Author Archives: Guilherme Costa

Está chegando o novo console da Nintendo!

Reportes iniciais do Wall Street Journal indicam que a Nintendo já está começando a enviar os dev kits para alguns desenvolvedores selecionados . E isso é bom por dois motivos!

  1. Possivelmente teremos o Nintendo NX oficial (esse nome ainda é fantasia) possivelmente no ano que vem, já que pra estar nesta etapa, a coisa está bem acelerada.
  2. Os desenvolvedores poderão dar pitacos na máquina final, e essa é a melhor estratégia para trazer 3rd parties pra dentro do seu console. PS4 e XBox One que o digam!

Nintendo Consoles

Não existem muitas informações sobre o que é o console, mas uma teoria que eu gostei é  que se trata de um “sistema de distribuição”, mais do que um console mesmo. Pode até ser uma iteração nova do WiiU usando o que a tecnologia dele acertou, e um controle mais portátil, similar ao 3DS.

Dei meus pitacos sobre o NX no Nerdstation, do Ricardo Rente lá no Território Nerd. Confere clicando aqui: Nerdstation 27

Nintendo Smash Bros

Agora é esperar o anúncio oficial da Big N, e esperar o lançamento de “New New Super Mario Bros NX”!

A reportagem do WSJ está aqui: Wall Street Journal

Brasil Game Show Pt 4 – The End

Última parte dessa epopéia sobre a maior feira de games do Brasil AND América Latina, e eu queria falar um pouco mais sobre o que não foi dito aqui ainda: como é a Feira sem os games?

BGS_NVidiaGente. Muita gente. Muita gente mesmo!

Antes de chegar na feira, você já sabe que pode ser um excelente evento quando tem transporte oferecido de graça para te levar até o local da exposição. E se tratava de um ônibus de luxo, daqueles leito para viagens intermunicipais. Haviam quase 10 ônibus em circulação, e dificilmente você ficava muito tempo esperando um para ir ao evento.

BGS_MinecraftStandes mega gigantes!

No primeiro dia houve uma pequena confusão na abertura dos portões, já que imprensa e público premium teriam que chegar à mesma entrada e isso acabou gerando uma confusão de filas. Já a partir do segundo dia, a situação já estava bem mais tranquila e não houve espera para entrar na feira. Ponto pra organização que mostrou que pode aprender com seus erros no dia anterior e corrigir no dia seguinte.

BGS_LanHouseUma mega Lan House organizada pra jogar Battlefront!

Desde o primeiro dia, uma coisa me chamou a atenção de cara: o evento é mega acessível, pra qualquer tipo de público, e isso inclui idosos e crianças, pessoas de muletas ou cadeirantes. Aliás, vários membros da organização são cadeirantes e servem de apoio pra qualquer tipo de ajuda necessária. E por mais que eu não tenha visto muitos cadeirantes visitando a feira, haviam rampas de acesso por todos os lados dos standes, o que mostra a preocupação com todo tipo de público presente na BGS.

BGS_StarWarsMirimMini jogador de Star Wars. Nhóin!

Os standes da Microsoft e da Sony também mostraram que respeitam e incentivam a feira. Por exemplo, o time Xbox trouxe uma demo jogável de Quantum Break (coisa que nem a E3 teve); a Sony apresentou oficialmente a lutadora Laura, e logo em seguida todos os builds de Street Fighter V na feira liberaram a personagem para ser jogada na feira. Esse tipo de atitude reforça a idéia de ter uma feira brasileira no mapa das convenções de jogos mundiais.

BGS_SFVTinha Street Fighter em 7 stands diferentes.

Por mais que estivesse lotado no Sábado e no Domingo, resultando em muita fila pra quase qualquer coisa, a organização das filas funcionava. De um dia para o outro, quando havia necessidade, o stand responsável pelas filas colava fitas no chão orientando a formação da mesma, e a galera ficava (literalmente) na linha. Não houve confusão em nenhuma das filas que peguei, nem “espertões” querendo passar os outros pra trás, nem nada do tipo. E mais, quando havia necessidade de interromper a fila para alguma seção de fotos (por parte da imprensa no jogo que você estava esperando), o pessoal levava de boa e aguentava alguns minutos a mais.

BGS_RiseTombDemo Jogável de Rise of Tomb Raider

Se existe um ponto negativo, seria a questão da programação dos stand. Não havia muita informação sobre o que aconteceria em cada dia, ou os horários de cada palestra ou anúncio nos standes principais, e há menos que você ficasse sempre no mesmo stand, era capaz de perder muita coisa. É obvio que as programações podem sofrer alterações, mas algumas mais fixas poderiam estar dispostas no stand, em algum telão, ou serem noticiadas com mais ênfase no próprio aplicativo da BGS.

BGS_CoDBOps3

Uma outra crítica menor seria a respeito da área reservada para os Indie Developers. Estando bem afastado dos standes principais, acredito que a grande maioria dos visitantes mal teve a chance de conferir os excelentes jogos feitos no Brasil que estavam sendo exibidos na feira. Por mais que seja louvável a atitude de ter esse apoio para os Devs nacionais, havia chance de colocar os mesmos mais próximo ao público, bastando uma mudança simples de localização. Pra piorar, havia uma boa área reservada para um jornal do estado de São Paulo, com estande montado e tudo, que ficou VAZIO todos os dias da feira. Era do lado do stand do Youtube Gaming, e próximo ao palco do Brasil Game Cup. Uma pena, e poderia ter sido remediado ainda nos primeiros dias.

BGS_PainelWarner

Eu acredito que já falei isso por aqui, mas fiquei impressionado com a BGS de uma maneira geral. Conversei com algumas pessoas da organização e todas elas foram unânimes em dizer que o público se comportou bem, e que por maiores que parecessem, as filas andavam bem rápido. E eu acho que esses são pontos fundamentais para uma boa feira de jogos. Ano que vem tem mais!

Brasil Game Show Pt 3

Vamos a terceira parte dessa epopéia da Brasil Game Show, agora comentando sobre o que testei na feira. Por enquanto, claro.

  1. Rainbow Six: Siege – A mais nova iteração sobre a equipe especial Rainbow Six está pra chegar pela Ubisoft, e o jogo se baseia em uma equipe invadindo e outra defendendo um local. Os cenários que haviam presentes eram todos relacionados à terroristas que invadiram um local e armaram uma bomba, e um esquadrão de policiais que deve se infiltrar e desarmar a mesma. Cada time de 6 componentes é formado baseado nas ações que os jogadores devem fazer, e cada um tem uma tarefa bem definida. Não havia a possibilidade de 2 pessoas pegarem a mesma função, o que mostra que a equipe deve trabalhar junta pra conseguir ter sucesso. Lançamento previsto para 1 de Dezembro desse ano;
    BGS_RainbowSix
    BGS_RainbowSix2
  2. Star Wars Battlefront – O mais esperado game de Star Wars desde… bom, desde sempre, já que os últimos jogos foram cancelados sem maiores explicações. Com intuito de representar algumas das mais famosas cenas de batalha da série clássica, o jogo foca muito no multiplayer e coloca os jogadores nos cenários de Hoth, Tatooine e Endor (entre outros). As batalhas são separadas em modos Horda (com ondas de inimigos aparecendo de tudo quanto é lado e te dando tiro), ou em “tower defense”, onde uma equipe protege e outra ataca um determinado alvo. Ainda existe um modo de combate que utiliza as naves clássicas em batalhas espaciais e você pode se aliar aos rebeldes ou ao império. O jogo está prometido para dia 17 de novembro e sim, eu aceito como presente! 😀BGS_Battlefront
  3. Street Fighter V – A mais famosa série de lutas da Capcom chega a sua quinta versão principal, e conta com alguns novos personagens, como o bestial Necalli, o árabe Rashid, e a brasileira Laura. O jogo sofreu leves mudanças na jogabilidade com uma nova barra de especial que permite contra golpes, reversals e ataques especiais capazes de equilibrar uma partida que já estava ganha. O jogo sai em Março de 2016, e os donos de PC e PS4 poderão jogar em cross play, independente da plataforma.
    BGS_SFV
  4. Mirror’s Edge Catalyst – A sequencia do jogo aclamado pelo público de 2008, Mirror’s Edge Catalyst segue contando a história de Faith, uma courrier rebelde-ninja-parkour que luta contra a dominação dos sistemas de informação de companhias ultra poderosas que já tem ramificações na política e na polícia. Ou se nada disso te importa, é o jogo mais parkour que já houve. Pude testar o demo no stand da Warner, mas era proibido fotografar ou filmar qualquer coisa sem as devidas autorizações. O que eu posso dizer é que o jogo responde bem às expectativas de quem curtiu muito o primeiro. Sem previsão de lançamento, mas provavelmente será no final de 2016.
    BGS_MEdge
  5. Samsung VR – Não necessariamente um jogo, mas uma experiência virtual tridimensional. Você coloca o óculos na cabeça, encaixa o seu Galaxy S6 ou One Note na frente, e ele traduz a movimentação da sua cabeça em um ambiente 360˚, independente de onde você olhe. É uma experiência interessante, e se for bem aplicada pra alguns jogos, será quase mandatório para imersão. Na demo presente na feira, você pega uma onde virtual, enquanto se equilibra em uma pranche presa numa estrutura no chão. Já se encontra à venda no exterior, sem previsão no Brasil.

BGS_Rift2
BGS_Rift

 

Ainda pude testar versões de 346 jogos de Lego presente na feira, jogar a demo de Resident Evil Origins Collection, que é o remake de Resident Evil ø, e o remake de Resident Evil 1 de Gamecube (que por si só já é um remake, só que do PSX. É um remake do remake!). Desses dois, o Resident Evil Collection foi o que mais me deixou frustrado, já que tinha alguns bugs bizarros. E o que mais preocupa é que ele deve sair em Janeiro de 2016.

Vale ressaltar que as filas para testar jogos no sábado estava bem mais caótica do que o esperado, e por isso tive que selecionar bem o que eu iria esperar pra jogar. Pelo menos, Mirror’s Edge Catalyst valeu bem a pena.

Brasil Game Show Pt 2

E continuamos com a nossa saga na maior feira de games do Brasil. Nesse segundo dia, havia muito mais gente, já que foi o primeiro dia aberto ao público, o que significou mais filas e mais espera. E o pior ainda está por vir no sábado 😀 .

BGS_StandPS

Considerando essa cambada que se aglomerava e a minha total falta de paciência de ficar em filas por mais de 10 minutos, não deu pra testar muitos jogos, mas se eu der sorte, testo mais alguns hoje. Quantum Break, Mirror’s Edge Cataslyst e Rise of Tomb Raider estão na lista do quero-quero.

Se alguma coisa me chamou a atenção bem forte nesses dois primeiros dias de evento, foi a visível intenção das empresas de apoiar o mercado nacional, e isso se dá por causa de algumas pistas.

  1. O tamanho dos estandes é realmente impressionante. As áreas da Microsoft, Sony, Ubisoft, Activision e Warner estão realmente grandes, e contam com muitas máquinas com vários jogos para que os gamers possam testar novidades nas feiras. Considerando que era mais simples e barato mandar meia dúzia de consoles e colocar um logo no topo pra dizer que apoiou a feira, ter essa presença toda é muito animador. Tanto Sony, Microsoft, Activision, Ubisoft e Warner estão de parabéns pelo incentivo.BGS_Battlefront
    BGS_CoDBOps3
    BGS_Battlefront
  2. A Microsoft mandou inclusive o presidente da divisão XBox, Phil Spencer, para a feira desde o primeiro dia, e o cara foi mega solícito dando entrevistas e interagindo com os fãs. Foi a primeira vez efetiva que um executivo de “alta patente” de uma das maiores empresas do ramo faz uma aparição dessas aqui no Brasil.

    BGS_PhilSpencer

  3. A Microsoft deu destaque para Quantum Break e Rise of the Tomb Raider, visto que são dois jogos ainda por vir, e inclusive com demos jogáveis, coisa que nem a E3 teve (toma essa!). Quantum Break ficou na saudade na convenções da game passadas e está aqui disponível para testes. E o jogo só sai em 2016.
  4. Por mais que eu já tenha deixado de seguir Cavaleiros do Zodíaco, eu acredito que a Sony mandou muito bem num detalhe: trouxe o produtor do jogo (que estava fantasiado de Aiolia de Leão), e contratou os dubladores oficiais do desenho, para que os fãs brasileiros pudessem se sentir em casa quando jogarem o jogo. Ainda nesse tópico, mais duas novidades: um pacote de roupas de personagens exclusivo pra América Latina (region based DLC), e a inclusão de todas as sagas mais famosas dos desenhos na mesma campanha. O jogo já está disponível para compra.

    BGS_CDZ2

O que eu estou gostando bastante da feira é o interesse em mostrar presença por parte de todas as empresas, a organização e o respeito das filas (apesar de imensas), e o tamanho da área de exposição que comporta bem a quantidade de gente aqui. Hoje tem mais feira, e depois disso mais posts.

 

BRASIL GAME SHOW! Parte 1

E finalmente, nesse ano da graça de 2015, eu vou poder acompanhar todos os dias da Brasil Game Show (ou BGS porque sou preguiçoso) e posso finalmente dizer: QUE. EVENTO. FOD*!

BGS_Entrada

Vamos começar pelos começos e terminar pelos términos: Eu fui na primeira edição da pseudo-iteração da BGS quando ainda se chamava Rio Game Show (lá no centro do RJ, Pavilhão 1 do Centro de Convenções  SulAmérica). Mais roots, impossível.

Quando eu fui, eu não curti. Já havia a exposição de consoles antigos, que na época já era um acervo impressionante de máquinas históricas, mas era basicamente isso e mais alguns consoles ligados pra uma competição de Pro Evolution Soccer ou qualquer coisa do tipo. Obvio que tudo começa de baixo pra depois crescer, mas eu fiquei mega “chatiado” e fui xingar muito no twitter. Ou aqui mesmo, provavelmente.

BGS_ACSyndicate

Mas a história mudou bastante. O público aceitou a proposta da feira, aguentou firme por toda aquela fase inicial, e hoje a feira já é considerada uma equivalente à convenções internacionais para todo o povo da América Latina. #fuckyeah

BGS_CoDBOps3

Esse ano não foi diferente. Presenças de gerentes regionais dos maiores consoles do mercado (XBox One e Playstation 4), produtores de jogos de peso como Street Fighter V (Yoshinori Ono – um figuraça!), e até o Presidente da Divisão XBox da Microsoft, Phil Spencer , estão na feira.

BGS_OnoSan

Ontem, dia 8 de outubro de 2015, a feira foi aberta para a impresa e para os pagantes do ingresso premium, e pelo que constatei, é o dia mais tranquilo e mais vazio de todos os 5 planejados para o evento. Foi possível testar os betas de Rainbow Six Siege, Star Wars Battlefront, Street Fighter V, Call of Duty Black Ops 3, Rise of the Tomb Raider e alguns outros. Haviam ainda estações com jogos disponíveis como Destiny: The Taken King, Uncharted: Drake’s Collection, Need For Speed, Batman Arkham Knight, Just Dance, Fifa e outros e outros e outros porque sinceramente não dá pra ficar listando tudo que temos ali.

BGS_PSStand

Hoje temos o segundo dia de feira, o primeiro aberto ao público, e a expectativa está alta, já que os ingressos de sábado e domingo estão esgotados. Poderei acompanhar o crescimento populacional ao vivo!

 

[GAME ON] Porque precisamos de games como Sunset Overdrive?

Post_GameOn

É interessante como alguns jogos pode representar um freio em sua imersão nos mundinhos dos games. Eles podem causar tanta desconexão com o que você está acostumado a jogar, que pode ser entendida como férias a suas “necessidades de jogos diária”. E mais recentemente senti exatamente isso sobre Sunset Overdrive.

2622803-sunset-overdrive-mugger-od

Eu me considero um “hardcore gamer”. Ok, se você olhar para os meus (muito poucos) troféus Platina ou “1000 Gamescores”, talvez você não vai me considerar hardcore, e talvez eu seja apenas mais um jogador. Mas para mim, cada jogo é uma tarefa diferente, e eu devo “completar” a maioria deles. Assim, na época em que temos lançamentos um após o outro, eu me vejo numa situação estranha: um monte de jogos lançados semana após semana, dentre esses que há uma boa quantidade que eu quero jogar, alguns deles que eu realmente preciso de jogar, e um ou dois me sinto obrigado a terminar tudo (mas acabo falhando miseravelmente). Normalmente a minha agenda está uma bagunça nessa hora, sem mencionar minha cabeça.

Recentemente, eu joguei jogos como Shadow of Mordor, Sniper Elite 3, Call of Duty: Advanced Warfare e voltei para o clima apocalíptico de The Last of Us no PS4, para testar minhas habilidades no novo modo Grounded. E estes jogos dão o tom do que eu estou tentando explicar. Você precisa pensar e planejar cada passo que você dá com Joel e Ellie, se você quiser sobreviver até a próxima esquina. Você precisa localizar e eliminar os soldados inimigos para não ser morto, a fim de avançar na história de Call of Duty. Você precisa alinhar seu tiro, controlar sua freqüência cardíaca e ouvir os sons ao seu redor para acertar um headshot sem revelar a sua posição de sniper. E cada vez que você consegue realizar esse tipo de tarefa, você pode voltar a respirar um pouco mais tranquilo, até o próximo desafio torna-se evidente. Se você embarcar nos mundos apresentados no jogo, você sente o peso de cada tarefa. E é assim que eu gosto de jogar: imerso , respeitando os limites previstos no jogo e entrando na pele do personagem.

2643422-sunset-overdrive-e3-propain-launcher

Mas de vez em quando, uma brise leve aparece no formato de um jogo mais despretensioso, e o candidato para este ano é o Sunset Overdrive. Simples, envolvente e divertido, Sunset Overdrive é que tipo de jogo que você realmente pode pegar e jogar por horas sem avançar na história . Ou passar horas caçando seus inimigos e criando novas formas de dizimar ondas e ondas de bandidos (ou criaturas) apenas pelo prazer de obliterar criaturas. Sunset Overdrive não se leva a sério demais, e isso é bom. Se você se sente da mesma forma que eu (sobre a obrigação de terminar um jogo), Sunset Overdrive pode lembrá-lo de que nem tudo é missão, e nem todos 30 minutos são uma guerra, nem todo movimento terá consequências para você. Até mesmo morrer é divertido, a fim de ver todas as animações de respawn.

Não me interpretem mal, eu não estou dizendo que o jogo é “fácil” ou “não indicado para os jogadores hardcore”. Pode ser, se você decidir aceitar a sua história e ignorar todos os truques “vídeo-gamey” usadas para avançar os fatos dentro do jogo. Mesmo o jogador (que por sinal é realmente chamado “player” no jogo – ele nem sequer tem um nome próprio) perguntas isso às vezes, e tem algumas das melhores interações com os NPCs que devem desaparecer até o momento em que o jogador tem o controle novamente, após a cutscene. Claro que você pode fazer desse jogo um compromisso pessoal e obter todas as conquistas, recolher todos os equipamentos / upgrades / pacotes escondidos no jogo, não deixando pedra sobre pedra no caminho, ou mesmo aperfeiçoando todas as armas e upgrades para fazer maravilhas com cada tipo de inimigo específico.

2643423-sunset-overdrive-e3-rollercoaster-1

Precisamos de jogos como este de tempos em tempos. Como os videogames crescem como uma mídia interativa e desenvolvem-se em uma das melhores ferramentas para contar histórias da geração atual, é fácil sentir-se imerso em mundos diferentes, conhecer novas personas e se sentir obrigado à se preocupar com eles. Mas, novamente, é bom dar um passo para trás e apreciar a matança sem sentido simples de criaturas enquanto a física realmente não importa, e os melhores visuais são apenas um detalhe para enriquecer a sua experiência. Isso me ajuda a recuperar o fôlego depois de algumas sessões de Last of Us ou Advanced Warfare.

[Game ON] Decapre??

Post_GameOn

Recentemente a Capcom anunciou qual seria o seu quinto personagem inédito para o lançamento de Ultra Street Fighter IV, previsto para ser lançado em Junho próximo, e o que mais surpreendeu foi a falta de criatividade da Capcom nesse quinto personagem.

new-characters-for-ultra-street-fighter-4

Decapre, ou “Cammy de máscara”, pertence ao grupo de “Dolls” do M. Bison, que obedecem ordens diretamente dele, e de onde saíram a própria Cammy, além de Juni e Juli, contra as quais você luta em Street Fighter Alpha 3. Basicamente, Decapre só difere da Cammy em agressividade e por possuir duas garras pontudas na mão.

 ultra_street_fighter_4_decapre

Sério, Capcom? Acabou a criatividade já? Vocês mandaram até bem com a Juri (que apareceu no Street Fighter IV), com o Gouken, que tinha umas variações legais de golpes famosos do Ryu e do Ken, e também curti a C. Viper com sua jogabilidade de ataque diagonal, que deu mais chance pra estratégias diferenciadas.

 usf4-scr10jpg-e971c2_640w

Mas aí você, dona Capcom, me anuncia o Ultra Street Fighter IV, e diz que o personagem inédito é a Cammy??? Ah não…
Junto com a Decapre, entram no roll Hugo e Poison (direto de Final Fight), Rolento (que já esteve na série Alpha), e Elena (a capoeirista de Street Fighter 3).

 usf4-scr1jpg-e971c5_640w

E pelo visto não fui só eu quem não achou nada de mais a personagem nova. A galera do Outside the Box fez um vídeo bem interessante mostrando 9 alternativas que poderiam entrar em Ultra Street Fighter IV

 usf4-scr7jpg-e971c0_640w

Não sei se a Capcom vai aprontar mais alguma, mas Ultra Street Fighter IV vai ser lançado agora em Junho de 2014, com cópias físicas, ou por opção de Upgrade online de Super Street Fighter IV.

metal-gear-solid-x-the-phantom-pains01jpg-e94a81_640w

[New Game] MGS V: Ground Zeroes – Decepção?

Post_NewGame

Infelizmente é triste afirmar isso, mas Metal Gear Solid V – Ground Zeroes é um misto de decepção e prazer (!).

mgsvgzssbctitleps4png-df11d0_640w

Vamos colocar as regras do jogo aqui:

  1. Eu falarei do jogo em si;
  2. Eu não irei mencionar spoilers;
  3. Eu fiquei muito puto com um detalhe do jogo.

mgsvgzssbcsshidejpg-56a3b2_640w

Metal Gear Solid V Ground Zeroes (que será abreviado para MGSV:GZ porque escrever Metal Gear Solid V Ground Zeroes é longo e tedioso) é um excelente exemplo dos traços de Mr Hideo Kojima, além do logo e do “look&feel” da Konami, e É um verdadeiro Metal Gear Solid (sem essa de espadas cortantes de ninjas de salto alto – Metal Gear Revengeance , estou olhando feio pra você!).

la03jpg-8830ad_640w

Servindo como Epílogo para o Phantom Pain, que deve ser lançado em algum momento no futuro (no momento que escrevo esse texto está sendo dito pelas interwebs que talvez o jogo só saia em 2015), MGSV:GZ basicamente coloca você na pele de Big Boss, dentro de uma base americana em Cuba para resgatar Chico, o garoto que movimentou todo o jogo anterior, Peace Walker. E aí começam os problemas.

mgsvgzssbcrescuevehicle6jpg-56a3b5_640w

O jogo é basicamente isso. Com o intuito de ser somente o epílogo, ele consta com só essa missão, e se você, caro leitor, imaginou que dá pra zerar em 2hs, você está bem errado. O jogo termina em menos de 1 hora (e speedruns no youtube provam que dá pra fazer em 10 minutos, ou até 6 minutos).

metal-gear-solid-x-the-phantom-pains01jpg-e94a81_640w

É aqui que eu preciso parar o review e fazer uma observação: WHAT DA FUCK, KOJIMA???? Se você quer lançar um “demo” da sua engine nova, e dizer que é um Epílogo, pelo menos lance por DLC (e corte os custos de mídia física), e deixe pelo menos 2hs de jogo! Não precisa nem sair da mesma base que tem no jogo, mas 30 minutos??? Eu joguei a primeira vez despreocupado, e acabei com o jogo em 67 minutos. Ok, eu jogo Metal Gear desde sempre e isso ajuda a reduzir um pouco, mas eu não sou nenhum pro-gamer, e ainda assim acredito que poderia ser mais longo. Ou ter mais desenvolvimento. Ou que pelo menos as rotas de guarda dos patrulheiros mudasse a cada Mission. Claro, existem missões secundárias, mas o foco do jogo não devem ser os extras, e sim a história principal. Bad move, Kojima.

la05jpg-e94427_640w

Agora, quando vamos falar do jogo, ele contém a mesma qualidade de sempre. O jogo é fluido, as cenas são inacreditáveis de tão bem renderizadas, a cara dos soldados consegue ser quase única, e os efeitos de chuva só ajudam a criar a atmosfera de falta de esperança e desespero que Big Boss tem que contornar. Os controles funcionam bem intuitivamente e até a movimentação do Big Boss levou um leve upgrade, com alguns movimentos de transição mais realistas quando ele deixa de andar e começa a se arrastar. A história mais deixa perguntas do que sana respostas. Fazer o link entre Peace Walker e Phantom Pain vai em tese ajudar a entender o Outer Heaven (que eu secretamente espero que apareça no próximo jogo). Se tudo der certo, a famosa base onde Solid Snake (o filho) fez sua fama pode acabar sendo citada em algum momento e talvez um remake de Metal Gear (o de MSX) apareça por aí.

mgsvgzssbcpinking4jpg-56a3b8_640w

Visto que o jogo é muito curto, eu mal posso falar de mais detalhes com medo de mandar algum spoiler, e por isso esse review está bem capenga. Mas baseado nesses dois pontos (qualidade e duração), eu ainda assim recomendo que você jogue MGSV:GZ, já que ele aplaca um pouco a sua ânsia por um Metal Gear roots (Metal Gear IV saiu em 2008), e esquenta os motores para Phantom Pain. As side missions que desbloqueiam após terminar a história principal garantem um pouco de sobrevida, e como sempre existem vários segredos perdidos pelo jogo que você pode procurar. Mas não vai ser somente isso que vai apagar a sensação de “cadê o resto do jogo?” que você pode ter ao final da experiência. E mais, provavelmente MGSV:GZ será lançado como DLC quando o próximo jogo for lançado, e se você aguenta esperar, poupe seu rico dinheirinho.

[Game On] Você já jogou Spelunky?

Taí um jogo que mais me prendeu nos últimos tempos: Spelunky. Com cara de indie, jeito de indie, e horas de jogo de um hardcore viciante, Spelunky me fez esquecer os poucos lançamentos da geração PS3/XB360, e me fez segurar a onda antes de comprar um XBone ou um PS4 (até porque lançamentos bons tem sido poucos).

Spelunky-Art-2

Resumão rápido do jogo: Você é um explorador de cavernas (daí o nome Spelunky), e deve procurar seu caminho por entre minas, selvas, cavernas de gelo e templos indígenas, catando pedras preciosas, ouro, diamantes e quem sabe até salvando as donzelas em perigo.

Spelunky

O que mais chama atenção no jogo é que ele é cruel. Morreu? Game Over. Simples e direto, sem ter direito a vidas (você pode ser atingido até 4 vezes, mas morrer é uma vez só), sem continues, sem macetes, e você conta somente com sua habilidade e experiência (e muita, mas muuuuuuuita paciência) para avançar.

Spelunky-danger

“Ah, mas então é só decorar o caminho e fazer speed run!” Calma, pequeno gafanhoto: as fases são aleatórias. Explicando: as 4 primeiras são dentro de minas, as 4 seguintes são na selva (e por aí vai), mas você nunca irá ter a mesma fase 4-1 duas vezes. A geração dos cenários é aleatória, tanto nos obstáculos, quanto nos prêmios, o que te obriga a ter uma estratégia pra cada encontro. A progressão de dificuldade existe (com mais inimigos e até inimigos mais fortes quando você avança), e as fases mais avançadas exigem um reflexo um pouco maior.

Spelunky Aliens
Não lembro quanto paguei pelo jogo, mas só de considerar que já tenho quase 50 horas de jogos dentro dele (dividido em pedaços frustrantes de 20 minutos), já valeu mais a pena do que alguns AAA games que saíram por aí. O jogo tem excelentes motivos para se jogar por horas, sejam por causa de fases secretas, personagens desbloqueáveis e a vontade de morrer de tudo quanto é jeito, mas o desafio de chegar um pouco mais longe é o motivador que você precisa mesmo.

Spelunky Donzelas

E quando o modo campanha te estressar demais, ainda tem o modo Deatchmatch que pode ser jogado com bots, onde até 4 inimigos se enfrentam numa tela só para saber quem resta e completa um total definido de ponto, esmagando a concorrencia e se tornando o ultimate modafoca explorador de Spelunky.

Spelunky-Run

 

Spelunky está disponível para quase 1 milhão de plataformas, e se der mole até seu microondas tem port desse jogo. E vale muito a pena. Boa exploração!!

lastofus__span

[NEW GAME] O Final de Last of Us {SPOILERS!}

Post_NewGame

Eu joguei. Eu assisti. Eu me escondi. Eu fiz escolhas… Eu vivi The Last of Us.
E eu sempre questionei esse nome, porque após jogar, vi que a temática era recriar, não só sobreviver. E eu zerei o jogo. E aí, eu entendi.

The Last of Us é um excelente jogo, e isso já não se tem dúvidas. Mas o que muita gente se questionou foi sobre suas conclusões, e até mesmo eu fiquei parado pensando se eu faria o mesmo que Joel fez ao final quando estivemos tão perto de uma saída daquela situação apocalíptica.

lastofus__span

Ok, spoilers pra caramba daqui pra frente. Siga por sua conta e risco.

Se você observar o jogo como um todo, seu foco e sua opinião sobre o final pode mudar. Ou não, já que não tô aqui pra mudar a cabeça de ninguém. Reparou quais são os verdadeiros perigos do jogo? Você notou que os encontros com humanos são mais perigosos que os encontros com zumbis? Você parou pra observar que a sociedade ruiu não só no sentido físico, mostrado pelas rachaduras dos prédios, mas pela truculência baseada em medo da polícia ao atirar em inocentes, ou de desconhecidos te julgarem como inimigo simplesmente ao te avistarem?

LastofUs

The Last of Us nunca foi sobre zumbis, afinal. E eu achei que a Naughty Dog fez um bom trabalho em deixar isso mais ou menos subentendido. O jogo era sobre refazer (ou não) uma sociedade toda, e quando você percorre essa estrada você entende o que estava lá dentro.

Last-of-Us-wllpaper

Ao primeiro sinal de problema, tudo se acabou. E como já vimos em outras mídias apocalípticas, o fim quase sempre é o mesmo, com o lado mais sombrio do homem mostrando a sua cara. Aquele que sempre se sentiu amarrado pelas leis não pensa duas vezes antes de puxar o gatilho na cara daquele que ainda acredita em reestruturação. E de frente pra essa situação, eu passei a me questionar: vale a pena? Vale a pena a cura? Vale a pena salvar esses que sobraram porque eliminaram os que estavam abaixo? Vale a pena dar uma chance nova ao mundo?

Wallpaper-The-Last-Of-Us-

Eu achei que não. E eu entendi o Joel. Se eles serão os últimos de nós, como o título do jogo diz, que ele tenha de volta as alegrias de ser pai, mesmo que da Ellie. O sacrifício seria certamente em vão.