Author Archives: Guilherme Costa

[Game ON] Bioshock 2

Materia originalmente publicada no Jovem Nerd!

Como superar um dos melhores First Person Shooters da nova geração? Lançado em 2007, o antecessor de BioShock 2 (PS3, XBox 360 e PC) foi um dos mais inovadores de seu gênero, por trazer uma história interessante, uma ambientação primorosa e alguns dos inimigos mais memoráveis dos FPS atuais. Ambientado na cidade de Rapture, nesta nova versão você revisita os locais familiares que já conhece, mas num novo corpo. O do primeiro Big Daddy, Delta.

Delta, o Big Daddy original…

Para aqueles que não conhecem, na história de BioShock original, que acontece em 1960, você é apresentado à cidade submersa de Rapture, uma utópica cidade criada pela visão de Andrew Ryan nos anos 40. A cidade, que havia sido criada para suportar uma sociedade ideal, desenvolveu a tecnologia da biogenética e bioengenharia, na tentativa de criar seres humanos perfeitos, e obteve seus produtos na forma da substância batizada de ADAM, células especiais criadas a partir de lesmas do mar, com capacidade de regeneração muscular e alterações no genoma humano. Essas lesmas eram implantadas no estômago de crianças (as Little Sisters), e para que a colheita de lesmas provenientes do estômago das Little Sisters não tivessem nenhum problema, elas ganhavam a proteção dos guarda-costas chamado Big Daddies, humanos com lavagem cerebral confinados em monstruosos escafândros.

Coisinha linda da mamãe….

Não durou muito para que a teoria de Andrew caísse por terra, e as operações ilegais e contrabando de ADAM tivesse início, criando a categoria dos Splicers (humanos que ficam buscando mais e mais ADAM, atrás de mudanças genéticas). Sua missão, no primeiro jogo, inicialmente era a de sair de Rapture, mas logo você vê que será sobreviver. O uso prologado e sem cuidado do ADAM provoca alterações de estado psíquico, e os habitantes logo se tornaram sanguinários e violentos, atacando tudo o que vêem. A sociedade utópica falha, e Rapture passa a ser uma cidade submersa abandonada à própria sorte.

A utópica cidade de Rapture e sua arquitetura dos anos 40…

Os eventos de Bioshock 2 começam em 1968, 8 anos após os eventos do primeiro jogo. Você acorda dentro da armadura de Big Daddy Delta, o primeiro de sua raça, e protótipo dos guarda-costas. Como foi programado, sua principal missão é proteger sua Little Sister, Eleanor. Sua primeira missão é encontrá-la. Dessa vez, durante a sua jornada, você se depara com uma nova raça de inimigos comandada pela nova líder de Rapture, Sofia Lamb: as Big Sisters. Se no jogo anterior os Big Daddies te deixavam nervoso, as Big Sisters vão te tirar do sério. Mais rápidas, mais inteligentes e mais mortais que os mergulhadores do game anterior, será necessário mais do que armadilhas comuns e armas poderosas para derrotá-las. As Big Sisters nada mais são do que as Liltte Sisters crescidas e colocadas em armaduras, com o simples propósito de substituir os obsoletos mergulhadores de metal, na tarefa de assegurar o crescimento do ADAM dentro das crianças de Rapture.

Sim, elas são mais rápidas e mais mortais que você.

A história de BioShock 2 se mostra interessante, ao abordar a mesma trama sob um ângulo totalmente novo. Os finais desta vez são um pouco mais variados do que o jogo anterior, e eles estão em 4 formas (Good, Evil e dois Choices). A maneira com que a narrativa é desenvolvida é a mesma do antecessor, através de gravações em fitas cassete, recortes e artigos de jornal, encontrados pela cidade. Algumas partes em específico, onde suas decisões vão interferir nos resultados adiante, conseguem manter a tensão e preocupação com a história, mesmo quando o plot principal dá uma esfriada. A jogabilidade recebeu uma refinada, muito embora ela já fosse notável em Bioshock 1. Durante a sua jornada, você vai encontrar cadáveres perdidos, e poderá vasculhar seus corpos em busca de moedas, ítens ou munições, além de hackear as máquinas de venda nas ruas da cidade. Um downgrade nesta versão foi a linearização dos cenários, e a sensação de “cidade livre” se perdeu um pouco. Com uma visão mais ampla percebemos que não foi na verdade uma restrição colocada, mas sim uma adaptação à história: como você tem uma “missão” (encontrar sua Little Sister) e na sua mente tudo o que interessa é cumprí-la, não iria ficar perdendo tempo explorando locais diferentes, o que é facilmente percebido. O lado negativo disso é que se deixar uma arma ou upgrade pra trás, você não terá como pegá-lo de novo. Alguns novos puzzles foram acrescentados, e farão você coçar a cabeça algumas vezes para poder resolvê-los.

A estratégia ganhou papel importante em Bioshock 2.

O combate também recebeu uma boa atenção, e sinceramente merecia estas melhorias. Embora os encontros com as Big Sisters sejam previstos e você tenha tempo para se preparar para a batalha, sem essa mudança a dificuldade do jogo seria muito mais alta. Uma das melhores táticas para se enfrentar hordas de inimigos é observar sua munição e seu ambiente. Óleo derramado no chão é quase uma intimação para queimar seus adversários enquanto que áreas inundadas estimulam você a eletrocutá-los com seus super-poderes. Com várias armas e cada uma delas com mais de 3 tipos de munição, o jogo te convida a experimentar. Outra inovação muito bem vinda da franquia é a opção de registrar alguns combates com seus adversários e descobrir pontos fortes e fracos dos mesmos, e salvando estas informações você pode facilitar a sua vida nos futuros encontros.

“-Sai pra lá, lata velha”     “-Ah, olha quem fala!”

Como você agora é um Big Daddy, sua furadeira será muito requisitada, mas mantenha um olho no quanto de combustível você tem sobrando antes de sair perfurando quem estiver pela frente. Além disso, você pode “adotar” uma Little Sister, e usá-la para coletar ADAMs, ou para atrair inimigos para uma armadilha. Como você está totalmente na visão de um Big Daddy desta vez, defender sua Little Sister adotiva é tarefa rotineira, e infelizmente cai na mesmice depois da 3ª ou 4ª vez. Você também terá acesso aos mais variados Plasmids (super-poderes) disponíveis, seja invocando gelo, fogo, eletricidade, abelhas, ou poderes psíquicos, no sistema semelhante ao jogo anterior, onde sua mão direita empunha a arma e a esquerda seus poderes.

Os Plamids estarão disponível no modo Story e no Multiplayer

O Multiplayer foi acrescentado em Bioshock 2, e os modos de jogo seguem bastante os mesmos presentem em grandes games online do gênero, como Call of Duty: Modern Warfare e Halo. O diferencial aqui é o uso de seus poderes Plasmids em inimigos, e saber qual será a sua reação durante a próxima vez que se encontrarem. Outro ponto bem diferente é a um certo desequilíbrio entre a força das armas e o health de seu personagem, já que mesmo com 3 tiros de calibre .12 à queima-roupa não é garantia de que seu inimigo irá morrer, ao contrário do que acontece nos demais jogos do gênero. É um extra na diversão mas muito dificilmente será responsável por fazer você continuar o game após terminar a história principal.

Delta e Eleanor, sua protegida.

Em resumo, Bioshock 2 consegue se sobressair bem com relação ao FPS atuais, por apresentar algumas mudanças que atiçam a curiosidade dos gamers, mas ainda assim é inferior ao seu antecessor no que se trata de inovação. O retorno à Rapture aliado à uma nova visão da cidade atrás da máscara de mergulho de um Big Daddy traz boas surpresas que justificam com folga suas horas investidas neste game. A grande arquitetura de época presente na cidade está lá novamente, e muito embora apresente um pouco menos variação desta vez, ainda é soberba e rende paisagens e locações nostálgicas, caso seja sua segunda imersão nesta cidade virtual. Uma história envolvente que você vai querer acompanhar até o final, mais algumas mudanças na jogabilidade e no sistema de combate com certeza dão o mérito à sequência.

[Game ON] Just Cause 2

Post_GameOn

A minha história com Just Cause 2 é no mínimo engraçada. Não fazia idéia que este jogo existia. Só sei que houve um anterior por causa do “2” no título deste. Mas foi só pegar o demo para saber que realmente é um game pra se prestar atenção.

Parachute

Para-quédas: a melhor maneira de viajar em Panuan City…

O roteiro segue uma história morna, mas que serve aos propósitos do jogo. Você é um mercenário chamado Rico, com o codinome Scorpio, que tem como objetivo criar o caos, destruíndo propriedades dos seus alvos, abrindo caminho para que seus contratantes apliquem golpes de estado e tomem o poder. Tentando traçar um paralelo, seria um Gran Theft Auto somado aos cenários de Far Cry com o arpão do Scorpion, de Mortal Kombat (OK, fui longe nessa!)

Just Cause 2_GO

Alguns cenários me lembraram muito de Far Cry.

O maior atrativo de Just Cause 2 é sem dúvidas a jogabilidade. Armado com um arsenal completo e mais um arpão preso à mão esquerda, Rico pode experimentar várias combinações de como criar a desordem, seja atirando em tanques de gasolina para explodir carros ao redor, seja prendendo inimigos com seu arpão em cilindros de gás e mandando ambos pelos ares. Rico também pilota carros, motos, botes, barcos, helicópteros, caças e em todos eles você pode se pendurar e fazer mais acrobacias, inclusive para pular de um caça à outro e eliminar seus pilotos. É, a veracidade não é o forte aqui.

Just Cause 2_GO1

Isso é o mais perto do Homem-Aranha que você vai chegar sem ser o Homen-Aranha.

Rico ainda conta com um estoque de para-quedas, pois acima de uma determinada altura, ele já se posiciona e abre o mesmo para amortecer a queda, mas pode fazer isso várias vezes no mesmo pulo. Inclusive, pode prender seu arpão em um helicóptero, ou avião, e abrir seu paraquedas para alcançar vôos mais demorados.

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Armas e Upgrades estão presentes… É só procurar pelas peças.

O jogo apresenta alguns bugs, e também algumas movimentações bem estranhas, como abrir seu para-quédas durante uma corrida de motos. Outras vezes parece que o processador fica indeciso sobre as árvores, e algumas vezes você pode passear tranquilamente com seu para-quédas aberto, enquanto outras você fica agarrado e cai.

Just Cause 2 vem com um sistema de compra de armas e upgrades bem interessante: você encontra alguns baús com peças que somadas são trocadas pelo upgrade que você quer. Vale o mesmo sistema para os upgrades de veículos, e assim que você termina a sua compra, sua arma é entregue à sua frente.

Just Cause 2 está disponível para PC, PS3, e XBox.

Trailer de lançamento de Just Cause 2

Neste vídeo você tem uma boa noção de como esse jogo pode ser interessante!

[New Game] Os games que vem por aí!

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Confira abaixo alguns vídeos sobre os próximos games a serem lançados!

Lost Planet 2: Dez anos após os eventos do primeiro jogo, Lost Planet 2 promete a mesma ação explosiva que seu antecessor caracterizou, no mesmo planeta perdido. Porém, desta vez, efeitos climáticos derreteram partes do gelo e revelaram trechos de selva que abrigavam criaturas gigantes que você e seus 3 amigos em modo cooperativo terão que derrotar. Existe a opção de se jogar offline e ter 3 bots controlados por computador para te acompanhar, mas como eles deixaram a maior parte do trabalho pesado para você, é melhor arrumar 3 amigos reais. O modo multiplayer também retorna, com até 16 pessoas se enfrentando em batalhas na selva, e essa mudança de ambientes (do gelo para o verde) deu um toque extra aos cenários do jogo. Lost Planet 2 deve ser lançado na segunda semana de Maio, para PC, PS3 e XBox 360.

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3D Dot Game Hero: A primeira vista este jogo poderá não te chamar a atenção, mas o visual colocado no jogo aliado às memórias de alguns dos melhores jogos de ação/aventura da era dos 8 e 16 bits, podem fazer com que você mude de idéia. 3D Dot Game Hero é uma mistura da jogabilidade de Legend of Zelda, gráficos da série Lego, envoltos numa ambientação clássica de 8 bits, e esse retorno ao nostálgico mundo dos RPGs de aventura faz com que você invista 10 minutos neste game. O próprio jogo brinca com essa questão de ser 2D/3D, com o nome do reino sendo Dotnia, e com o rei decretando que de agora em diante, o mundo será tridimensional! Logo de cara na seleção de personagens, você percebe que a customização pode ser feita ponto a ponto, e você tem a liberdade de criar seu próprio herói. É praticamente impossível ver o trailer do jogo e não fazer uma associação imediata com The Legend of Zelda, principalmente nas fases iniciais e nas armas iniciais. 3D Dot Game Hero deve sair no final de maio, e é exclusivo pro PS3.

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Super Street Fighter IV: Ok, eu já confessei aqui que estava um pouco iludido com a situação de Street Fighter IV e Super Street Fighter IV, afinal, lançar dois jogos bastante semelhantescom apenas 1 ano de diferença não deixa de nos dar a sensação de que a Capcom poderia ter feito algo melhor, e ter lançado somente 1 jogo. Mas mesmo assim, Super Street Fighter IV tem seus méritos. Além dos 10 novos personagens (totalizando 35) e das fases bônus acrescentadas, entram também novos cenários, novos golpes e novos especiais, que você poderá escolher qual usar antes de cada luta. Super Street Fighter IV já está disponível para PS3 e XBox.

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Red Steel 2: Red Steel foi um dos jogos lançados junto com o Nintendo Wii, e seu visual em Cell Shading fez bastante sucesso entre o público (possivelmente devido à ausência de títulos Hardcore) a ponto de garantir uma sequência. Agora Red Steel 2 promete mais ação na mistura de armas e espadas, te levando de locações samurais High Tech até autênticas cidades fantasmas de filmes americanos. Toda a ação é controlada pelo WiiMote e pelo Nunchuck, seja as partes de tiro ou os quebra-cabeças, seja usando suas espadas. Na hora das finalizações, o WiiMote Plus usa sua sensibilidade mais apurada para promover movimentos de finalização mais específicos, criando um show à parte. Red Steel 2 já está disponível para Nintendo Wii.

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[Tweet Post] As Notícias dos Games!

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Confira mais uma compilação de notícias do mundo dos games!

A novela da Activision ainda continua: Após a reunião que chegou ao ponto de termos seguranças entrando na sala para escoltar dois diretores para fora da sede da empresa (e consequentemente dos projetos da Infinity Ward e da Activision), depois das ameaças de processos pra lá e pra cá (aqui, aqui e aqui), e de novos rumos para a franquia Call of Duty (aqui e aqui), algumas novidades em games finalmente aparecem no horizonte. Os DLCs já estão disponíveis para os consoles (Trailer aqui), e os funcionários ou demitidos ou retirados de suas funções já estão às voltas com novas empresas (aqui e aqui). Jason West and Vince Zampella formaram Respawn Entertainment, e logo se aliaram a EA (que é a produtora da antiga série Medal of Honor, antiga rival da série Call of Duty), e já embarcaram num projeto de codenome “Screw Activision”, que passando pro português dialetal significa “Sacanear a Activision”. Ok, é mais grave do que isso, mas aqui é um blog de família!

Activision x Infinity Ward

Uma imagem vale mais do que mil processos…


Uma capa de revista britânica provoca polêmica ao informar que Portal 2 estará disponível para Playstation 3. No anúncio “oficial” o console da Sony não havia sido incluído, e mesmo com essa capa vindo da revista oficial da Playstation na Inglaterra, a Valve não se pronunciou a respeito da informação. Confira a capa aí embaixo, e o nome na listagem de “36 Must Play PS3 games”.

Portal 2

Informação não-confirmada muito bem vinda!


Durante a festa de lançamento de Super Street Fighter IV, ocorrida em 23 de abril passado, um fato triste e inusitado ocorreu: ao final do evento, um MacBook Pro, duas câmeras Kodak de vídeo em HD e vários cartões SD foram roubados da produtora durante o evento, levando embora quase 4 horas de gravação que seriam usados para um documentário sobre um jogador japonês chamado Daigo, que foi especificamente para o evento para fazer as filmagens. Erro grave da organização, já que sair com esses equipamentos de eventos em geral deveriam ser bem complicados, e levou o presidente da Iam8bits, Jon Gibson, a divulgar uma carta pedindo que a gravação seja devolvida, sem se importar com os equipamentos em si. O link para a carta está aqui.

PWNED

Digamos que a organização do evento de Super Street Fighter IV levou um golpe baixo!


Está ansioso por novidades de Super Mario Galaxy 2?? Bom, eu tenho aqui 4 vídeos que vão deixar a sua curiosidade atiçada. Apresentando a nova roupa Cloud Suit, o Spin Drill e um pouco mais sobre a participação do Yoshi nesse novo game!

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Apresentando a Cloud Suit parte 1

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Apresentando a Cloud Suit parte 2

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Novas funcionalidades com o Spin Drill

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Isso me lembra que ainda não terminei o 1º jogo!


Os fãs de Batman Arkham Asylum vão ter que esperar um pouco mais pelo segundo jogo, muito embora não havia sido confirmado que o mesmo sairia este ano. Batman Arkham Asylum 2 (que é um nome provisório, já que o segundo jogo não será dentro do Asilo) deve sair em 2011, mas sem qualquer previsão de mês. A minha aposta pessoal recai sobre Março ou Novembro, que costumam ser a fartura de games lançados. Mas, pra que tenhamos boas notícias, ao que tudo indica, 4 vilões já podem estar no jogo, entre eles Ra’s Al Ghul, Talia Al Ghul, Duas-Caras e Mr. Freeze. Tudo isso aconteceu devido à uma série de fatos: na Chicago Comics and Entertainment Expo, Kevin Conroy, um dos produtores do jogo, afirmou que provavelmente Duas – Caras realmente estará no jogo, para logo depois desconversar e afirmar que “a trama será mais densa e abrirá espaços para muitas aparições”; A atriz que supostamente estaria contratada para fazer a voz de Talia Al Ghul postou no twitter a sua felicidade por participar da franquia; Terceiro, o ator Maurice LaMarche afirmou numa entrevista que realmente está confirmado para dublar o Mr. Freeze na próxima aparição do Cavaleiro das Trevas.

BAA

Seguindo a lógica, o próximo jogo deverá se chamar Batman Gotham City? #turumpss


Pra finalizar, um vídeo que fala por si só: Marvel x Capcom 3 foi anunciado e deve sair até o meio de 2011. Segundo a Capcom, o game terá a mesma engine de Resident Evil 5 e Lost Planet 2. Confira o trailer oficial aí embaixo!

Dez anos de espera correspondidos!!

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[Classics] A Série Tony Hawk Pro Skater

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No ano de 1999, os skatitas de plantão receberam o que seria uma das melhores séries sobre o esporte nos games: Tony Hawk’s Pro Skater era lançado para Playstation, e logo de cara deixou os gamers empolgados sobre um dos temas que sempre foi representado nas gerações de consoles, mas que nunca havia atingido o seu ápice.

THPS1

No jogo, seu objetivo principal era coletar as fitas de demonstração do personagem com o qual estava jogando, seja conseguindo atingir pontuações determinadas, seja cumprindo objetivos dos mais variados, tudo isso dentro de um circuito com limite de tempo, que variavam entre shoppings, skate parks, aeroportos e galpões abandonados.

A série representou uma boa inovação com relação aos demais jogos que já circulavam pelos consoles, ao levar o skate para um lado mais arcade do que os jogos tradicionais, deixando o jogador livre para criar as manobras mais absurdas em apenas poucos toques no controle. No jogo, 10 jogadores eram apresentados baseados em skatistas reais, separados em street e vert, o que diferenciava um pouco as manobras entre eles.

Mesmo com gráficos bem poligonais, era muito avançado para a época…

O jogo recebeu excelentes pontuações na época de seus lançamentos, com médias entre 9.5 e 9.8. Claro que todo esse sucesso alavancou a série, que ganhou respeito e uma sequência, lançado em setembro de 2000, somente um ano depois do seu antecessor.

Somente o anúncio da sequência já foi o suficiente para deixar os fãs da série ansiosos sobre o que seria feito com um jogo de excelente recepção, apenas um ano após seu lançamento. Tal ansiedade foi bem entendida, principalmente após os gamers verem o resultado de poucas mudanças e muitas melhorias na jogabilidade. Tony Hawk’s Pro Skater 2 é um dos melhores exemplos de como uma sequência deve ser feita, sem alterar a essência e tudo o que foi feito de certo no game anterior, além de acrescentar as novidades que os jogadores querem.

THPS2

Mais skatistas (incluindo agora o brasileiro Bob Burnquist), mais desafios dentro da fase, um modo multiplayer ainda mais interativos, personagens secretos inusitados (como Homem-Aranha), e um modo de criação e edição de fases bem completo. Outro ponto que chamou muito a atenção nesta versão foi a trilha sonora, que teve a ajuda dos skatistas para incluírem nomes como Rage Against the Machine, Bad Religion, Red Hot Chilli Peppers e Papa Roach, e que realmente ajudou a criar a atmosfera que a turma do skate curte.

Gráficos melhores, trilha melhor, jogabilidade melhor…

Se o anterior abriu caminho para a franquia dar certo, o sucessor pavimentou e selou o nome na história dos games. Tony Hawk’s Pro Skater 2 recebeu avaliações entre 9.7 e 10, e passou a ser referência em games de skate daquele ponto em diante.

Tony Hawk’s Pro Skater 3 desembarcou nos consoles (advinha só) um ano depois do anterior, mas caiu bem no meio da transição entre as gerações passadas. O Playstation 2 já tinha sido lançado, o XBox já aparecia na esquina, mas mesmo assim o maior número de vendas foi no Playstation, possivelmente por causa dos seua antecessores. Fora a esperada melhora gráfica, o game basicamente era o mesmo, e com relação ao THPS 2, não apresentou grandes variações, o que em parte explica as recepção morna que o jogo recebeu.

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Com relação à parte gráfica em si, os skaters receberam mais detalhes físicos, e a semelhança conseguiu atingir um nível que ajudava a definir o poder de processamento da nova geração, mesmo sendo um jogo lançado praticamente junto com os consoles. O que havia sido de mais bem elogiado nas versões anteriores foi repetido, recebeu algumas melhorias tímidas, mas a fórmula já mostrava sinais de cansaço. Como ela conseguiu se reformular nos vimos na sequência.

Trailer de Tony Hawk’s Pro Skater 3

Tony Hawk’s Pro Skater 4 apresentou uma boa diferença com relação aos demais: o limite de tempo foi removido da sua jornada pela fase, e somente aparece quando você entra numa missão. Isso representou uma boa mudança, pois não havia mais o limite para a exploração do cenários, que levaram ao desenvolvimento de fases ainda maiores e com mais detalhes, e levou também à uma maior variação dos tipos de missões.

THPS4

A trilha sonora recebeu músicas de Iron Maiden, AC/DC, The Offspring, Public Enemy, Sex Pistols, e várias bandas (mas na minha opinião, ainda ficou aquém da trilha de THPS 2). Houve ainda a inclusão de vários modos de jogo na modalidade multiplayer, como o Trick Attack e Graffiti, que giravam ao redor de disputas de manobras em pontos específicos.

O jogo não teve recepção muito boa, com médias perto de 9.0. THPS 4 foi o primeiro que realmente usou o máximo da nova geração de consoles, com a inclusão de cenários mais amplos, detalhados e com cidadãos ao redor, tirando o pouco a sensação de cidade fantasma do jogo anterior.

O último grande Tony Hawk game…

Depois do lançamento de THPS 4, a série abandonou o skate moleque, o skate de várzea, e resolveu investir em uma lado mais carreira do jogo. Essas mudanças em até certo ponto foram ben-vindas, como nos jogos Underground e Project 8. Só que depois de várias versões de jogos que tinham cada vez menos de skate e mais de assuntos aleatórios, e perderam o lado que mais atraía os games. A última tentativa de re-estruturar a série veio na forma de Tony Hawk Ride, que usava um sensor de movimento na forma de um skate, que até o momento foi um fracasso de vendas.

Pra mim, o melhor jogo da série foi realmente o Tony Hawk’s Pro Skater 2, por trazer uma jogabilidade completa, uma trilha sonora que te dá vontade de jogar simplesmente para ouvir, uma seleção de personagens variados com combos especiais bem variados (e até dentro de uma certa realidade), e desafios que realmente te levam a buscar o máximo do game. Pena que a série se perdeu, mas para quem está interessado em voltar a girar as rodinhas virtuais, pode tentar os jogos da série Skate!

[Tweet Post] As Vídeo-Lições de Daniel Floyd

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Você conhece os vídeos de Daniel Floyd? Depois de um dos meus artigos no Nerdrops (mais precisamente esse aqui), onde falei sobre maturidade em games e o papel das mulheres na indústria, o meu amigo Slash Rick, do Now Loading, me enviou 2 links, falando exatamente sobre o mesmo assunto, mas no estilo que Daniel Floyd coloca em seus vídeos.

Quem está acostumado com os reviews ácidos do Yatzee, do Zero Punctuation, vai achar estes vídeos bem familiares. Misturando animação em cartoon, fotos e artigos de vários especialistas, tudo com muito humor, ele consegue falar de vários assuntos realmente relativos à indústria do entretenimento digital com profundidade e embasamento.

Confira aqui alguns de seus vídeos!

Video games e Controvérsia

Videogames e as mulheres!

Conhece o conceito de “Uncanny Valley”?

Todos os vídeos estão em inglês, mas já reparei que vários tem a opção de colocar closed caption. Se quiser acompanhar os vídeos, adicione o canal de Daniel Floyd nesse link aqui!


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[Game ON] God of War 3 – Review

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Matéria Originalmente publicada no Jovem Nerd! Parceria Dia de Gamer & Jovem Nerd

A série God of War foi um dos últimos grandes lançamentos do Playstation 2, e que deixou vários fãs ansiosos pelo desfecho da batalha entre Kratos, o espartano que virou o Deus da Guerra, e Zeus, Senhor Supremo do Olimpo. A nova geração de consoles já chegou e se estabeleceu , e já estava mais do que na hora de termos um fim à esta história da Mitologia Grega. Havia muita expectativa a respeito deste jogo, apontado por muitos como o jogo mais aguardado do Playstation 3, e certo de disputar os títulos de Melhor jogo do Ano segundo a imprensa especializada. God of War 3 foi lançado no dia 16 de março, após demonstrações na E3 2009, demos na PSN e uma intensa estratégia de marketing que colocava o game como a “definição de arte interativa que os consoles atuais podem fazer”. Será que GoW3 viveu aquém dos olhares dos donos de PS3, gamers em geral e imprensa? O que GoW3 pode trazer para os fãs da série agora, nos consoles da nova geração que ainda atraia a curiosidade sobre esta trilogia? Qual foi o desfecho da luta entre Zeus e Kratos?

God of War 3

God of War 3: Épico ou Hype?

CRASH COURSE: God of War in a Nutshell – God of War foi uma franquia que fez seu nome praticamente sozinha. Criado para o Playstation 2 no ano de 2005, era mais um dos games do gênero Hack ‘n’ Slash que vinha disputar a atenção dos jogadores, e que no fim das contas se sobressaiu. Seja por sua jogabilidade direta, seja pela violência a qual Kratos aplicava aos seus desafetos, seja pelo carisma do personagem “bad-boy” principal, ou por qualquer outro motivo, God of War cresceu no conceito da Sony, que rapidamente transformou um game numa trilogia, e deu autonomia ao pequeno estúdio em Santa Mônica para criar uma história envolvente e profunda, baseada na mitologia grega e seu filho bastardo, e sua busca por vingança. Kratos, um guerreiro escolhido pelos deuses para ser seu servo na Terra, enfrenta multidões de inimigos, executa suas tarefas com violência e precisão, é o favorito do Deus da Guerra Ares, mas é envolvido numa trama de traição, morte e vingança. Por uma armadilha de Ares, que queria ver Kratos livre e sem nenhum impedimento familiar, o espartano acaba por assassinar a sua família, e a partir daí jura vingança contra seu antigo Mestre. Ao optar por interferir numa guerra dos homens, Ares provoca a fúria dos deuses, e Athena pede a Kratos que impeça Ares em troca do perdão pelos seus atos passados.  Mesmo após percorrer os recantos mais inóspitos da Terra em busca da Caixa de Pandora, (que daria à Kratos poder de matar um Deus), descer ao inferno e retornar para o confronto com Ares, Kratos não consegue se livrar dos pesadelos que povoam sua cabeça, com lembranças da morte de sua família por suas mãos. Decide então terminar com sua vida, mas é salvo por Athena, que oferece a ele um lugar no Olimpo, se tornando assim o novo Deus da Guerra.

Lançado em 2007, God of War 2 mostrou os eventos ocorridos alguns anos após o final do seu antecessor, e a crescente insatisfação de Kratos com sua atual condição no Olimpo. Mesmo sendo condecorado como o novo Deus da Guerra, ele é tratado como desprezo pelos demais deuses, sem as honrarias nem prestígio, e resolve ignorar as leis do Olimpo. Assim, mesmo com os avisos de Athena, passa a interferir diretamente em batalhas na Grécia e em Sparta, quebrando o preceito imposto por Zeus, de deixar os humanos seguirem sua própria trilha. É punido por Zeus, que retira seus poderes e ainda tenta matar Kratos, e salvo das garras da morte por Gaia, um dos Titãs, que ainda busca vingança contra os Deuses pela derrota na guerra que aprisionou sua raça e deu a Zeus e seus irmãos os lugares no Olimpo. Kratos procura então as Irmãs do Destino, guiado por Gaia, para poder voltar no tempo e impedir sua morte nas mãos de Zeus, e assim ter sua vingança. God of War 2 criou na cabeça dos gamers a rivalidade que Zeus e Kratos tinham, deram a chance de batalhar sem que nenhum dos lados ganhe, e armou o espetáculo para que a trilogia se encerrasse em grande estilo.

E assim chegamos ao estágio inicial de God of War 3: Kratos, Gaia e os Titãs estão escalando o Monte Olimpo, enquanto que Zeus, Poseidon e os demais deuses se preparam para o confronto.

God of War 3_Tela Inicial

Alta definição até nos detalhes…

A história do jogo é simples e direta – Kratos quer matar Zeus -, poucos subplots estão presentes na trama, mas como tudo isso irá se desenvolver é que dá o charme e justifica toda a aventura. Mesmo para quem está habituado com o desenvolvimento do jogo e sabe que Kratos irá passar pelo mesmo lugar algumas vezes, pode se surpreender desta vez. Praticamente, você desce ao inferno, retorna ao cume do Olimpo, mas alguns assuntos te levam lá pra baixo de novo. Claro que a maneira como isso será feito é uma das melhores inovações da trilogia, que é a seção de vôo do jogo (que foi apresentada na demo). Ficou muito bem amarrado, e você não sente que está em busca de um item só para abrir uma porta, mas sim um conjunto de fatores que irão interferir no seu objetivo final. De uma certa forma, ao passar pelos deuses mais conhecidos, God of War consegue fazer uma coisa impossível na minha opinião: transformar a mitologia grega numa história ainda mais interessante!

God of War 3_combates2

Kratos fazendo o que faz de melhor…

O combate realmente ganhou mais atenção neste game. Uma crítica muito recebida nos jogos anteriores foi a presença de boas armas, mas a falta de integração entre elas durante combos, o que era bem frustrante. Em GoW3, a troca de armas pode ser feita durante uma luta (além dos usuais botões direcionais, fora de combate), segurando L1 e usando os botões de ataque para escolher qual arma usar (quadrado, triangulo, círculo ou X). Além disso, as armas secundárias, como o arco-e-flecha, também são acionadas num sistema parecido, mas usando o L2 ao invés do L1. Ao todo são 4 armas principais, e 4 itens auxiliares, que podem ser usados a qualquer hora graças a nova barra de ítem, que remove o uso de magia e recarrega automaticamente após um certo tempo. Todas elas apresentam o já conhecido sistema de upgrades usando as orbs vermelhas, mas a impressão que tive é que conseguir chegar aos níveis mais altos ficou um pouco mais fácil. Outro detalhe que me chamou a atenção é que as armas estão realmente mais bem balanceadas, umas com grande poder a curta distância (como as empunhadeiras chamadas Cestus), outras com mais extensão para combos maiores em mais inimigos (como as Blades of Exile). Para os veteranos de God of War, o jogo não é exatamente um desafio, e você pode jogar direto no modo mais difícil, e aí sim ter suas habilidades testadas. O sistema de combos é o mesmo de God of War 2, e você já estará dizimando hordas de inimigos logo nas cenas iniciais com combos de até 1000 hits.

God of War 3_combates

Não dá pra ver na imagem, mas os soldados estão borrados nas calças.

O jogo tem algumas inovações interessantes no seu gameplay, como eu havia falado no review do Demo (sim, eu fiz um review de um DEMO). Deixar um inimigo atordoado e usá-lo como escudo enquanto corre em direção à outro grupo de adversários é realmente uma das maneiras mais seguras de se entrar numa briga. Outro jeito é com outra inovação, onde Kratos joga suas armas em direção ao inimigo, e em seguida se joga contra ele, abrindo a defesa para um combo aéreo devastador, numa combinação dos botões L1 e círculo. Este movimento também serve para iniciar um contra ataque, principalmente se você for jogado no ar por seus adversários. É interessante observar que o impacto das suas armas contra os inimigos ou superfícies é único, enquanto que ao serem lançados contra paredes, os minions de Hades e Zeus ficam estatelados até escorregarem até o chão ou até seu próximo combo. Como uma melhora na inteligência artificial dos soldados, agora eles podem atacar em grupo e tentar esmagar Kratos, fazendo o famoso montinho. Nada que mexendo no analógico esquerdo não faça mandar todos eles para os ares. As Boss Fights seguem o mesmo sistema já conhecido dos jogadores, onde um combo pode ter que ser interrompido para se defender de um ataque devastador, mas no fim, tudo termina numa Quick Time Event. Uma mudança, no entanto, se deve à algumas cenas, onde você assume o papel do “executado”, enquanto ordena Kratos no seu papel de “executor”, e assiste a cena literalmente com outros olhos. Quanto à movimentação, ela está bastante fluida, e mesmo quando você luta sobre o braço de um Titã (que está se movimentando para atacar uma das criaturas mandadas por Poseidon para te impedir), você não sente o controle “indeciso” sobre qual movimento você quer fazer. Mesmo mudando de vertical para horizontal, e depois se pendurando no teto, o controle responde exatamente como você quer se movimentar. Quem acompanhou as duas primeiras edições do jogo sabe que Kratos escala paredes, se pendura por beirais, usa suas lâminas para se balançar (ou se lançar) a pontos mais distantes, e toda essa movimentação estará de volta no terceiro capítulo, com a opção de acelerar o movimento, principalmente andando em beirais ou se pendurando neles.

God of War 3_Movimentação

Movimentação fluida e precisa marcam toda a aventura…

Chega a ser desnecessário dizer, mas o visual do jogo está soberbo. Da introdução às memórias de Kratos, dos cenários vastos e os efeitos de luz provocando pelas orbs, das lâminas batendo no chão ou na pele dos adversários, das lutas contra inimigos enquanto Titãs escalam o Monte Olimpo, tudo se mostra com uma quantidade de detalhes absurda, que te fazem lamentar não poder perder alguns minutos observando a paisagem com a câmera, seja por seus próprios afazeres, seja pelo fato de que a câmera é fixa. O jogo mistura beleza de detalhes e riqueza de texturas numa proporção tão grande que arrancar as tripas de um Centauro é ao mesmo tempo fascinante e grotesco, e em nenhum momento ele te deixa esquecer o que está acontecendo ao seu redor, como a chuva que cai após você enfrentar um determinado personagem, seja pelas pragas que infestam a cidade de Olímpia quando outro dos Deuses gregos sucumbem ante as lâminas de Kratos. Durante os flashbacks, que ajudam a relembrar a história do guerreiro espartano, toda a arte é representada por tons de vermelho e preto, que consegue dar uma variação às animações e CGI sem sair do espírito de God of War. Ainda na parte visual, as feições, os rostos, a respiração, os poros, os cabelos, dentes, músculos e principalmente o sangue dos seus inimigos é representado de uma forma tão natural que chegamos acreditar que é um filme em alta definição, e não um jogo que está passando na tela. O mais interessante é que toda essa beleza roda numa fluidez incrível, mesmo com mais de 50 inimigos na tela, entre soldados, centauros e cíclopes.

God of War 3_Fundo

Aonde quer que você olhe, os detalhes estão soberbos.

Os puzzles, que sempre estiveram presente na série retornam neste terceiro capítulo, e com algumas inovações interessantes. Agora, ao carregar um bloco que precisa ser colocado em outro local, você pode rotacionar o objeto usando o botão analógico R, o que elimina as mesas rotatórias presentes nos jogos anteriores com a mesma finalidade. Outro ponto interessante ocorre perto da primeira metade do jogo, onde você é obrigado a encontrar a saída de algumas salas usando dispositivos que mudam a orientação da mesma, e te colocam hora de lado, hora de cabeça pra baixo. Além disso, em um específico labirinto, o jogo usa um sistema parecido com a engine de Ecochrome para que você encontre seu caminho usando não só os locais físicos, mas também a perspectiva destes locais. Outra inclusão inédita à série é uma parte do jogo onde um determinado personagem age em conjunto com Kratos, seja auxiliando na resolução de alguns puzzles, seja para ser resgatado de um grupo de inimigos.

God of War 3_combates3

Efeitos de luz e sombra em excelente harmonia…

O jogo apresenta alguns pequenos bugs, principalmente no que diz respeito às famosas invisible walls. Embora seja um mundo amplo, vasto e detalhado, em GoW3 não há muito espaço para sandbox e exploração, e a aventura se mostra bastante linear, a exemplo dos seus anteriores, e em algumas seções, tudo o que impede Kratos de prosseguir para fora de seu caminho é um arbusto, ou um bloco da altura dos joelhos do espartano. Além disso, alguns pulos inofensivos à primeira vista podem se tornar uma séria dor de cabeça devido à falta de precisão das plataformas em decidir o que é borda e o que não é. Além disso, algumas seções fazem com que você morra sem motivo aparente, mesmo estando em locais fechados e aparentemente sem pitfalls.

God of War 3_Vôo

A câmera do jogo, como tem sido marca registrada da série, é fixa, e o analógico direito fazendo o papel de esquiva, e assim como seus antecessores, trabalha em grande harmonia com as suas ações, sem que você precise se preocupar com a visão do jogo. Logo no início, a apresentação faz um vôo rasante por toda a região do Monte Olimpo, indo das profundezes do Rio Styx, nos domínios de Hades, passando por Olímpia em guerra e pelos Titãs que escalam em direção aos Deuses, chegando à morada de Zeus e seus seguidores, e já neste ponto você tem certeza que está prestes a enfrentar uma batalha épica sobre traição e acerto de contas. Você ao mesmo tempo é uma peça minúscula nas costas de um colosso e uma peça principal no embate que está por vir. E em nenhum momento o jogo deixa de te lembrar isso.

god-of-war-3

God of War 3 pode dizer que cumpriu a sua missão. A história recebeu um desfecho interessante (e até previsto), e foi entregue num dos jogos mais bonitos e detalhados do Playstation 3. Todos os aspectos do jogo receberam a atenção que deviam, e o estúdio Santa Mônica aplicou com muita propriedade o ditado “se não está quebrado, não conserte” A câmera, fixa, o combate, o design e variação dos inimigos, os cenários, os quebra-cabeças, e cada um dos personagens e sua caracterização te dão uma boa noção do que os atuais consoles são capazes. Existem, claro, alguns pequenos erros, mas como um todo o jogo está perfeito. No fim das contas não se tratou apenas de um acerto de contas, mas uma redenção sobre uma vida cansada de guerras e pesadelos, e o mais interessante foi que todas essas emoções conseguiram ser passadas dentro do game, seja pelas mãos sujas de sangue de Kratos, seja pelos Quick Time Events que colocaram a ação nas mãos do jogador, seja pela viagem que o espartano faz às suas memórias numa animação diferenciada, seja pela intensidade com que Zeus e Kratos querem se destruir (e não somente derrotar), ou seja pela emoção de terminar um jogo desafiante. God of War 3, assim como vários outros jogos reforça a idéia de que videogames são sim uma forma de arte, sem perder o lado do entretenimento, ao apresentar a beleza de um roteiro bem contado manipulado por um jogador. Definitivamente, é uma obra-prima a ser apreciada por gerações.

[Tweet Post] O que esperar de Sonic 4

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Estou acompanhando com um pouco de esperança as notícias que saem sobre Sonic 4, jogo que promete retomar as origens do porco-espinho mais famoso do mundo dos games. Sonic 4 está sendo alardeado sobre a sua jogabilidade bi-dimensional, como uma das maiores provas que a Sega resolveu desistir do mundo 3D que simplesmente não encaixava com o clima e a atmosfera do jogo. Outra boa notícia diz a respeito do abandono de todo o zoológicos de personagens secundários desnecessários, mantendo Sonic como a estrela, talvez Tails como um backup (como fazia nos jogos Sonic 2 e Sonic 3), e eu particularmente torço para que Knucles também faça uma ponta. É um dos personagens BadBoys que mais me agrada, mas também parei por aí. Nada de interesses amorosos, gatos pescadores retardados, mulher-morcego ou jacaré de headphones.

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Você de Azul no centro da foto, tá escolhido. O resto está dispensado.

Uma das coisas que sempre me agradou jogando aqueles joguinhos lá da era 16-bits era a sensação de que o jogo transmitia por ser real. Ok, eu sei que não existe porco-espinho azul na natureza, mas o meu foco é na jogabilidade. Você apertava o direcional, Sonic primeiro andava, depois corria, e depois disparava. Se por acaso aparecesse uma subida, você perdia a velocidade, e em situações de descida você voltava a ganhar velocidade. Simples, e em resumo, a gravidade funcionava. Nos games mais recentes, com raríssimas exceções, bastava apertar o direcional e já se iam 15 telas que você mal teria tempo de observar. Os detalhes trabalhados pelo cenário se tornavam inúteis, já que você mal poderia ver o que estava acontecendo, e com isso, possibilidades de explorações de possíveis rotas alternativas se perdiam. Se haviam camadas por baixo do caminho principal, ficaram presas à má jogabilidade. E isso sempre foi um dos grandes motivos de ligar meu Mega Drive e procurar por estes caminhos.

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Essa tela pra mim representa um dos melhores jogos do Sonic. E da era 16 bits também.

Por fim, acho que Sonic 4 pode ser um dos maiores pontos da Sega em anos com relação ao seu principal (e mais lucrativo) mascote. Mas não quero que seja só isso: quero que o Episódio 1, como está sendo intitulado o primeiro pacote de download, seja mais do que suficiente que podemos sim ter diversão com o Sonic mesmo após este game esteja terminado, e que reacenda todas as emoções que tínhamos quando controlávamos o porco-espinho azul lá nos 16 bits!

[New Game] – As novidades que vem por aí!

Post_NewGame

Enquanto o Review de God of War 3 não fica pronto, vou deixar aqui 3 dicas de jogos que estão pra sair e que podem ter dar uma nova perspectiva de como os jogos podem mesclar jogabilidades sem ficar confuso. Quem sabe o pessoal que fez Brutal Legends não aprenda alguma coisa interessante?

Splinter Cell Conviction – Se você ainda tinha dúvidas de qual jogo vai comprar para o XBox 360, este definitivamente é um must buy. Para aqueles que acompanham a série, que está lançado o seu sexto jogo no dia 13 de abril, é uma excelente oportunidade de rever Sam Fischer, o mais qualificado agente da unidade especial Third Echelon, retornando à ativa.

Sam Fischer

Não se deixe enganar pelos cabelos brancos…

A história se desenvolve dois anos após os eventos de Splinter Cell: Double Agent, com Sam indo atrás da verdade sobre a morte de sua filha, após descobrir que na verdade, não foi um acidente. Rompendo ligações com sua antiga agência, a Thir Echelon, Fischer se vê sendo caçado pela nova versão de sua antiga empregadora, agora envolvida em burocracia e negócios obscuros. Após seguir alguna passos que levariam ao assassinato de sua filha, Fischer descobre estar no meio de uma ameaça muito maior, como a destruição de Washington DC.

Escudo humano

Nem todas as equipes de elite juntas são páreos para Fischer…

Após 3 anos que separa Double Agent de Conviction, não é de estranhar que alguma novidades interessantes apareçam na jogabilidade, e com certeza Fischer aprendeu muitos truques novos que pretende colocar em prática. Uma das inovações presentes, é a chamada Last Know Position, onde Sam se esconde atrás de algum objeto após ser visto, e rapidamente troca de lugar, dando a impressão aos seus perseguidores de ainda estar naquele local, e abrindo a retaguarda para tirar cada um deles no modo stealth. Além disso, mesmo estando sem poder contar com a ajuda da Third Echelon, Fischer terá acesso à novas armas e upgrades, além de se mostrar no auge de sua capacidade física e agilidade.

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Splinter Cell: Conviction sai no dia 13 de abril, para XBox 360 e PC.

Just Cause 2 – Vou começar dizendo que eu não fazia idéia de que havia um jogo anterior, e isso aumentou a minha curiosidade com relação à ele. JC2 conta a história de um mercenário do estilo “one man Army”, cuja principal função é criar o caos em uma região para que o grupo rebelde que o contratou possa entrar e tomar o poder. Ok, a história não é o foco que chamou a minha atenção, mas se você reparar nesse gameplay, vai entender do que estou falando.

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Armado com um arpão duplo e bastante munição e granadas, “The Scorpio” é capaz de fazer os movimentos mais absurdos para provocar a destruição e enlouquecer seus alvos. A mistura de engines quando joguei o demo me pareceu sólida, embora alguns controles ainda estavam bem imprecisos. Just Cause 2 deixa o jogador livre para o que quiser fazer, desde que tenha seus inimigos na mira e o alvo do seu arpão dentro do alcance. A destruição que você pode causar aparentemente não tem limites, e sua munição pode ser reposta das mãos de um inimigo caído. Claro que quando fui tentar refazer os movimentos do gameplay acima no demo, nada deu certo, e a granada que joguei aos meus pés foi a minha causa mortis umas 3 vezes.

Rico The Scorpio

Objetivo: Criar Caos.

Embora não seja um jogo com publicidade ou atenção suficiente para disputar títulos contra outros games do mainstream, Just Cause 2 pode ser uma nova fronteira que se abriu no que diz respeito à engines diferenciais trabalhando em conjunto. Uma das produtoras deste jogo é a Eidos Interactive, que recentemente lançou Batman Arkham Asylum (e logo depois comprou a desenvolvedora do game, a Rocksteady Studios), e já anunciou que vai lançar Batman Arkham Asylum 2 (título provisório). Como o teaser inicial mostrou, aparentemente este segundo jogo será ambientado em Gotham City, e algumas das armas que Rico usa, Batman já possui, como o arpão (grappling hook) e o para-quedas (a capa). Pode ser uma especulação idiota, mas acredito que Just Cause 2 vai servir para alguma coisa grande!

Parachute

Pelo que diz a produtora, o limite do jogo é a sua imaginação!

Just Cause 2 está disponível para PC, PS3 e XBox 360.

Dead to Rights Retribution – Não sei se alguém mais percebeu isso, mas o subtítulo Retribution é um dos que melhor se encaixa neste caso. A série Dead to Rights teve seu debut em 2002 como um exclusivo para XBox, mas posteriormente saíram versões para Playstation 2, PC e GameCube. A recepção do jogo não foi uma das melhores, pois apresentava um sistema de câmera confuso e um nível de dificuldade bem além dos demais jogos do gênero. Por outro lado, tinha uma história interessante e um tempo total de jogo bem maior do que a média dos demais de seu gênero. E agora, quase 8 anos após o seu lançamento, a Nanco anuncia o lançamento de Dead to Rights: Retribution, que marca a estréia da franquia nos consoles da geração atual.

Dead to Rights 2

Um jogo bom pra cachorro… #turumpss

Retribution está prestes a entrar num tipo de jogo já bastante saturado por outros excelentes exemplos (só nesta matéria temos dois!), mas que pode se sobressair caso consiga apresentar algo que os demais não possuem (sacou? Retribuição?? ahn, ahn??). Dead to Rights sempre foi conhecido pela presença constante do seu parceiro canino ao seu lado durante as suas missões, mas um detalhe extra acrescentado neste jogo me deixou curioso: em algumas seções, você vai controlar o cachorro. Antes que você pense bobagens, saiba que o cachorro é treinado em táticas de stealth, além de reconhecer munições e armas e trazer para o seu parceiro.

Dead to Rights

Dead to Rights mistura tiroteio e meele combate…

O jogo não teve maiores detalhes anunciados, e nem ao menos sei se ele será lançado neste ano ainda. Porém, como é um estilo de jogo que me agrada bastante, com certeza vou deixar a dica de que vale a pena conferir os reviews após o lançamento, e decidir pela sua compra.

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*Em tempo: O review de God of War 3 está quase pronto. Aguardem!

[Tweet Post] Novidades!

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Durante o mês de Março (e possivelmente em Abril também), o Dia de Gamer estará de mudança; por isso, vou deixar vocês com algumas boas indicações sobre o que fazer até termos mais novidades, e quem sabe um review de God of War 3!

  • Este que vos escreve participou de mais uma edição do Nerdrops, comentando algumas notícias que agitaram o mundo dos games! Você pode acompanhar a edição número 35 neste link: Nerdrops
  • Também estive como de costume no NerdStation, o podcast do Território Nerd, comentando sobre os grandes vilões dos games, num bate-papo descontraído que contou com a participação do André Guerra e do Slash Rick, podcaster do NowLoading; Você pode acompanhar esta conversa neste link aqui: NerdStation
  • Mais um artigo meu saiu no Nerdrops, comentando sobre a Maturidade e o papel das Mulheres nos games. Vale uma conferida: Artigo
  • Ainda neste mesmo assunto, gostaria de recomendar as “video-lectures” do Daniel Floyd, que mesmo sendo em inglês, apresentam uma linguagem interessante e bem dinâmica para discutir o mesmo assunto do meu artigo. Segue abaixo um dos 7 lectures disponíveis no YouTube;

A dica foi do prórpio Slash_Rick!