Monthly Archives: March 2014

[Game ON] Decapre??

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Recentemente a Capcom anunciou qual seria o seu quinto personagem inédito para o lançamento de Ultra Street Fighter IV, previsto para ser lançado em Junho próximo, e o que mais surpreendeu foi a falta de criatividade da Capcom nesse quinto personagem.

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Decapre, ou “Cammy de máscara”, pertence ao grupo de “Dolls” do M. Bison, que obedecem ordens diretamente dele, e de onde saíram a própria Cammy, além de Juni e Juli, contra as quais você luta em Street Fighter Alpha 3. Basicamente, Decapre só difere da Cammy em agressividade e por possuir duas garras pontudas na mão.

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Sério, Capcom? Acabou a criatividade já? Vocês mandaram até bem com a Juri (que apareceu no Street Fighter IV), com o Gouken, que tinha umas variações legais de golpes famosos do Ryu e do Ken, e também curti a C. Viper com sua jogabilidade de ataque diagonal, que deu mais chance pra estratégias diferenciadas.

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Mas aí você, dona Capcom, me anuncia o Ultra Street Fighter IV, e diz que o personagem inédito é a Cammy??? Ah não…
Junto com a Decapre, entram no roll Hugo e Poison (direto de Final Fight), Rolento (que já esteve na série Alpha), e Elena (a capoeirista de Street Fighter 3).

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E pelo visto não fui só eu quem não achou nada de mais a personagem nova. A galera do Outside the Box fez um vídeo bem interessante mostrando 9 alternativas que poderiam entrar em Ultra Street Fighter IV

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Não sei se a Capcom vai aprontar mais alguma, mas Ultra Street Fighter IV vai ser lançado agora em Junho de 2014, com cópias físicas, ou por opção de Upgrade online de Super Street Fighter IV.

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[New Game] MGS V: Ground Zeroes – Decepção?

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Infelizmente é triste afirmar isso, mas Metal Gear Solid V – Ground Zeroes é um misto de decepção e prazer (!).

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Vamos colocar as regras do jogo aqui:

  1. Eu falarei do jogo em si;
  2. Eu não irei mencionar spoilers;
  3. Eu fiquei muito puto com um detalhe do jogo.

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Metal Gear Solid V Ground Zeroes (que será abreviado para MGSV:GZ porque escrever Metal Gear Solid V Ground Zeroes é longo e tedioso) é um excelente exemplo dos traços de Mr Hideo Kojima, além do logo e do “look&feel” da Konami, e É um verdadeiro Metal Gear Solid (sem essa de espadas cortantes de ninjas de salto alto – Metal Gear Revengeance , estou olhando feio pra você!).

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Servindo como Epílogo para o Phantom Pain, que deve ser lançado em algum momento no futuro (no momento que escrevo esse texto está sendo dito pelas interwebs que talvez o jogo só saia em 2015), MGSV:GZ basicamente coloca você na pele de Big Boss, dentro de uma base americana em Cuba para resgatar Chico, o garoto que movimentou todo o jogo anterior, Peace Walker. E aí começam os problemas.

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O jogo é basicamente isso. Com o intuito de ser somente o epílogo, ele consta com só essa missão, e se você, caro leitor, imaginou que dá pra zerar em 2hs, você está bem errado. O jogo termina em menos de 1 hora (e speedruns no youtube provam que dá pra fazer em 10 minutos, ou até 6 minutos).

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É aqui que eu preciso parar o review e fazer uma observação: WHAT DA FUCK, KOJIMA???? Se você quer lançar um “demo” da sua engine nova, e dizer que é um Epílogo, pelo menos lance por DLC (e corte os custos de mídia física), e deixe pelo menos 2hs de jogo! Não precisa nem sair da mesma base que tem no jogo, mas 30 minutos??? Eu joguei a primeira vez despreocupado, e acabei com o jogo em 67 minutos. Ok, eu jogo Metal Gear desde sempre e isso ajuda a reduzir um pouco, mas eu não sou nenhum pro-gamer, e ainda assim acredito que poderia ser mais longo. Ou ter mais desenvolvimento. Ou que pelo menos as rotas de guarda dos patrulheiros mudasse a cada Mission. Claro, existem missões secundárias, mas o foco do jogo não devem ser os extras, e sim a história principal. Bad move, Kojima.

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Agora, quando vamos falar do jogo, ele contém a mesma qualidade de sempre. O jogo é fluido, as cenas são inacreditáveis de tão bem renderizadas, a cara dos soldados consegue ser quase única, e os efeitos de chuva só ajudam a criar a atmosfera de falta de esperança e desespero que Big Boss tem que contornar. Os controles funcionam bem intuitivamente e até a movimentação do Big Boss levou um leve upgrade, com alguns movimentos de transição mais realistas quando ele deixa de andar e começa a se arrastar. A história mais deixa perguntas do que sana respostas. Fazer o link entre Peace Walker e Phantom Pain vai em tese ajudar a entender o Outer Heaven (que eu secretamente espero que apareça no próximo jogo). Se tudo der certo, a famosa base onde Solid Snake (o filho) fez sua fama pode acabar sendo citada em algum momento e talvez um remake de Metal Gear (o de MSX) apareça por aí.

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Visto que o jogo é muito curto, eu mal posso falar de mais detalhes com medo de mandar algum spoiler, e por isso esse review está bem capenga. Mas baseado nesses dois pontos (qualidade e duração), eu ainda assim recomendo que você jogue MGSV:GZ, já que ele aplaca um pouco a sua ânsia por um Metal Gear roots (Metal Gear IV saiu em 2008), e esquenta os motores para Phantom Pain. As side missions que desbloqueiam após terminar a história principal garantem um pouco de sobrevida, e como sempre existem vários segredos perdidos pelo jogo que você pode procurar. Mas não vai ser somente isso que vai apagar a sensação de “cadê o resto do jogo?” que você pode ter ao final da experiência. E mais, provavelmente MGSV:GZ será lançado como DLC quando o próximo jogo for lançado, e se você aguenta esperar, poupe seu rico dinheirinho.

[Game On] Você já jogou Spelunky?

Taí um jogo que mais me prendeu nos últimos tempos: Spelunky. Com cara de indie, jeito de indie, e horas de jogo de um hardcore viciante, Spelunky me fez esquecer os poucos lançamentos da geração PS3/XB360, e me fez segurar a onda antes de comprar um XBone ou um PS4 (até porque lançamentos bons tem sido poucos).

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Resumão rápido do jogo: Você é um explorador de cavernas (daí o nome Spelunky), e deve procurar seu caminho por entre minas, selvas, cavernas de gelo e templos indígenas, catando pedras preciosas, ouro, diamantes e quem sabe até salvando as donzelas em perigo.

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O que mais chama atenção no jogo é que ele é cruel. Morreu? Game Over. Simples e direto, sem ter direito a vidas (você pode ser atingido até 4 vezes, mas morrer é uma vez só), sem continues, sem macetes, e você conta somente com sua habilidade e experiência (e muita, mas muuuuuuuita paciência) para avançar.

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“Ah, mas então é só decorar o caminho e fazer speed run!” Calma, pequeno gafanhoto: as fases são aleatórias. Explicando: as 4 primeiras são dentro de minas, as 4 seguintes são na selva (e por aí vai), mas você nunca irá ter a mesma fase 4-1 duas vezes. A geração dos cenários é aleatória, tanto nos obstáculos, quanto nos prêmios, o que te obriga a ter uma estratégia pra cada encontro. A progressão de dificuldade existe (com mais inimigos e até inimigos mais fortes quando você avança), e as fases mais avançadas exigem um reflexo um pouco maior.

Spelunky Aliens
Não lembro quanto paguei pelo jogo, mas só de considerar que já tenho quase 50 horas de jogos dentro dele (dividido em pedaços frustrantes de 20 minutos), já valeu mais a pena do que alguns AAA games que saíram por aí. O jogo tem excelentes motivos para se jogar por horas, sejam por causa de fases secretas, personagens desbloqueáveis e a vontade de morrer de tudo quanto é jeito, mas o desafio de chegar um pouco mais longe é o motivador que você precisa mesmo.

Spelunky Donzelas

E quando o modo campanha te estressar demais, ainda tem o modo Deatchmatch que pode ser jogado com bots, onde até 4 inimigos se enfrentam numa tela só para saber quem resta e completa um total definido de ponto, esmagando a concorrencia e se tornando o ultimate modafoca explorador de Spelunky.

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Spelunky está disponível para quase 1 milhão de plataformas, e se der mole até seu microondas tem port desse jogo. E vale muito a pena. Boa exploração!!