9. Um certificado de autenticidade com um texto do criador da série, o que te torna um verdadeiro Street Fighter, mesmo que você não lute nada.

Detalhes especial pra estatueta do Ryu… A segunda foto é pra tentar dar uma realçada na luz, mas ficou uma bosta.

E aqui, todos os cds que são incluídos na caixa. Se tu curte trilha sonora de games, é um belo brinde!

Eu comprei o kit um pouco antes do kit sair, e paguei a bagatela de US$ 150,00. Na data de publicação desde post, ainda está no mesmo valor, somando posteriormente frete e taxes. Se tiver a chance de comprar e alguém levar pro Brasil, eu aconselho fortemente! (Link aqui).

Agora com sua licença, que eu tenho alguns jogos pra zerar.