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Notícias sobre novos consoles, mudanças em sistemas, adaptações e outros.

[Consoles] E3 2010 – Sony

Saiba aqui todos os acontecimentos que rolaram na Press Conference da Sony na E3 2010!

A apresentação começou com um famoso lado que a Sony quase sempre coloca como introdução: números. E ainda foi mencionado a sobrevida do Playstation 2. Neste ano, ele completou 10 anos, sendo que a marca Playstation chegou aos 15 anos de vida. Jack Tretton fez o hosting, mas desta vez a seção boring business foi bem menor que o de costume. Tretton ainda aproveitou para demonstrar como está sendo o crescimento e a aceitação do PS3 como um “multimedia center” para as famílias. Sei.

3D – A Sony logo embarcou  no anúncio que seria uma das suas inovações nesta E3, o mundo tridimensional do PS3 com as novas televisões Sony com tal capacidade. Falou como a Sony “motivou” o uso de BluRays, e como o 3D será “naturalmente abraçado pelos usuário”. Como forma de demonstrar o que o 3D deve ser, emendou com um demo jogável de Killzone 3, já tridimensional, e jogou por duas seções diferentes. O visual foi bem impressionante, o que já é uma marca conhecida da série da Guerrilla Studio. Killzone 3 estará disponível em fevereiro de 2011, já em 3D e compatível com o PS Move. Anunciou também que vários de seus games estarão disponíveis em 3D em breve, como Gran Turismo 5, God of War 3, Uncharted 2, além de outros, e em questão de anos, toda a biblioteca de jogos estará no mundo tridimensional.

Killzone 3 – Os produtores da Guerrilla Studio demonstraram duas seções do próximo game de sua série de maior sucesso. Nas fases, foi possível perceber alguns elementos característicos, além de algun novos, dando um toque de inovação. Os gráficos do jogo continuam impressionantes, e a sensação de desespero quando se está prestes a morrer ainda é a mesma, com a tela cheia de respingos de sangue, em preto e branco e com som abafado pela sua própria respiração pesada (o que virou um padrão para os FPSs). De inovação, temos as seções onde você assume a artilharia de veículos, e mesmo embora estivesse presente no jogo anterior, parece que irá ocupar uma parte maior desta nova versão. Outro lado interessante é a utilização de jetpacks pelos seus inimigos (até serem abatidos) ou por você. No próprio demo já dá dicas de que a estratégia pode mudar de acordo com o seu arsenal, se você está usando o jetpack ou não, se você está dentro de um tanque ou não. Killzone 3 estará disponível em Março de 2011, já em 3D, e com suporte ao PS Move.

Apresentação da Sony parte 1

Sorcery – A demonstração deste game realmente me impressionou, pois mostrava um real potencial de utilização do PSMove, tanto com relação ao seu sensor de movimento quanto aos controles por botões em si. Uma coisa que sempre me preocupou com relação aos games neste caso é com relação à movimentação usual, o que em algumas demos do Kinect, por exemplo, deu a noção de ser totalmente automatizada. Na minha cabeça, os games de Harry Potter ficariam beeeeem melhores, mesmo para mim que não curte muito a saga.

Heroes on the Move – É o crossover que faltava. Todos os personagens que já tentaram a vaga de mascote da Sony estarão neste jogo, com exceção de Crash Bandicoot (e Kratos!). Jak, Daxter, Ratchet, Clanck, Sly Cooper e Bentler se revezarão num game com apelo bem infantil, mas que trará o princípio da diversão e exploração durante a aventura. Com suporte ao Move, óbvio!

Kevin Buttler – Ele ficou famoso com seus vídeos sarcásticos com o PS3, e ele fez uma das mais empolgantes apresentações informais da E3. Em resumo, sua idéia foi “Gamers querem games, com controles, sem controles, com sensores, com whatever, mas games com diversão!”. Essa frase representa muito bem o meu pensamento em games, e por isso gostei das 3 apresentações como um todo. Foi um bom momento no meio de uma apresentação técnica e formal.

PSP – Neste caso, faltou amor da Sony. O PSP como já conhecemos é um bom portátil, mas um re-desenho já está se fazendo necessário. Repetindo a estratégia anunciada em 2009, a Sony pretende elevar a categoria do portátil, com mais lançamentos exclusivos, como Metal Gear Solid, o novo God of War, além de outros games já sucesso no PS3 que não sofreriam mudanças indo pro portátil, como Little Big Planet e ModNation Racers. A Sony ainda tentar forçar o sucesso de realidade aumentada com o auxílio da câmera externa, com jogos como EyePet e Invizimals, mas a câmera não teve muita sorte no ocidente.

Playstation Home – Sério, isso ainda existe???

Apresentação da Sony parte 2

Little Big Planet 2 – Se o primeiro se baseava na premissa de criar novos cenários, o segundo vai ser fundamentado em criar novos games. Um jogo de plataforma sobre jogos de plataforma, e realmente fiquei interessado em saber como isso se realizará no PS3. Sackboy e sua turma, com suas milhares de opções em customização, já garantiram um lugar no hall dos personagens mais carismáticos dos games, e a MediaMolecule, sabendo disso, promete duplicar suas opções. É o mais perfeito exemplo de jogo hardcore para gamers casuais!

Playstation Plus – Como já havia sido noticiado, a PSN agora contará com um pacote opcional de assinatura, chamado PSN Plus. A grande mudança será que vários itens que podem ser comprados atualmente separadamente já serão disponibilizados para os assinantes, além de conteúdos exclusivos in-game, da Sony ou de third parties. Uma das dúvidas que surgiu foi a respeito do Chat Cross Game, se será disponibilizado para todos, somente para os assinantes, ou se fará parte do próximo firmware update.

Sony e EA – Ainda foi anunciado uma parceria da EA com a Sony, onde títulos como Medal of Honor e Dead Space receberão conteúdos exclusivos, algo como Dante’s Inferno fez no início do ano. Além disso, foi reafirmado o compromisso de trazer títulos como Crysis 2, NFL, Madden Football, e Need for Speed, que deve estrear seu novo modo online em breve.

Medal of Honor – Ao contrário dos games anteriores, este novo jogo da série seá ambientado nos dias atuais (Modern Warfare who???), no Afeganistão, e já chega de cara com a missão de re-acender a rivalidade que possuía com a série Call of Duty, até o lançamento da saga Modern Warfare na concorrente. O Multiplayer estará por conta da DICE, que já fez maravilhas com o multiplayer de Battlefield Bad Company, e contará com os mesmos elementos já conhecidos, como armas multi-customizáveis, veículos e destruição em tempo real. A versão beta estará disponível dia 21 de junho, e em outubro, o PS3 recebe sua versão ultimate, que conta com Medal of Honor Frontline em versão re-masterizada incluído no Pack.

Dead Space 2 – Ainda foi anunciado pela EA a continuação de um dos mais aclamados thrillers sci-fi dos últimos anos, Dead Space, incluindo um demo jogável na feira. O mesmo tratamento dado a Medal of Honor será dado a Dead Space 2, e os donos de PS3 contarão com conteúdo exclusivo, além da versão Collectors, que contará com Dead Space Extration com suporte ao PSMove. Dead Space 2 estará disponível em 2011.

Apresentação da Sony parte 3

Portal 2 – A Valve conseguiu me fazer berrar como se tivesse sido final da Copa do Mundo, quando Glados interrompeu a apresentação para anunciar Portal 2. O teaser foi bem curto e não mostrou muitos detalhes, já que Portal 2 será lançado somente no ano que vem, mas o que vi já me deixou surpreso. Glados se reconstrói dos escombros do final de Portal, e ainda apresenta cenários dinâmicos, com movimentação de salas inteiras, mudanças de layout e outras surpresas. Será que desta vez teremos bolo? Ainda rolou uma promessa da Valve de que todos os esforços estão sendo feitos para que a versão de PS3 seja a melhor de todas. Ok, seguindo em frente.

Final Fantasy XIV – Não foram dados muitos detalhes sobre o jogo em si, mas o nível dos gráficos e a palavra “Online” me chamaram a atenção. Possivelmente será mantido o padrão que os jogadores estão acostumados, e teremos novidades na interação online, mas só quando a Square Enix liberar mais informações.

Mafia II – O anúncio de Mafia II também foi feito, e este será mais um game a contar com conteúdo exclusivo, e mais, missões e gameplay, não somente roupas, armas e outros. Também ficou devendo detalhes.

Assassins Creed Brotherhood – A Ubisoft prometeu muitos extras para esta versão, incluindo uma seção de game single player, missões exclusivas, e acesso ao beta do multiplayer somente para os donos do console da Sony. Foi mostrado também um vídeo de apresentação, que mostra que a engine é a mesma de Assassins Creed 2. Brotherhood estará disponível em 16 de novembro de 2010, e quem quiser me dar de aniversário, eu aceito! 8)

Games para 2010/2011 – Tretton ainda apresentou um vídeo-compilação de vários games que serão lançados para PS3 e que não haviam sido mencionados antes, como Castlevania Lord of Shadows, Mortal Kombat, Echochrome 2, MotorStorm Apocalipse, True Crime, Marvel x Capcom 3 e DC Universe Online.

Gran Turismo 5 – Um dos mais esperados do PS3 nesta E3 apareceu na forma de um vídeo mostrando vários tipos de jogo, como corridas, rallys e time-trials, mas sem nenhum demo jogável no palco (o que é uma certa “tradição” da Polyphony Digital). Três coisas chamaram a atenção: 1 – O fato dele sair de fábrica com suporte 3D; 2 – Trentton ter dito sobre o lançamento na América Latina especificamente, supondo *talvez* que sairá em Português BR; e 3 – A data de 2 de novembro de 2010 como data final. Já tivemos datas anteriores, eu sei, mas é a primeira vez que temos um dia certo.

InFamous 2 – Seguindo o sucesso de um dos maiores exclusivos do PS3, InFamous 2 tenta dar continuidade à história do seu antecessor, mas com novidades, como poder de gelo, novas acrobacias e novos inimigos. InFamous 2 deve sair em 2011.

Twisted Metal – Um dos maiores jogos da família Playstation retorna em grande estilo, trazendo de volta um tipo de jogo que havia sido quase esquecido, os Battle Races. Twisted Metal volta com novos modos de jogo, trazendo várias características já famosas dos games anteriores, como as batalhas surreais e o humor negro da série. Embora esteja cheio de promessas, eu achei que o peso do título não foi o suficiente para ser considerado um grande lançamento, com direito à fechar a apresentação da Sony. Ficou um puta climão de quero mais!

Yada yada yada parte 4

Resumo da Ópera – A Sony teve uma das apresentações mais catedráticas da feira, e ficou bem aquém em inovação com relação às demais, mas num todo, eu curti muito os anúncios. Verdade seja dita, foi uma das que mais anunciou jogos, e jogos bons, empolgantes, mas pecou bastante no quesito exclusividade (em jogos). Também senti que a apresentação era focada em quantidade, e o que eles tinham na manga como possíveis armas contra as concorrentes acabou ficando diluído. Se tivessem dado mais ênfase no PSMove, com mais demos, ou demos mais variados (eu ia achar bacana um EyePet ao vivo), o impacto do Kinect realmente seria ainda notável, mas bem menor. Outro ponto que não recebeu muita atenção, e que na minha opinião deveria foi o 3D. Teria como se dar mais ênfase para isso, com um vídeo de vários games vindo pro PS3 com esta tecnologia, mas não dá certo quando você só apresenta e fica por isso mesmo. Senti falta de The Last Guardian, senti falta de mais detalhes de Metal Gear Solid Rising e Castlevania (no qual estou colocando muita expectativa), e queria ouvir mais detalhes sobre a PSN no Brasil (que segundo a Sony Style, pode ocorrer entre Agosto e Setembro). No fim, faço minhas as palavras do Kevin, “Gamers querem games, com controles, sem controles, com sensores, com whatever, mas games com diversão!”. E me senti bem feliz pelo que as 3 empresas mostraram.

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[Consoles] E3 2010 – Nintendo

A Nintendo começou a sua apresentação falando a respeito da integração dos games com a tecnologia de modo a criar a perfeita noção de “gaming experience”, e como eles iriam elevar o nível mais uma vez. E logo de cara, vem sua primeira novidade.

Zelda Skyward Sword – Shigeru Myamoto, criador de inúmeros jogos da Nintendo, foi o responsável pela apresentação. Embora a sincronia com o controle de movimento não estava lá muito 100%, deu pra passar uma boa noção de como os controles irão funcionar no jogo. Colocar o escudo e a espada era uma alternativa direta e simples, e o acesso aos botões seria determinado naturalmente. A utilização de itens, segundo Myamoto será como se você tivesse vários bolsos, e ao apertar um botão, você pode abrir estes bolsos e usar o item. Zelda será lançado em 2011. Pena que a apresentação não ficou muito convincente.

Momento #vergonhaalheia extreme!

Mario Sports – Como se mantém às tradições, a Nintendo lançou um novo jogo de esportes, e desta vez ocupou o Mario com alguns dos jogos no qual ele ainda não tinha tentado antes. Voley, Tênis, Hockey e Queimada (Dodgeball) são alguns dos esportes presentes neste game. Não foram mostrados mais detalhes do que o vídeo de apresentação.

Wii Party – Tentando trazer o lado social do Wii para ter uma maior personalização dos personagens, Wii Party trás os mini-games e os board games presentes em Mario Party para serem jogados com o Miis em família, grupos de amigos ou online. Idéia interessante que pode somar ainda mais à imagem de console para grupos de amigos.

Just Dance 2 – Sem comentários. Sério. Pule uma linha.

GoldenEye 007 – Retomando o sucesso daquele que foi um dos melhores multiplayers de todos os tempos, a Nintendo anunciou um remake de GoldenEye exclusivo, incluindo o famoso split-screen, além de multiplayer online. Contará também com vários personagens clássicos, mas com a cara de Daniel Craig no papel principal. Goldeneye estará disponível em novembro.

Um dos melhores FPS ever!

Epic Mickey – Uma idéia realmente inovadora, uma direção de arte que soube aproveitar 80 anos de história e uma jogabilidade simples e criativa. Temos aí a receita para Epic Mickey ser um sucesso. As suas ações e opções irão interferir diretamente com o cenários e com a interação dos outros NPCs em cena. E cada jogador terá sua própria experiência no jogo, pois cada escolhe leva à um caminho diferente.

Epic Mickey promete ser… épico!

Kirby’s EpicYarn – A volta da coisinha rosa rechonchudinha da Nintendo foi marcada por um visual extremamente diferente, como se o jogo todo se passasse num tecido, e Kirby fosse uma máquina de costura. Bem bonito, mas um tanto quanto infantil. Segundo o apresentador, o gráfico não será a maior surpresa, mas sim como o jogo funciona. E pelo que nós vimos no vídeo do gameplay, pode funcionar.

Metroid Other M – Foi mostrado também mais um vídeo sobre Metroid, que mostra a mistura de jogabilidades que Other M quer trazer a série, com visão em 1ª e 3ª pessoa. Muita ação e um clima de suspense, mais não foram dados maiores detalhes sobre o jogo. A atmosfera de isolamento e exploração estarão presentes, assim como nos demais jogos da série. Metroid estará presente nas lojas em Agosto deste ano.

Donkey Kong Country – Apostando mais uma vez na nostalgia dos gamers, a Nintendo em parceria com a Retro Studios vai lançar uma nova versão do jogo que mais animou os donos de Super Nintendo nos anos 90. Com visual 3D e jogabilidade 2D clássica, Donkey Kong Country virá com várias peças presentes nos jogos clássicos como barris, carrinhos de mineração de carvão, letras soltas para colecionar, bananas e moedas espalhadas para coletar. O visual do jogo está muito atualizado, e nos lembra dos jogos anteriores com saudade ao mesmo tempo que mostyra que estamos numa geração mais nova. Donkey Kong Country estará nas lojas em Novembro.

Esse levou anos para ter um remake!

Nintendo 3DS – A Big N apresentou sua nova versão do seu portátil mais famoso, que agora conta com uma tela de 3,5″, e tem um efeito 3D. Usando uma escala lateral ao aparelho, você pode ajustar o quanto de efeito você quer, sem que fique desconfortável para sua vista. Além disso, o DS ganhou um boost no processameno gráfico, e atingiu o Playstation Original, rivalizando diretamente com o PSP e o iPhone em quesitos técnicos. Um slide Pad foi acrescido também, que mistura movimento físico com sensor, dando mais opções para desenvolvedores criarem jogos, e duas cameras externas, para que os usuários possam tirar fotos em 3D também. Junto com o anúncio do aparelho, várias marcas já foram mostradas como parceiras no desenvolvimento de jogos em 3D para o 3DS, incluindo Kingdom Hearts, Metal Gear Solid e Resident Evil, este último já prometido como jogo original. O Nintendo 3DS estará disponível no mercado em 2011.

Impressões Gerais: A Nintendo veio este ano bem diferente do ano passado. Ano passado aquela tia do primário não passou carisma nem confiança nenhum; Neste ano, embora o apresentador também contava com zero de carisma na sua ficha de características, pelo menos sabia do que estava falando. Embora tenho dedicado uns bons 5 minutos só para falar em números, não ficou só nisso, e realmente jogou uma tonelada de jogos para seus fãs, e jogos diferentes e inovadores. A diferença entre 2009 e 2010 é que a Big N parou de tentar me fazer acreditar que o WiiMote é “divino”, e começou (ainda que tardiamente) a mostrar o que ele pode fazer. A idéia de se usar os controles do Wii como espada e escudo nos jogos de Zelda já populava na cabeça dos gamers desde quando o console havia sido apresentado. Particularmente acho que o Wii ainda é um controle muito falho, por colocar muitas informações dependentes de um sensor muito simples, e isso acaba sendo refletido nos jogos (duvida? Pergunte ao Sr. Myamoto), mas ela parece ter encontrado seu caminho desta vez. Também achei muito inteligente a estratégia da Nintendo de lançar mão de alguns de seus melhores clássicos, como Donkey Kong, Kirby e Kid Icarus para retomar a atenção daqueles fãs mais saudosistas, como eu. No final, o impacto do Kinect pode ter sido muito bem absorvido.

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[Consoles] E3 2010 – Microsoft – Opiniões

Para aqueles que acompanharam a Press Conference da Microsoft ontem dia 14, seguem aqui os meus comentários sobre a mesma. A matéria está neste link!

1. Call of Duty: Black Ops está dando os passos certos para se tornar um grande clássico. Embora Modern Warfare 2 tenha sido um jogo que agradou bastante, a inclusão de veículos militares era a única coisa que poderíamos dizer que faltava. Muito bom ver que a bagunça da Activision com a Infinity Ward não atrapalhou em nada o desenvolvimento da série.

2. Metal Gear Solid Rising (sugiro o título Ninja Gaiden Solid Rising) não está me incomodando, mesmo eu sendo FANÁTICO pela série. Calma, eu explico: não é Metal Gear. Metal Gear Solid 4 foi o último, MGS Peace Walker é um excelente adendo para acrescentar à história do Big Boss e de Outer Heaven, mas Rising é um sidequest metido à besta. E o próprio Kojima já deu pistas de encarar Rising como sendo um “spin up bombado”, mais do que um jogo canônico em si. Claro que MGS4 gerou dúvidas sobre o que aconteceu com o Raiden até ele virar ninja, mas isso só pra quem se importa com o Raiden. Mesmo com todo este porém, sabendo da qualidade que a Kojima Productions emprega em seus jogos, estou esperando para jogar. A cena onde o Raiden levanta o inimigo e perde 5 segundo decidindo qual ângulo usar suas facas Ginsu me deixou empolgado. Alou Team Ninja, idéias alguém???

3. Gears of War 3 – Nunca joguei os jogos da série (testei o Gears 1 uma vez), conheço muito pouco, não sei nada sobre a história, qualquer comentário seria falso. Mas pareceu mais um FPS fodão testosterona 100%. Os inimigos são grandes e ameaçadores, e chegam a ser mais feios do que precisam. Mas suas armas estão aí pra isso!

4. Halo Reach: Confesso, achei Halo ODST BOOOORIGN AS HELL. Jogar os mesmos cenários over and over é massante, mas a gente entende o ponto (faltou espaço, né, Bungie?). Os gráficos pareceram muito bons, mas não essa maravilha fantástica que todo mundo baba a respeito. Achei os gráficos de Gears 3 melhores, mas enfim.

Agradecimentos à Laura Buu do Pink Vader por ceder a foto, mesmo sem saber!

5. XBox Slim era um passo natural, mas quero deixar aqui o meu comentário: PORRA MICROSOFT 4 ANOS PRA BOTAR O WI-FI INTEGRADO????? Ah, e quanto ao HD, queria que eles tivessem feito como a Sony, e criado um sistema que pede pro HD ser trocado. Facilitaria muito as coisas. Lançar imediatamente foi uma boa jogada e pode ser um grande dor de cabeça: e os milhares de XBox’s que as lojas já tinham???

6. Kinect: Não acho que ele seja um Wii², o sensor que a MS aposta é muito mais do que eu tinha na cabeça de como seria o Wii. Medir tamanho, posição, distância, velocidade linear e angular, ISSO SIM É SENSOR DE MOVIMENTO. Claro que não prentendo jogar “Olimpíadas do Faustão for XBox 360” em casa, mas pra diversão é um ponto muito positivo. Ah, e a integração do Kinect com o dashboard ficou bem futurista Minority Report. Próximo passo: abolir a tv!

7. Kinect parte 2: Uma coisa me chamou a atenção em vários jogos, em especial os de corrida. Como a gente vai acelerar ou frear? Será que tudo será automatizado? Caso seja realmente este o caso, acho que boa parte do desafio estará perdida, e vai contribuir para a automatização dos jogos, com menos interferência do jogador, e isso vai na contramão do que eu gosto como gamer. Mesmo em jogos conceituais que tendem a se parecer com filmes (*cofHEAVY RAINcof*) a ação nos momentos cruciais e decisivos está com o jogador. Não tirem isso pra que tudo seja por movimentação.

8. Kinect parte 3 (Também, quase 1 hora só de Kinect!): Alguns jogos me deixaram bem empolgado, alguns me deixaram com pé atrás, e alguns ainda como vergonha alheia. É uma questão de adaptação: se você faz um game baseado num exercício onde você fica parado, a adaptação fica bem natural. Mas, se você originalmente se desloca para fazer tal tarefa, como correr, o resultado fica bisonho. Sendo assim, achei que exercício de boxe, do YourShape da Ubisoft ficou muito bom, assim como Yoga e outros do gênero. Agora, os de corrida, eu realmente não curti. Não aceito essa idéia de ficar batendo com os pés no chão pra fingir que estou correndo; Dos que me empolgaram está o Dance Central, e mesmo que eu não saiba dançar, a atmosfera criada e mostrada naquele curto pedaço foi o suficiente para eu me empolgar. Sim, isso é sério. Outro que parece estar chegando perto dos meus sonhos nerds mais fanáticos foi o gameplay de Star Wars!!! Sejamos francos, será a melhor oportunidade de mostrar seus poderes da Força, mesmo que de forma virtual! O Ferrari Challenge foi bonito e bem detalhado, mas de novo me veio à cabeça à questão da aceleração. Mas é esperar pra ver!

9. Live no Brasil? Ouço esse Lero-Lero desde 2006, quero DATAS!

Agora ficam as expectativas sobre

E hoje teremos as Press Conferences da Nintendo (13hs, horário de Brasília), e Sony (16hs, também horário de Brasília). Não PERCÃO!! (Hehehehe)

E quem me corrigir pelo PERCÃO será banido do blog. Huahsuahsuahsuashaush

[Consoles] E3 2010 – Microsoft

A Microsoft apresentou nesta segunda feira o seu keynote na Eletronic Entreteinement Expo 2010, que está acontecendo esta semana na Califórnia, EUA. Acompanhe aqui alguns dos pontos mais interessantes que rolaram na apresentação que durou mais de 2 horas!

  • Call of Duty: Black Ops – A Microsoft apresentou um vídeo com gameplay do próximo lançamento da série Call of Duty, que conseguiu apresentar um jogo até empolgante mesmo com toda a confusão envolvendo a Activision e a Infinity Ward, sendo que desta vez, a Treyarch está responsável pelo desenvolvimento. A Microsoft ainda informou que conseguiu uma parceira com a Activision que garante exclusividade de lançamento para os packs de mapas a serem lançados posteriormente (assim como já ocorreu com o Stimulus Pack, para CoD: Modern Warfare 2) – Link para a reportagem

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  • Metal Gear Solid Rising – Apresentando um novo conceito de Hack n Slash, Hideo Kojima esteve presente para brevemente apresentar o andamento de Metal Gear Solid Rising, o primeiro da série a ser lançado em multiplataforma. O jogo representou uma grande partida da série, por deixar de lado o stealth da série, se aproximando do lado aventura. Seguindo a filosofia Zan-Datsu (Cortar e Tomar), o gameplay mostrou Raiden fatiando robôs e tomando uma espécie de energia azul de dentro das máquinas. Quais o própósito desta energia, e quem são os novo inimigos nós vamos ficar sabendo quando Metal Gear Rising for lançado. Ou quem sabe na Press Conference da Sony.

  • Gears of War 3 – Marcus Fênix e sua equipe entraram em cena duelando com inimigos mais assustadores e ameaçadores do que antes, e tiveram a chance de mostrar que também aprenderam alguns truques novos. O sistema de cover está lá presente, que já se tornou característico da série. Na demonstração jogaram 4 pessoas do Microsoft Game Studio ao mesmo tempo, e tivemos um gostinho de como seria o modo co-op online nesta versão.

  • Halo Reach – Mais um capítulo na saga de Master Chief, e de acordo com a Bungie, o último deste guerreiro. Os gráficos estão mais bonitos do que as versões anteriores, e nesta versão o teamwork será mais importante do que nunca.

  • Fable 3 – Peter Molyneux esteve ao palco para anunciar a continuação de um de seus jogos mais famosos, mas sem muitos detalhes sobre o lançamento em si.

  • Microsoft Kinect – Com certeza, esse foi o rei do salão da Microsoft. O antigo project Natal recebeu um novo nome e muito mais detalhes comparados ao ano de 2009, com vários tipos de ambientes sendo demonstrados, desde animais virtuais, pistas de corridas, treinos de boxe, pistas de dança e pistas de corridas (?) de carros, e aonde mais os criadores irão te levar. Além disso, a Microsoft tentou mostrar a integração do Kinect com o sistema já existente, e fez várias demonstações sobre como se utilizar o sistema de gestos para controlar suas atividades na Dashboard, como Netflix, Zune e Facebook. A apresentação mostrou vários games que estarão disponíveis quando o sistema for lançado, no dia 4 de novembro deste ano. Muito do que foi mostrado é semelhante ao que o Nintendo Wii tentou mostrar, mas deu a impressão de ser um sistema mais sólido e mais interativo do que o Wii jamais foi.

Continue ligado, que ainda esta semana temos o Press Conference da Nintendo e da Sony! Assine nosso Feed!

[Consoles] Video Game Awards – Update

Post_Consoles

A Spike TV transmitiu no dia 12 de dezembro o evento que coroou os melhores de 2009, segundo o site Joystiq.com.

O legal dessa premiação é que ela se baseia nos critérios que instintivamente já conhecemos (gráficos, som, jogabilidade), e leva em conta o fator “inovação”. Basicamente, esse fator diz respeito à quanto o determinado jogo avançou em determinados critérios com relação aos seus concorrentes, e o quanto o jogo foi impactante com relação aos demais games em outras categorias. Um bom exemplo disso (e o que pode ter definido o vencedor de Game do Ano) está em Uncharted 2.

Uncharted 2 concorria com Batman, Assassins Creed 2 e Call of Duty: Modern Warfare, e em vários sentidos, todos os jogos mereciam tal título. Mas Uncharted 2 se mostrou um jogo mais profundo, variado, bem executado, que realmente perdeu um bom tempo fechando todos os detalhes, e acredito que ganhou essa disputa por pouco. Mas mesmo assim, bem merecido.

Game of the Year: Uncharted 2

Best PlayStation 3 Game: Uncharted 2

Best Wii Game: New Super Mario Bros. Wii

Best Xbox 360 Game: Left 4 Dead 2

Best Handheld Game: Grand Theft Auto: Chinatown Wars

Best PC Game: Dragon Age: Origins

Best Multiplayer Game: Call of Duty: Modern Warfare 2

Best Action/Adventure: Assassin’s Creed 2

Best Driving Game: Forza Motorsport 3

Best Fighting Game: Street Fighter IV

Best Music Game: The Beatles: Rock Band

Best RPG: Dragon Age: Origins

Best Shooter: Call of Duty: Modern Warfare 2

Best Team Sports Game: NHL 10

Best Individual Sports Game: UFC 2009 Undisputed

Best Independent Game Fueled by Dew: Flower

Best Downloadable Game: Shadow Complex

Best Voice in a Video Game: Jack Black (Brutal Legend)

Best Cast: X-Men Origins: Wolverine

Best Performance by a Human Male: Hugh Jackman (X-Men Origins: Wolverine)

Best Performance by a Human Female: Megan Fox (Transformers: Revenge of the Fallen)

Best Downloadable Content: Grand Theft Auto IV: The Ballad of Gay Tony

Best Graphics: Uncharted 2

Best Soundtrack: DJ Hero

Best Original Score: Halo 3: ODST

Best Game Based on a Movie or TV Show: South Park: Let’s Go Tower Defense Play

Studio of the Year: Rocksteady Studios (Batman)

Most Anticipated Game: God of War 3

Quanto ao restante da premiação, somente algumas observações que eu tenho a respeito:

1. Best Game Music e Best Soundtrack, na minha opinião, estão trocadas. A inovação do DJ Hero é a adptação do controle para um turntable (ou pick-up) para dentro do estilo de jogo que já se sacramentou como popular. E por outro lado, The Beatles foi realmente um jogo lindo e bem executado, mas com pouca inovação com relação aos demais jogos do gênero (como a inclusão de 2 ou 3 microfones ao mesmo tempo). Mas, em nenhum universo conhecido ou desconhecido, um número qualquer de músicas eletrônicas pode ser melhor do que a discografia do melhor grupo de rock de todos os tempos. Logo, Best Game Music para DJ Hero, e Best Soundtrack para The Beatles Rock Band.

2. Achei que melhor jogo vindo de Download (Best Downloadable Game) poderia ter sido para BRAID, que realmente levou a criatividade nos jogos de plataforma para outros níveis.

3. Não concordo com Best Cast: X-Men Origins: Wolverine, Best Performance by a Human Male: Hugh Jackman (X-Men Origins: Wolverine) e Best Performance by a Human Female: Megan Fox (Transformers: Revenge of the Fallen. Acho que Best Cast poderia ter sido dado à Brutal Legends (com a participação muito efetiva de Lemmy Kilmister [Motorhead] e Ozzy Osbourneno jogo), do que o cast de Wolverine, que na maioria das vezes é somente cutscenes extraídos do filme. Quanto aos Best Performances, masculino iria para Jack Black, que deu personalidade ao Eddie Higgs em Brutal Legends, e feminino para as dubladoras de Uncharted 2, que conseguiram caracterizar as duas protagonistas de maneiras bem perfeitas, e individualizadas.

4. Estúdio do ano, concordo bastante com o prêmio para a Rocksteady, que conseguiu criar um jogo muito perfeito baseando-se em várias engines diferentes, e que funcionam muito bem entre elas e em dois consoles diferentes. A Naughty Dog também realizou um excelente trabalho, mas eles tinham a base de Uncharted: Drake’s Fortune para se basear, e o trabalho principal foi o de atualizar e melhorar alguns detalhes.

Bom, foi isso que ocorreu, e agora é esperar pelas premiações do ano que vem, que promete muito!

[Consoles] Playstation Portable Go

Console Post

Na Eletronic Entreteinement Expo desse ano, a Sony Computer apresentou o novo modelo do seu videogame portátil: o PSP-Go. Mais leve, menor, com tela em slide e sem os famosos UMD’s do seu antecessor, o novo console veio para dar uma repaginada no papel do portátil, lançado em Março de 2005. Na época de seu lançamento, o portátil tinha sido anunciado mais como um super-periférico do futuro console PS3 do que um sistema novo em si, onde iria promover um relação entre os aparelhos, sendo o PSP como uma midia de suporte, ou uma segunda tela para o jogo que estivesse sendo desenvolvido no PS3.

PSP-Go

Mas após alguns meses de mercado, a idéia não foi muito bem sucedida, e as vendas do portátil não foram muito de acordo com as expectativas. O seu principal concorrente, o Nintendo DS, navegava no mar da tranquilidade das boas vendas, e o PSP nem fez sombra pra Nintendo. Era hora da Sony se mexer e mudar de estratégia. Alguns anos depois o PSP recebeu títulos exclusivos, como dois da série Gran Theft Auto, um de God of War e vários RPG’s de sucesso, mas a estratégia original teria de ser abandonada definitivamente.

E aí entra o PSP-Go.

PSP-Go2

A sua proposta já vem alinhada com a nova tendência da Sony, da Microsoft e da Nintendo: força na distribuição digital de conteúdo. O aparelho foi remodelado, perdeu peso, ganhou umas curvas e uma tela em slide, e as comparações com os novos modelos de celulares eram inevitáveis. Alguns dos estilos de botões foi mantido, como a chave do Wi-Fi e de On-Off, mas outros foras colocados em posições bem diferentes, como os botões de ajuste de vídeo e áudio, e os de volume, que foram deslocados para o topo do aparelho (onde ficava a entrada do UMD), e os botões Start e Select ocupam o lugar do segundo analógico. E ainda na E3, a Sony anunciou que grandes sucessos do Playstation 3 seriam migrados para o Go, como Little Big Planet, Gran Turismo e outros. Além disso, outras mídias como músicas e vídeos também terão um papel mais importante no console do que antigamente.

PSP-Go4

Características Técnicas:

  • CPU Clock Speed em 333MHz
  • 64MB de RAM
  • 16GB de flash storage
  • Micro M2 expansion slot
  • 50% menor e 40% mais leve que o PSP original
  • Tela de 3.8 polegadas
  • Resolução de 480×272
  • Preço: US$250,00

Pelo processador, o PSP-Go não é mais rápido nem mais poderoso do que o PSP Original, mas pelo fato de não ter uma mídia física para leitura dos jogos, pode conseguir um desempenho um pouco mais rápido do que o seu antecessor, em sacrifício da bateria. Falando nela, a bateria foi testada e respondeu bem nos testes de duração, aguentando 5 horas de jogo, filmes, wi-fi e o brilho da imagem no máximo. Um ponto negativo é para os jogadores mais hardcores que usam bateria extra, já que no PSP-Go ela fica localizada atrás da tampa aparafusada, na parte de trás do aparelho.

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Outro lado negativo é a respeito da firmware do PSP, que não apresenta muita variação com relação ao seu antecessor. Enquanto no PS3 o jogador pode fazer downloads em background enquanto joga, no PSP-Go (e no Classic), você está preso à uma convenção de uma tarefa por vez somente. O sistema sairá de fábrica com a firmaware atual do PSP clássico, e a prerrogativa da Sony seria para não favorecer nenhum dos sistemas, já que o PSP-Go não será um substituto do original, tal qual o Nintendo DS não substituiu o GameBoy Advance. Outra detalhe que merecia mais atenção seria o navegador padrão do console, e seu sistema de digitação, que são bastante arcaicos. Pra compensar a Sony prometeu mais de 225 jogos já prontos para download no lançamento do console.

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Ainda é muito cedo para saber se o lançamento do PSP-Go irá trazer alguma ameaça ao reinado absoluto do Nintendo DS, mas somente pela atitude de tentar renovar o seu console já mostra que a Sony quer entrar nessa fatia de mercado pra valer. Ao abandonar a estratégia de pensar no PSP como um “periférico de luxo” e efetivamente pensar nele como um console extra, a Sony pode abrangir sua atuação no mercado, e tentar recuperar suas posições na corrida dos consoles.

[Consoles] Dreamcast: 10 anos de lançamento, 8 de morte prematura…

Console Post

ilustracao_dreamcast

No dia 9 de setembro de 1999, a Sega Corporation Japão anunciava o lançamento do seu console mais revolucionário: o Sega Dreamcast. Embora já tivesse sido lançado no ano anterior no Japão, o novo console pretendia chamar a atenção do outro lado do planeta.

Considerado o sucessor espiritual do Sega Saturn e do Sega CD 32x, ele viria para tomar a liderança da Nintendo 64 e do Playstation Original, tendo sido considerado de sexta geração, e lançado quase 2 anos antes daqueles que viriam a ser seus concorrentes. Ou não, como a história mostrou. Playstation 2, Gamecube e Xbox só viriam ao mundo a partir de 2001, mas nem mesmo o Dreamcast estaria vivo para o combate.

Na ocasião de seu lançamento, a Sega havia apostado alto: seria o primeiro videogame totalmente voltado aos jogos online, com um modem de 56k; o seu memory card, ou Virtual Memory Unit, servia como uma espécie de minigame para vários jogos (por exemplo em Sonic Chaos, você criava as Criaturas do Chaos no melhor estilo tamagochi dentro desses VMUs); Foi um dos primeiros consoles a dedicar 128 bits de processamento exclusivamente para gráficos (o que foi bem refletido nos jogos, por sinal), entre outros detalhes.

A verdade é que qualquer videogame de tecnologia avançada com relação aos demais sofre com um tempo de aceitação maior, como a Sony já passou com o seu Playstation 2 e está passando com o Playstation 3, além da Microsoft ter passado por algo semelhante com o XBox original. Infelizmente para a Sega a situação era completamente diferente: o Sega CD, que era uma adaptação do Mega Drive para rodar jogos em CD’s não obteve o suceso esperado (e eu até me pergunto se obteve sucesso algum, visto a péssima qualidade dos games lançados); o Sega Saturn também não fez frente aos videogames da época (ele batia de frente com o Neo Geo CD e com o Playstation) devido ao péssimo desempenho da máquina, e o Dreamcast seria a salvação da lavoura. Só que para passar pelo tal “período de aceitação”, tanto dos jogadores quanto dos produtores, a Sega precisava de dinheiro em caixa. E infelizmente não tinha.

O Dreamcast foi abortado em Março de 2001 (e acreditem, eu lembro da notícia do “falecimento” do console até hoje), e a Sega decidiu se retirar dos negócios em hardware definitivamente.

Entretanto, mesmo com tão pouco tempo de vida, produziu alguns jogos que realmente eram notáveis. A seguir, segue uma lista pessoal dos 5 maiores jogos no console, que mesmo com uma vida útil tão curta, marcou a vida de muita gente…

Skies of arcadia

5º) Skies of Arcadia –  Em poucas palavras: piratas, online, customização, piratas, navios voadores, RPG, piratas. Enough said.

Shenmue

4º) Shenmue – Um dos únicos games com o conceito de imersão total aplicado, o que fazia o jogador passar por tudo, até tarefas rotineiras, até viajar longas distâncias para encontrar determinadas pessoas, ou objetos. Foi também um dos primeiros games a usar o Real Time Response, com botões na tela para o jogador acertar (semelhante a God of War hoje).

Soul Calibur

3º) Soul Calibur – Dispensa apresentações: visual perfeito, técnicas de luta fielmente representadas, uso interessante de armas de combate, roteiro e história. Apresentou um dos primeiros movimentos de esquiva lateral com perfeita aplicação e facilidade de execução, que viria a ser utilizado em quase todos os jogos 3D posteriormente.

Sonic Adventures 2

2º) Sonic Adventres 2 – A dose certa de Sonic, Knucles, Shadow e SENSO DE VELOCIDADE! Nada do cenário sair borrado quando você mal apertava o direcional. Uma história até interessante, mas era Sonic ainda como a gente gostava, mesmo em 3D.

Marvel x Capcom: Clash of Superheroes

1º) Marvel x Capcom – A primeira vez que um jogo de console caseiro conseguia ser mais bonito e mais rápido que um arcade. Mesmo tendo saído pro PSX, só no DC você podia trocar de jogador no meio da luta. Além de todos os combos serem possível nesta versão. E todos os personagens presentes, inclusive assistentes. Ou seja, o jogo do arcade, melhorado, completo e divertido.

(Aliás, vários jogos de luta poderiam entrar nesse primeiro lugar: Power Stone, MvsC 2, Soul Calibur, KOF, etc.)

Como um ex-dono de Master System e Mega Drive, a Sega anunciar o falecimento do Dreamcast e sua consequente retirada dos negócios de hardware foi triste. Mesmo não tendo comprado um, a minha filosofia é de que quanto mais opções tivermos, maior o esforço das produtoras em agradar. E a retirada de um gigante do campo ia marcar a vida dos gamers pra sempre.

Abraços!

*Este texto foi publicado originalmente no Nerdrops.com.br neste link