Monthly Archives: January 2013

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[New Games] Far Cry 3

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Esse jogo eu esperava desde Far Cry 2. E após os screenshots, vídeos e todo o hype ao redor do lançamento, foi fácil para Far Cry 3 subir ao topo da lista. Agora, com ele já terminado e devidamente platinado, eu posso dizer com certeza que a espera valeu a pena.

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Far Cry 3 te coloca na pele de um dos sobreviventes de um grupo de jovens que foi para a Ásia em busca de emoção e aventura no melhor estilo sessão da tarde. O que ninguém do grupo contava era que eles cairiam nas mãos de piratas que operam na região, e seriam capturados para venda como escravos, mesmo após pago o resgate pelos familiares das vítimas.

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O que sempre me chamou a atenção na série de jogos Far Cry foi a ambientação dos jogos, seja nas selvas asiáticas, ou nas savanas africanas, todo o ambiente ao seu redor é tão vivo e independente de você que a imersão envolvida fica impressionante. Em FC3 não é diferente, e a fauna disponível é bastante variada. Durante suas viajens, você vai encontrar porcos selvagens, onças, leopardos, jacarés, ursos e até dragões de Komodo, e como eles não tem filiação com nenhum dos lados, você pode acabar sendo atacado por um desses mesmo durante suas invasões. E eu falo por experiência própria…

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Estava eu com os binóculos taggeando inimigos à distância, enquanto ouvia sons da natureza pelo headphone (sim, era a ambientação do jogo mesmo), e reparava que o som de um animal ficava cada vez mais alto. Ignorei até terminar de bolar minha estratégia (iria invadir uma base inimiga), e foi quando sai do modo binóculos e voltei ao jogo. Para minha surpresa, aquele som era uma onça chegando em minha direção, e pronta pra atacar. O que seguiu depois foi uma das melhores improvisações em games que eu já fiz: saí correndo pra dentro da base com a onça me seguindo, e fui em direção à um inimigo qualquer, na esperança da onça atacar ele, e não a mim. Funcionou. Saí da base e vi a onça destroçar alguns inimigos até ser abatida.

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Naquele momento eu ainda não tinha a habilidade, mas nesse jogo você pode manufaturar a sua própria seringa, seja com medicamentos, seja com algumas habilidades especiais de curta duração (como afastar alguns animais), e tudo que você precisa está abundantemente disponível pelas ilhas. Coletando as folhas verdes, amarelas, azuis, brancas e vermelhas, você popde criar boosts pra várias habilidades, como saúde, mira, força e resistencia, e esses itens ficam estocados em seringas até vc precisar deles. Associando os botões do controle direcional, até mesmo no meio de uma batalha vc leva aquele shot que precisa pra terminar sua missão.

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Falando nisso, vc tem muita coisa pra fazer em Far Cry 3. Além das missões do plot principal, vc ainda pode consertar as torres de transmissão (que ajuda a trazer mais armas para venda), retomar pontos de controle para seus aliados, participar dos “trials of Rakyat”, entregar remedios em locais necessários, participar de corridas em vários veículos, ou achar uma Asa-delta e ficar sobrevoando as paisagens da ilha, já que o trabalho da Ubisoft foi fantástico em criar um cenário paradisíaco típico da Ásia.

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O plot principal é bem básico, e ao mesmo tempo te passa aquela sensação de importância e a leve frustração de ser bem curto. Se você ignorar todo o resto e se focar somente no plot principal, em menos de 2hs vc termina cada uma das duas partes. E outro ponto importante aqui: Far Cry 3 tem um dos personagens mais carismáticos desse ano na pele do vilão Vaas. Infelizmente seus encontros com ele são curtos, mas em cada oportunidade vc percebe o trabalho de criar uma mente perturbada que pode explodir a qualquer momento.

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E quando você acha que acabou suas aventuras na ilha, a Ubisoft apresenta um modo co-op para até 4 jogadores que conta uma história paralela de 4 marinheiros traídos pelo seu capitão, e que partem em busca de vingança. Muito semelhante à Left 4 Dead, vcs abrem caminhos por algumas seções em busca da sua recompensa financeira, após serem deixados pra morrer no navio vendido pelo seu capitão para os piratas. Aqui você alterna entre avanços de missões com seções competitivas, em 6 fases, sendo que seu avanço representa melhores armas e periféricos. Nada de mais, mas jogar com um bom grupo é bem divertido.

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Far Cry 3 veio correndo por fora, sempre se mantendo no canto do radar, e pra mim foi um dos melhores games do ano passado, mesmo sendo lançado bem tarde no calendário. A ambientação, as missões, as armas, a possibilidade de ser o mais silencioso possível, seus upgrades, voar de asa-delta ou wingsuit pelos cenários, os animais vivendo suas vidas sem se importar com você, caçar com arco e flecha, nadar com tubarões, ser atacado por tubarões, nunca mais tentar nadar com tubarões, tudo isso é só uma fração do que Far Cry tem a oferecer. Sério, depois que ganhei o wingsuit, nunca mais andei de carro na ilha, preferia correr pra cima de um morro e me jogar lá de cima, para chegar nas missões planando pelas paisagens da ilha. É uma boa sensação de imersão com uma história bem cativante (mesmo sendo básica), e que me fez passar o máximo de tempo possível nas side missions antes de terminar a parte principal.

Se você gosta desses shooters de tema variado e mundo aberto, Far Cry 3 é uma excelente pedida.

[Game ON] Hitman: Absolute Deception

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Eu confesso que estava mega empolgado com esse jogo. Curti muito os anteriores, mesmo jogando só brevemente. Pelo que já joguei esse ano, dá pra notar que os jogos em stealth me atraem mais. Só que Hitman pecou em vários pontos. E eu vou tentar explicar porque achei ele uma das mairoes decepções desse ano de 2012 (que por sinal, foi bem bom. O ano, não o jogo!).

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Hitman: Absolution, que a partir de agora será chamado de H:A porque eu sou preguiçoso e o blog é meu, continua a história do Assassino 47, um cara geneticamente criado para ser o mais modafoka dos assassinos da Agencia, e é isso que basicamente você precisa saber. Logo no prólogo do jogo, você é mandado (pela Agência) para exterminar a sua ex-ajudante, cujo nome eu não lembro. Segundo a wikipedia, ela se chama Diana.

Logo após esse início, 47 se rebela contra seus antigos empregadores, tudo graças a uma carta entregue pela Diana. A partir daí, 47 se recusa a participar de mais uma rodada de “criação de monstros” salvando a pele da menina Victoria, que seria o próximo passo evolutivo na criação dos Assassinos da Agência. Sim, a menina vai ser sequestrada e passada de mão em mão, enquanto que 47 calmamente chega nos locais pra eliminar quem for da vez. Ou qualquer coisa que o valha, pois a trama é a mais básica possível.

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Finalmente, você começa o jogo, e logo de cara eu reparei numa mudança desagradável. Você agora é pontuado pela sua atuação na hora, e você precisa ser o mais furtivo possível para conseguir o maior score. Ser descoberto retira pontos, matar alguém fora do seu target tira pontos, fazer barulho tira pontos. Cumprir objetivos e eliminar as pessoas certas soma pontos ao seu score. Facil, não?

Aí é que começam as minhas críticas. Eu sou um assassino, certo? Não obstante, eu sou O MELHOR ASSASSINO que a engenharia genética pode criar, certo? Então porque eu não posso matar? Eu entendo perfeitamente que o objetivo é ser furtivo, mas existem vários (vários) trechos no qual você está sendo caçado, você tem um arsenal à sua disposição e você precisa se virar. Mas mesmo assim, se matar alguém fica lá aquele negativão na tua frente dizendo que você é um péssimo assassino, porque matou alguém. Incomodou.

Ok, vamos ignorar essa parte, e seguir adiante.

 

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Guarda essa arma 47, você não pode matar.

Um novo feature do jogo: o seu Instinct. Funciona assim: quando você cumpre objetivos, ou se esguia a ponto de não ser detectado, você ganha um pouco de Instinct. Com ele, você pode enxergar através das paredes, e perceber rotas que seus inimigos irão fazer, ajudando a planejar suas investidas. Outro uso, é quando você está usando o disfarce, e precisa ser visto para passar por uma porta ou coisa parecida. Como todos são colegas de trabalho (aqueles que estão com o mesmo disfarce), eles irão te reconhecer, logo você usa o Instinct pra que eles não te reconheçam.

Ok, vamos parar aqui um momento. Eu estou no meio de uma quitanda, onde todos os trabalhadores se conhecem, vestido como eles, e alguém percebe que eu sou um desconhecido. Quando você aciona o Instinct, todo mundo passa a te ignorar, mesmo que você execute alguma ação que chame mais a atenção do que andar em silencio (um exemplo: com o disfarce de policial, você começa a falar no seu rádio!). Ficou muito forçado de aceitar, é como se todo mundo no jogo fosse extremamente influenciável.

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Use o instinct no meio da multidão que até sambando você passa na boa.

Outro ponto “legal” é quando aparecem alguns pontos específicos onde você se mistura ao ambiente; no caso da quitanda, tem uma panela no fogo, onde você pode ficar mexendo até a area ficar liberada, como se você realmente pertencesse ao local. Da mesma forma, se alguém está desconfiando de você, basta chegar nesses locais e acionar o prompt. Na hora eles esquecem que não te conhecem e te deixam em paz.

Se mesmo assim tudo der errado, e você for descoberto, não corra. Ande até a esquina mais próxima e procure algum lugar para se esconder (cesta de lixo, armários, porta malas de carro, vale tudo). Seus perseguidores param de te seguir quando te perdem de vista, e em menos de 1 minuto esquecem de você, mesmo que você tenha matado 890 pessoas na sala anterior. De uma maneira geral, achei a IA muito defasada, mesmo jogando no modo Hard – Professional.

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Por falar em defasado, parece que o jogo foi feito em 2008 e só lançado agora. Os modelos dos personagens parecem bem inferiores, alguns bugs aparecem frequentemente (como braços e pernas atravessando paredes), e a famosa porta mágica, onde basta o Hitman encostar que ela abre, e ela fecha depois de algum tempo sozinha, como mágica. Cara, em pleno 2012 já tá mais do que na hora de parar com isso de portas que fecham sozinhas. Ah, corpos desaparecendo por milagre, isso rola também.

5529screen_01 Cara de mau: check. E é só isso que tem pra hoje.

Último grande ponto negativo: as últimas fases. Pode ser que eu seja um cara imbecil que não achou a solução, mas a primeira parte da última fase é feita pra ter combate. Você começa escondido, e tem que sair de um ponto em direção a um portão. Ok. Acontece que tem 3 guardas logo na sua saída, e invariavelmente 1 deles te vê; eu testei a minha saída por 4 maneiras diferentes, mas eles sempre te vêem. Numa das vezes que eu abati os tres sem chamar a atenção, ao chegar no portão reparei que ficam outros 3 parados em frente ao portão.

Ou seja, não interessa se o jogo todo te disciplinou pra ser o cara mais furtivo da Agência, na última parte você é obrigado a sair matando. Isso contradiz o próprio jogo, e inclusive numa parte anterior totalmente SANGUINUZÓIO, onde a vingança deveria ser liberada, você continua sendo “travado” por esse sistema de pontuação. E aí chega no final, toma esse combate.

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Essas vilãs? Aparecem no trailer e em uma fase só.

Tá, o jogo tem seus bons pontos positivos. As missões de eliminação dos seus targets podem ser feitas de 4, 5, 6 maneiras diferentes. Desde as mais clássicas (tirambaço na testa acabando com a calma do lugar), ou jogando um lustre na cabeça do incauto, saindo como inocente no meio da multidão. Isso até adicionaria um fator replay, mas pra mim não valeu a pena.

H:A Ainda tem um modo challenge que segue um modelo interessante: você pode criar missões usando as fases do jogo, mas com novos targets que adicionam dinheiro a sua conta, pra comprar upgrades posteriormente. O legal é que a maioria pode ser acionada dentro do modo single player, contigo voltando ao início da missão atual após terminar o seu challenge. Segundo a produtora já foram criadas mais de 50 mil missões desde o lançamento do jogo.

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Aproveita e se esconde de vergonha, 47.

Ainda existem alguns pontos a citar, como o fato das vilãs acima vestida de freiras serem anunciadas no trailer como as mercenárias que vão te caçar implacávelmente e só aparecem em uma fase, ou o roteiro fraco e previsível que nem precisa começar a te contar uma história pra você saber o final.

Eu queria muito ser o Splinter Cell vestido de terno, extreme modafoka, mas pelo visto, o maior assassino de todo os tempos não pode matar ninguém.