[Game ON] Hitman: Absolute Deception

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Eu confesso que estava mega empolgado com esse jogo. Curti muito os anteriores, mesmo jogando só brevemente. Pelo que já joguei esse ano, dá pra notar que os jogos em stealth me atraem mais. Só que Hitman pecou em vários pontos. E eu vou tentar explicar porque achei ele uma das mairoes decepções desse ano de 2012 (que por sinal, foi bem bom. O ano, não o jogo!).

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Hitman: Absolution, que a partir de agora será chamado de H:A porque eu sou preguiçoso e o blog é meu, continua a história do Assassino 47, um cara geneticamente criado para ser o mais modafoka dos assassinos da Agencia, e é isso que basicamente você precisa saber. Logo no prólogo do jogo, você é mandado (pela Agência) para exterminar a sua ex-ajudante, cujo nome eu não lembro. Segundo a wikipedia, ela se chama Diana.

Logo após esse início, 47 se rebela contra seus antigos empregadores, tudo graças a uma carta entregue pela Diana. A partir daí, 47 se recusa a participar de mais uma rodada de “criação de monstros” salvando a pele da menina Victoria, que seria o próximo passo evolutivo na criação dos Assassinos da Agência. Sim, a menina vai ser sequestrada e passada de mão em mão, enquanto que 47 calmamente chega nos locais pra eliminar quem for da vez. Ou qualquer coisa que o valha, pois a trama é a mais básica possível.

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Finalmente, você começa o jogo, e logo de cara eu reparei numa mudança desagradável. Você agora é pontuado pela sua atuação na hora, e você precisa ser o mais furtivo possível para conseguir o maior score. Ser descoberto retira pontos, matar alguém fora do seu target tira pontos, fazer barulho tira pontos. Cumprir objetivos e eliminar as pessoas certas soma pontos ao seu score. Facil, não?

Aí é que começam as minhas críticas. Eu sou um assassino, certo? Não obstante, eu sou O MELHOR ASSASSINO que a engenharia genética pode criar, certo? Então porque eu não posso matar? Eu entendo perfeitamente que o objetivo é ser furtivo, mas existem vários (vários) trechos no qual você está sendo caçado, você tem um arsenal à sua disposição e você precisa se virar. Mas mesmo assim, se matar alguém fica lá aquele negativão na tua frente dizendo que você é um péssimo assassino, porque matou alguém. Incomodou.

Ok, vamos ignorar essa parte, e seguir adiante.

 

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Guarda essa arma 47, você não pode matar.

Um novo feature do jogo: o seu Instinct. Funciona assim: quando você cumpre objetivos, ou se esguia a ponto de não ser detectado, você ganha um pouco de Instinct. Com ele, você pode enxergar através das paredes, e perceber rotas que seus inimigos irão fazer, ajudando a planejar suas investidas. Outro uso, é quando você está usando o disfarce, e precisa ser visto para passar por uma porta ou coisa parecida. Como todos são colegas de trabalho (aqueles que estão com o mesmo disfarce), eles irão te reconhecer, logo você usa o Instinct pra que eles não te reconheçam.

Ok, vamos parar aqui um momento. Eu estou no meio de uma quitanda, onde todos os trabalhadores se conhecem, vestido como eles, e alguém percebe que eu sou um desconhecido. Quando você aciona o Instinct, todo mundo passa a te ignorar, mesmo que você execute alguma ação que chame mais a atenção do que andar em silencio (um exemplo: com o disfarce de policial, você começa a falar no seu rádio!). Ficou muito forçado de aceitar, é como se todo mundo no jogo fosse extremamente influenciável.

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Use o instinct no meio da multidão que até sambando você passa na boa.

Outro ponto “legal” é quando aparecem alguns pontos específicos onde você se mistura ao ambiente; no caso da quitanda, tem uma panela no fogo, onde você pode ficar mexendo até a area ficar liberada, como se você realmente pertencesse ao local. Da mesma forma, se alguém está desconfiando de você, basta chegar nesses locais e acionar o prompt. Na hora eles esquecem que não te conhecem e te deixam em paz.

Se mesmo assim tudo der errado, e você for descoberto, não corra. Ande até a esquina mais próxima e procure algum lugar para se esconder (cesta de lixo, armários, porta malas de carro, vale tudo). Seus perseguidores param de te seguir quando te perdem de vista, e em menos de 1 minuto esquecem de você, mesmo que você tenha matado 890 pessoas na sala anterior. De uma maneira geral, achei a IA muito defasada, mesmo jogando no modo Hard – Professional.

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Por falar em defasado, parece que o jogo foi feito em 2008 e só lançado agora. Os modelos dos personagens parecem bem inferiores, alguns bugs aparecem frequentemente (como braços e pernas atravessando paredes), e a famosa porta mágica, onde basta o Hitman encostar que ela abre, e ela fecha depois de algum tempo sozinha, como mágica. Cara, em pleno 2012 já tá mais do que na hora de parar com isso de portas que fecham sozinhas. Ah, corpos desaparecendo por milagre, isso rola também.

5529screen_01 Cara de mau: check. E é só isso que tem pra hoje.

Último grande ponto negativo: as últimas fases. Pode ser que eu seja um cara imbecil que não achou a solução, mas a primeira parte da última fase é feita pra ter combate. Você começa escondido, e tem que sair de um ponto em direção a um portão. Ok. Acontece que tem 3 guardas logo na sua saída, e invariavelmente 1 deles te vê; eu testei a minha saída por 4 maneiras diferentes, mas eles sempre te vêem. Numa das vezes que eu abati os tres sem chamar a atenção, ao chegar no portão reparei que ficam outros 3 parados em frente ao portão.

Ou seja, não interessa se o jogo todo te disciplinou pra ser o cara mais furtivo da Agência, na última parte você é obrigado a sair matando. Isso contradiz o próprio jogo, e inclusive numa parte anterior totalmente SANGUINUZÓIO, onde a vingança deveria ser liberada, você continua sendo “travado” por esse sistema de pontuação. E aí chega no final, toma esse combate.

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Essas vilãs? Aparecem no trailer e em uma fase só.

Tá, o jogo tem seus bons pontos positivos. As missões de eliminação dos seus targets podem ser feitas de 4, 5, 6 maneiras diferentes. Desde as mais clássicas (tirambaço na testa acabando com a calma do lugar), ou jogando um lustre na cabeça do incauto, saindo como inocente no meio da multidão. Isso até adicionaria um fator replay, mas pra mim não valeu a pena.

H:A Ainda tem um modo challenge que segue um modelo interessante: você pode criar missões usando as fases do jogo, mas com novos targets que adicionam dinheiro a sua conta, pra comprar upgrades posteriormente. O legal é que a maioria pode ser acionada dentro do modo single player, contigo voltando ao início da missão atual após terminar o seu challenge. Segundo a produtora já foram criadas mais de 50 mil missões desde o lançamento do jogo.

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Aproveita e se esconde de vergonha, 47.

Ainda existem alguns pontos a citar, como o fato das vilãs acima vestida de freiras serem anunciadas no trailer como as mercenárias que vão te caçar implacávelmente e só aparecem em uma fase, ou o roteiro fraco e previsível que nem precisa começar a te contar uma história pra você saber o final.

Eu queria muito ser o Splinter Cell vestido de terno, extreme modafoka, mas pelo visto, o maior assassino de todo os tempos não pode matar ninguém.