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Videogames do passado deixaram o seu legado, e não esquecemos deles!

[Emulando] Batman nos Games

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Com o recente lançamento do jogo Batman: Arkhan Asylum, o Dia de Gamer preparou um mega review dos maiores jogos do Homem-Morcego em todos os consoles, e desde sempre, Batman tem sido maltratado no mundo dos games. Seja baseado nos filmes, nas séries animadas ou somente nos quadrinhos, os jogos que já foram lançados não retratavam muito bem as características do maior detetive do planeta, caindo mais para o lado de Beat’em Ups do que o lado investigativo do personagem.

  • Batman: The Caped Crusader – 1988 [Amstrad/Commodore 64/MSX]
    • Batman_caped_crusaderO primeiro game criado para o Batman teve uma proposta interessante, pois mostrava o desenvolvimento do game como se fosse uma história em quadrinhos, só que com os quadrinhos se sobrepondo. Ao começar o jogo, você escolhia entre enfrentar o Coringa ou o Penguim, o que não fazia muita diferença, já que as fases eram idênticas. A jogabilidade era meio confusa sendo que para cada ação o controle deveria ser apontado em direções diferentes antes de se apertar o botão. Chute alto era direcional superior direito + botão (só tinha um), enquanto rasteira era direcional inferior direito + botão. Não que seja um método ruim, mas devido ao tamanho da área disponível para lutar e da quantidade de inimigos na tela ficava meio difícil acertar os inimigos sem ser atingido. E o jogo era difícil. Bem difícil. Acredito que ele entrou pra história como o primeiro jogo a ser reconhecido e licenciado pela DC Comics como um jogo do super-herói.
  • Batman Movie – 1990 [NES, MD, MSX, ZX Spectrum, Commodore 64, Amstrad, GX4000, Amiga, Atari ST, Game Boy, PC]
    • Batman-labelPrimeiro jogo do Homem-Morcego baseado no filme de 1989, e um dos com o maior número de adaptação em consoles já visto. É também um jogo difícil, mas com uma jogabilidade interessante, lembrando Ninja Gaiden em vários momentos. É um dos jogos onde Batman usa uma arma, ao contrário de sua própria filosofia. Infelizmente acontece uma enorme discrepância entre a dificuldade dos inimigos, já que uns são extremamente fáceis enquanto outros são um pé no saco! Os chefes em geral são simples de matar, enquanto que o Coringa, pra equilibrar, te faz arrancar os cabelos. Dentre todas as versões, a de Nintendo 8bits me pareceu a melhor.
  • Batman: Return of the Joker/Revenge of the Joker – 1991/1992 [NES, MD, GameBoy]
    • Batman-Revenge-of-the-Joker-Sega-GenesisGame parecido com o anterior, leva uma história nova sobre a fuga do Coringa do Asilo Arkham, e sua tentativa de levar Gotham City ao caos. Tem uma jogabilidade muito parecida com Batman Movie, e apresenta ação lateral (“side-scroller”). A versão do Gameboy apresenta uma dificuldade um pouco mais elevada, mas muito disso se deve ao esquema de controles que não funciona muito bem.  Hora você pula, hora o arpão sai por vontade própria. Não tem muita diferença com relação aos games anteriores, e também foi portado em várias plataformas diferentes.
  • Batman Returns – 1993 [SNES, MD]
    • Batman ReturnsMais um side scroller com uma grande referencia à Final Fight, onde em cada fase Batman passa por cenários do filme no qual foi baseado, enfrentando inimigos da gangue Red Triangle Circus Gang, e ao final tem uma luta contra um chefe de fase. Essas lutas em geral requerem mais estratégia e força do que os demais inimigos ralés. Uma característica bem interesante desse jogo é a tentativa de retratar cenários do filme Batman Returns, porém as capacidades gráficas da época não eram muito impressionantes. O jogo é até bem interessante, não apresenta uma dificuldade muito absurda, e ainda tem uma fase bônus dirigindo o Batmóvel.
  • The Adventures of Batman & Robin – 1994 [SNES, MD, Game Gear, Mega CD]
    • BatmanRobinSNESÉ de longe um dos melhores da lista. Baseado na série animada homônima, apresenta uma boa seleção de vilões, além de aparições especiais, como comissário Gordon, Alfred Pennyworth, Barbara Gordon… e o Robin. No caso, o game estava em desenvolvimento antes do Menino-Prodígio entrar na série e até o título ser alterado (antes se chamava Batman: The Animated Series). Por isso, quando o jogo foi lançado, Robin não tinha um papel no jogo, e o título foi alterado para acompanhar a série animada. Quanto à jogabilidade, o jogo apresenta variações interessantes entre as fases, todas baseadas em plataformas, com um chefe aparecendo ao final de cada fase. Vale a pena re-ligar o Super Nintendo e jogar de novo.
  • Batman Forever – 1996 [SNES, MD, PC]
    • Batman ForeverSe The Adventures of Batman & Robin foi um dos melhores games da geração 16 bits, esse aqui merece o troféu como o pior game de Batman já produzido. A produtora Acclaim, a mesma de Mortal Kombat, utilizou os mesmos movimentos do seu famoso best-seller e colocou sprites de Batman e Robin num jogo absurdo, esculhambou o sistema de controles e fez uma das maiores derrotas do herói nos games. O game é tão ruim e mal feito que cenas onde tentaram armar um 3D simplesmente ficam na frente do cenário, como em diversas vezes que pilastras ficam na sua frente, ocultando o seu campo de visão. Isso sem contar o fato de que os vilões demoram muito tempo para morrer. E sem contar também que para pular você aperta para cima, mas para usar o grappling hook, você usa o select. Eu nunca tinha visto o select sendo usado para qualquer função principal de qualquer jogo. E a desgraça desse jogo vai longe.

Depois do lançamento de novos consoles, Batman foi ganhando novas versões em games até diferentes do estilo plataforma, mas a geração dos consoles 16 bits parou aí. O triste é notar que o jogo de despedida foi exatamente uma das piores obras em jogos do Batman e de todos os tempos! Se puder, esqueça Batman Forever e fique com The Adventures of Batman & Robin.

O interessante é que para se fazer um jogo com vários aspectos diferentes, como por exemplo side-scroller e algumas fases com carros,  é preciso de uma máquina capaz de suportar alterações no layout dos controles, coisa que os consoles de antigamente não conseguiam dominar muito bem. Quando o hardware evoluiu, o Homem-Morcego ganhou games mais variados e interessantes, mas nada se comparou a Batman Arkham Asylum [PS3, XBox360, PC]. Dia de Gamer fará um especial em breve sobre este jogaço, e não deixe de conferir essa matéria.

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[EMULANDO] Battletoads

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Na era dos “Beat’em up’s”, esse foi um dos jogos que mais fez os gamers perder a cabeça: Battletoads. Difícil, desafiante, engraçado, esse foi um dos jogos que conseguiu se destacar entre os clássicos Final Fight, Streets of Rage, Double Dragon e Golden Axe na época dos “Side-scrollers”.

Battletoads capaNa história, 3 sapos (!) chamados Pimple, Zitz e Rash são orientados por um pato (!!), e lutam contra uma orda de ratos, corvos e robôs comandados por uma misteriosa dama do mal chamada Dark Queen. Ok, a história não interessa, mas o jogo vale muito a pena.

Um dos grandes diferenciais do jogo é a característica dos sapos. Ao bater nos inimigos, os golpes derradeiros são sempre aplicados com um punho inflado; ao correr de encontro aos inimigos, dois chifres de cabrito-montês saltam da cabeça dos sapos e arrebentam os inimigos pelo caminho; ou, se você soca o suficiente para afundar um inimigo no solo, o golpe final é aplicado com uma bota que sai do pé do seu personagem! E quanto aos veículos, os “toads” usam pranchas de surf e jet-skis em fases de alta velocidade, enquanto tem que desviar de obstáculos que surgem quase que do nada. Como algum jogo pode ser mais legal do que isso??

Battletoads gameplay3Outro ponto diferencial do game é a dificuldade. Não interessa qual o nível de habilidade do jogador, o jogo é muito dificil. Você pode (e deve) jogar em dupla, porém você também pode mandar ele pra fora da tela com a sua bota, caso ele esteja no lugar errado. E com vários inimigos durante o combate, fica difícil não acertar seu companheiro. Além disso, existem fases rápidas que exigem raciocínio imediato, inimigos mais rápidos que você apostando corrida, labirintos cheios de truques… Esse jogo tem elementos suficientes para tirar qualquer um do sério.

Zerar o jogo realmente é um desafio, e exige do jogador treinar cada fase à exaustão até que consiga executar todo o estágio sem erros e prosseguir até o seguinte. Particularmente, eu usei um emulador para poder jogar com a função de salvar o jogo a qualquer ponto e retomar imediatamente em caso de algum erro. E mesmo assim levei muitos replays para poder chegar ao final.

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Ficha Técnica: Battletoads

Plataformas: NES, Mega Drive, Game Gear e Game Boy

Estilo: Beat’em-Ups

Ano de lançamento: 1991

Consequências: Battletoads lançou novos jogos logo após o original, devido ao seu grande sucesso: se uniu à outro clássico dos Side-scrollers, Double Dragon, num game lançado em 1993, Battletoads & Double Dragon; outro game lançado foi BattleManiacs, que separou habilidades específicas para cada um dos Toads, sendo que Zitz havia sido sequestrado, sobrando Pimple e Rash a tarefa de resgatá-lo; e a sequencia final foi Super Battletoads, que apresentou-se como a evolução natural do game anterior, também com características separadas para os protagonistas, mas com maiores melhorias nas vozes e no som do jogo.

Caso tenha a oportunidade, jogue este jogo, e pense em quantas fichas não foram gastas para que víssemos o final do game!