Category Archives: New Game

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[New Game] MGS V: Ground Zeroes – Decepção?

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Infelizmente é triste afirmar isso, mas Metal Gear Solid V – Ground Zeroes é um misto de decepção e prazer (!).

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Vamos colocar as regras do jogo aqui:

  1. Eu falarei do jogo em si;
  2. Eu não irei mencionar spoilers;
  3. Eu fiquei muito puto com um detalhe do jogo.

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Metal Gear Solid V Ground Zeroes (que será abreviado para MGSV:GZ porque escrever Metal Gear Solid V Ground Zeroes é longo e tedioso) é um excelente exemplo dos traços de Mr Hideo Kojima, além do logo e do “look&feel” da Konami, e É um verdadeiro Metal Gear Solid (sem essa de espadas cortantes de ninjas de salto alto – Metal Gear Revengeance , estou olhando feio pra você!).

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Servindo como Epílogo para o Phantom Pain, que deve ser lançado em algum momento no futuro (no momento que escrevo esse texto está sendo dito pelas interwebs que talvez o jogo só saia em 2015), MGSV:GZ basicamente coloca você na pele de Big Boss, dentro de uma base americana em Cuba para resgatar Chico, o garoto que movimentou todo o jogo anterior, Peace Walker. E aí começam os problemas.

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O jogo é basicamente isso. Com o intuito de ser somente o epílogo, ele consta com só essa missão, e se você, caro leitor, imaginou que dá pra zerar em 2hs, você está bem errado. O jogo termina em menos de 1 hora (e speedruns no youtube provam que dá pra fazer em 10 minutos, ou até 6 minutos).

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É aqui que eu preciso parar o review e fazer uma observação: WHAT DA FUCK, KOJIMA???? Se você quer lançar um “demo” da sua engine nova, e dizer que é um Epílogo, pelo menos lance por DLC (e corte os custos de mídia física), e deixe pelo menos 2hs de jogo! Não precisa nem sair da mesma base que tem no jogo, mas 30 minutos??? Eu joguei a primeira vez despreocupado, e acabei com o jogo em 67 minutos. Ok, eu jogo Metal Gear desde sempre e isso ajuda a reduzir um pouco, mas eu não sou nenhum pro-gamer, e ainda assim acredito que poderia ser mais longo. Ou ter mais desenvolvimento. Ou que pelo menos as rotas de guarda dos patrulheiros mudasse a cada Mission. Claro, existem missões secundárias, mas o foco do jogo não devem ser os extras, e sim a história principal. Bad move, Kojima.

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Agora, quando vamos falar do jogo, ele contém a mesma qualidade de sempre. O jogo é fluido, as cenas são inacreditáveis de tão bem renderizadas, a cara dos soldados consegue ser quase única, e os efeitos de chuva só ajudam a criar a atmosfera de falta de esperança e desespero que Big Boss tem que contornar. Os controles funcionam bem intuitivamente e até a movimentação do Big Boss levou um leve upgrade, com alguns movimentos de transição mais realistas quando ele deixa de andar e começa a se arrastar. A história mais deixa perguntas do que sana respostas. Fazer o link entre Peace Walker e Phantom Pain vai em tese ajudar a entender o Outer Heaven (que eu secretamente espero que apareça no próximo jogo). Se tudo der certo, a famosa base onde Solid Snake (o filho) fez sua fama pode acabar sendo citada em algum momento e talvez um remake de Metal Gear (o de MSX) apareça por aí.

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Visto que o jogo é muito curto, eu mal posso falar de mais detalhes com medo de mandar algum spoiler, e por isso esse review está bem capenga. Mas baseado nesses dois pontos (qualidade e duração), eu ainda assim recomendo que você jogue MGSV:GZ, já que ele aplaca um pouco a sua ânsia por um Metal Gear roots (Metal Gear IV saiu em 2008), e esquenta os motores para Phantom Pain. As side missions que desbloqueiam após terminar a história principal garantem um pouco de sobrevida, e como sempre existem vários segredos perdidos pelo jogo que você pode procurar. Mas não vai ser somente isso que vai apagar a sensação de “cadê o resto do jogo?” que você pode ter ao final da experiência. E mais, provavelmente MGSV:GZ será lançado como DLC quando o próximo jogo for lançado, e se você aguenta esperar, poupe seu rico dinheirinho.

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[NEW GAME] O Final de Last of Us {SPOILERS!}

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Eu joguei. Eu assisti. Eu me escondi. Eu fiz escolhas… Eu vivi The Last of Us.
E eu sempre questionei esse nome, porque após jogar, vi que a temática era recriar, não só sobreviver. E eu zerei o jogo. E aí, eu entendi.

The Last of Us é um excelente jogo, e isso já não se tem dúvidas. Mas o que muita gente se questionou foi sobre suas conclusões, e até mesmo eu fiquei parado pensando se eu faria o mesmo que Joel fez ao final quando estivemos tão perto de uma saída daquela situação apocalíptica.

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Ok, spoilers pra caramba daqui pra frente. Siga por sua conta e risco.

Se você observar o jogo como um todo, seu foco e sua opinião sobre o final pode mudar. Ou não, já que não tô aqui pra mudar a cabeça de ninguém. Reparou quais são os verdadeiros perigos do jogo? Você notou que os encontros com humanos são mais perigosos que os encontros com zumbis? Você parou pra observar que a sociedade ruiu não só no sentido físico, mostrado pelas rachaduras dos prédios, mas pela truculência baseada em medo da polícia ao atirar em inocentes, ou de desconhecidos te julgarem como inimigo simplesmente ao te avistarem?

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The Last of Us nunca foi sobre zumbis, afinal. E eu achei que a Naughty Dog fez um bom trabalho em deixar isso mais ou menos subentendido. O jogo era sobre refazer (ou não) uma sociedade toda, e quando você percorre essa estrada você entende o que estava lá dentro.

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Ao primeiro sinal de problema, tudo se acabou. E como já vimos em outras mídias apocalípticas, o fim quase sempre é o mesmo, com o lado mais sombrio do homem mostrando a sua cara. Aquele que sempre se sentiu amarrado pelas leis não pensa duas vezes antes de puxar o gatilho na cara daquele que ainda acredita em reestruturação. E de frente pra essa situação, eu passei a me questionar: vale a pena? Vale a pena a cura? Vale a pena salvar esses que sobraram porque eliminaram os que estavam abaixo? Vale a pena dar uma chance nova ao mundo?

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Eu achei que não. E eu entendi o Joel. Se eles serão os últimos de nós, como o título do jogo diz, que ele tenha de volta as alegrias de ser pai, mesmo que da Ellie. O sacrifício seria certamente em vão.

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[New Games] Far Cry 3

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Esse jogo eu esperava desde Far Cry 2. E após os screenshots, vídeos e todo o hype ao redor do lançamento, foi fácil para Far Cry 3 subir ao topo da lista. Agora, com ele já terminado e devidamente platinado, eu posso dizer com certeza que a espera valeu a pena.

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Far Cry 3 te coloca na pele de um dos sobreviventes de um grupo de jovens que foi para a Ásia em busca de emoção e aventura no melhor estilo sessão da tarde. O que ninguém do grupo contava era que eles cairiam nas mãos de piratas que operam na região, e seriam capturados para venda como escravos, mesmo após pago o resgate pelos familiares das vítimas.

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O que sempre me chamou a atenção na série de jogos Far Cry foi a ambientação dos jogos, seja nas selvas asiáticas, ou nas savanas africanas, todo o ambiente ao seu redor é tão vivo e independente de você que a imersão envolvida fica impressionante. Em FC3 não é diferente, e a fauna disponível é bastante variada. Durante suas viajens, você vai encontrar porcos selvagens, onças, leopardos, jacarés, ursos e até dragões de Komodo, e como eles não tem filiação com nenhum dos lados, você pode acabar sendo atacado por um desses mesmo durante suas invasões. E eu falo por experiência própria…

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Estava eu com os binóculos taggeando inimigos à distância, enquanto ouvia sons da natureza pelo headphone (sim, era a ambientação do jogo mesmo), e reparava que o som de um animal ficava cada vez mais alto. Ignorei até terminar de bolar minha estratégia (iria invadir uma base inimiga), e foi quando sai do modo binóculos e voltei ao jogo. Para minha surpresa, aquele som era uma onça chegando em minha direção, e pronta pra atacar. O que seguiu depois foi uma das melhores improvisações em games que eu já fiz: saí correndo pra dentro da base com a onça me seguindo, e fui em direção à um inimigo qualquer, na esperança da onça atacar ele, e não a mim. Funcionou. Saí da base e vi a onça destroçar alguns inimigos até ser abatida.

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Naquele momento eu ainda não tinha a habilidade, mas nesse jogo você pode manufaturar a sua própria seringa, seja com medicamentos, seja com algumas habilidades especiais de curta duração (como afastar alguns animais), e tudo que você precisa está abundantemente disponível pelas ilhas. Coletando as folhas verdes, amarelas, azuis, brancas e vermelhas, você popde criar boosts pra várias habilidades, como saúde, mira, força e resistencia, e esses itens ficam estocados em seringas até vc precisar deles. Associando os botões do controle direcional, até mesmo no meio de uma batalha vc leva aquele shot que precisa pra terminar sua missão.

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Falando nisso, vc tem muita coisa pra fazer em Far Cry 3. Além das missões do plot principal, vc ainda pode consertar as torres de transmissão (que ajuda a trazer mais armas para venda), retomar pontos de controle para seus aliados, participar dos “trials of Rakyat”, entregar remedios em locais necessários, participar de corridas em vários veículos, ou achar uma Asa-delta e ficar sobrevoando as paisagens da ilha, já que o trabalho da Ubisoft foi fantástico em criar um cenário paradisíaco típico da Ásia.

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O plot principal é bem básico, e ao mesmo tempo te passa aquela sensação de importância e a leve frustração de ser bem curto. Se você ignorar todo o resto e se focar somente no plot principal, em menos de 2hs vc termina cada uma das duas partes. E outro ponto importante aqui: Far Cry 3 tem um dos personagens mais carismáticos desse ano na pele do vilão Vaas. Infelizmente seus encontros com ele são curtos, mas em cada oportunidade vc percebe o trabalho de criar uma mente perturbada que pode explodir a qualquer momento.

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E quando você acha que acabou suas aventuras na ilha, a Ubisoft apresenta um modo co-op para até 4 jogadores que conta uma história paralela de 4 marinheiros traídos pelo seu capitão, e que partem em busca de vingança. Muito semelhante à Left 4 Dead, vcs abrem caminhos por algumas seções em busca da sua recompensa financeira, após serem deixados pra morrer no navio vendido pelo seu capitão para os piratas. Aqui você alterna entre avanços de missões com seções competitivas, em 6 fases, sendo que seu avanço representa melhores armas e periféricos. Nada de mais, mas jogar com um bom grupo é bem divertido.

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Far Cry 3 veio correndo por fora, sempre se mantendo no canto do radar, e pra mim foi um dos melhores games do ano passado, mesmo sendo lançado bem tarde no calendário. A ambientação, as missões, as armas, a possibilidade de ser o mais silencioso possível, seus upgrades, voar de asa-delta ou wingsuit pelos cenários, os animais vivendo suas vidas sem se importar com você, caçar com arco e flecha, nadar com tubarões, ser atacado por tubarões, nunca mais tentar nadar com tubarões, tudo isso é só uma fração do que Far Cry tem a oferecer. Sério, depois que ganhei o wingsuit, nunca mais andei de carro na ilha, preferia correr pra cima de um morro e me jogar lá de cima, para chegar nas missões planando pelas paisagens da ilha. É uma boa sensação de imersão com uma história bem cativante (mesmo sendo básica), e que me fez passar o máximo de tempo possível nas side missions antes de terminar a parte principal.

Se você gosta desses shooters de tema variado e mundo aberto, Far Cry 3 é uma excelente pedida.

[NEW GAME] GTA V

Esse é um dos que mais espero sair, e de preferência ainda este ano. Grand Theft Auto V, ou GTA V para os íntimos, deve se passar em Los Santos, a cidade fictícia baseada em Los Angeles, que foi o palco do aclamado GTA San Andreas, lá na geração anterior.

Ah, quantas lembranças!

Não existem muitas informações sobre o enredo, os personagens, ou se teremos o famoso multiplayer de volta, mas de acordo com as imagens lançadas, o jogo será belíssimo.

O seu antecesso, GTA IV, que contava a história de Niko Belic, um imigrante dos Balcãs que tentava a sorte grande nos EUA, foi lançado em 2008, e por isso pegou o ciclo de desenvolvimento dos consoles atuais ainda muito no começo.

Senti falta desses Jets no GTA IV.

Agora, passados 4 anos desde o anterior, e com todos os novos games que a Rockstar lançou, como Red Dead Redemptiom, Max Payne 3 e LA N oire (até uma certa parte), fica mais alta a expectativa quanto ao que pode ser feito em GTA V.

Não existe uma data oficial, existem algumas suspeitas de que o jogo seja lançado até o fim desse ano (que eu não acredito), e muito provavelmente o jogo saia em Março de 2013 (exatos 5 anos após GTA IV), mas a Rockstar precisa bater o martelo em algum ponto sobre isso.

Enquanto nada é oficializado, a gente vai se distraindo com as imagens de divulgação que são lançadas.

[New Game] Dishonored

Este é mais um pra lista de games que eu quero que já esteja nas minhas mão, mas que infelizmente só chega em Outubro desse ano (se você está lendo isso aqui em 2012, obviamente). Dos produtores da série The Elders Scrolls (que teve a sua última iteração no famoso Skyrim), esse jogo conta a história de um guarda de um membro da família real (que é brutalmente assassinada), e se torna um assassino famoso, num mundo onde magia, misticismo e cenários steampunks coabitam sem problemas.

Segundo a Bethesda, o jogo poderá ser jogado da maneira que o jogador quiser, seja no modo invisível – abusando das sombras e furtividade, ou no modo Rambo, atirando em todo mundo e avisando à distância que você está chegando. Em alguns vídeos já mostrados, a Bethesda provou que o sistema furtivo funciona num sistema melhorado daquele visto em Skyrim. Como não estou conseguindo colocar pra funcionar os vídeos aqui, podem procurar nos links abaixo!

Gametrailers

IGN

Em tese, Dishonored sai dia 9 de outubro de 2012. Agora é aguardar para que o game não tenha tantos bugs como Skyrim. Ainda tô na bronca dos malditos baús que perderam minhas Daedric Weapons. Enfim.

[New Game] Resident Evil 6

Demorou, mas finalmente aconteceu. A Capcom, depois de uma semana mandando pistas num esquema de marketing bem bolado para a divulgação de um game, lançou oficialmente o trailer de Resident Evil 6! Sabemos de poucos detalhes até agora, mas é certo que pela primeira vez Leon S Kennedy e Chris Redfield serão os protagonistas da aventura.

Muita emossaum!!

Pelo que vemos no trailer, teremos muitas partes de ação, a volta aos ambientes escuros com os Zumbis mais lentos, e pelo visto alguém que será capaz de acabar com as epidemias graças à alguma coisa proveniente do seu sangue.

Gostaria muito que alguns outros personagens da série re-aparecessem, como a Jill e a Claire, por exemplo. O mais impressionante é que o jogo está prometido pra Novembro deste ano, agora resta esperar que seja cumprida essa promessa!

[New Game] Hitman Absolution

Esse é um jogo que realmente me deixou com saudades. Dos jogos do gênero espionagem/stealth de alguns anos atrás, os 3 que mais se destacavam pra mim eram Metal Gear Solid, Splinter Cell e Hitman. E dentro destes 3, Hitman era o único que me colocava no papel de um assassino contratado. Tem alguma maneira melhor de atrair a nossa atenção?

Uma cobra com uma pistola. Agora essa porra ficou séria!

Anunciado na E3 de 2011, Hitman: Absolution será o quinto jogo da série, e deve ser lançado em Outubro de 2012, embora não tenha sua data oficial confirmada. Terminando com um hiato de quase 6 anos após o lançamento de Hitman: Blood Money, essa nova história ainda está por ser revelada, mas algumas mudanças na série já me deixaram um pouco preocupado.

Já é sabido que as principais vozes (a do Agente 47 e sua ajudante Diana) trocaram de dubladores; Não se sabe se o game se passará em vários países, como alguns dos outros, ou se será totalmente ocorrido em Chicago, principal localidade do vídeo de gameplay; uma nova engine será usada no jogo chamada Glacier 2, e trará uma jogabilidade nova porém familiar; e mais preocupante ainda, Jesper Kyd não estará assinando mais a trilha sonora do jogo.

Cara de mau: check!

Ainda é cedo para se4 especular sobre o destino do Agente 47, mas em breve na E3 2012 poderemos ter mais detalhes. Enquanto isso, fique com o vídeo-demo “Run for your life”.

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[New Game] Uncharted 3 – Resenha

*Texto originalmente publicado no Jovem Nerd. Re-publicado sob autorização.

De jogo desconhecido à uma das séries mais respeitadas nos games, Uncharted pavimentou seu caminho no PS3 como poucas conseguiram até hoje, e as expectativas eram altas para a terceira parte da franquia. Principalmente por causa do segundo jogo da série, que elevou a barra para games de aventura que misturam ação e roteiros cinematográficos, o desafio era bem alto, e a sensação geral ao jogar Uncharted 3: Drake’s Deception (PS3) é de um jogo familiar, mas que em nenhum momento parece uma simples repetição do anterior.

A história de Uncharted 3 segue uma trama de mais de 20 anos na vida do protagonista, Nathan Drake, e sua relação com seu parceiro e mentor Victor Sullivan. Na busca de mais uma aventura de seu suposto antepassado Francis Drake, Nathan descobre uma expedição secreta, que desta vez tinha objetivos claros e coordenação da própria rainha da Inglaterra.

Partindo para a península Arábica, Drake (o original) descobriu os segredos que cercam a cidade conhecida como “A Atlântida da Areia”, ou Ubar, que misteriosamente foi engolida pelo deserto de Rub’al Khali, e segundo a lenda local, isso se deu devido à grande riqueza (que virou ganância) por toda a cidade.

Se Uncharted 2: Among Thieves foi bem criticado por causa de sua estrutura de roteiro que girava entrelaçada à fase do trem (começa nela, volta nela e termina nela, na primeira metade do jogo), em Uncharted 3 o mote principal está realmente na relação fraternal entre Sully e Nate.

Em vários momentos Nate precisa ponderar seus atos, principalmente nos que afligem seu velho amigo, e como Elena bem diz em determinado momento, Sully iria até o inferno por causa de Nate, mas Nate não pode fazer com que ele vá para lá. E essa relação vai nortear várias das empreitadas do protagonista, mesmo que sozinho, para ter certeza que ele consiga alcançar seus objetivos, e que Sully esteja sempre por perto.

Para criar Uncharted 3, a desenvolvedora Naughty Dog apostou numa coisa, e acertou: Uncharted 2 seria somente um parâmetro, e não uma base onde o terceiro jogo seria uma simples expansão.

Começando pela maneira como a história é contada, e pela participação dos coadjuvantes na parte principal, muitas partes fazem com que você remote ao game anterior, e até acredita que sabe o que vai acontecer, mas que desta vez saem com diferentes resultados de antes.

E adicionou boas novidades também, a começar pelo combate. O sistema “mano-a-mano” agora é uma versão bem básica daquele presente em Batman, mas sem nenhuma coreografia, ou impacto presente nos games do Homem-Morcego.

Ao contrário do game anterior, agora você pode mudar de oponente durante um combo sem perder o foco no combate, e mesmo numa situação de estar cercado, o contra-ataque é acionado apertando somente um botão. Mesmo que represente uma evolução, essa parte é ainda bem simplória, e funciona bem quando necessário, eliminando a sensação de que as lutas são meramente um “quick time event”. Mas em Uncharted, é no tiro que muita coisa se resolve.

Na parte do combate armado, pouca inovação (que inovação poderia existir em tiroteio?), mas uma nova seção aparece: o tiroteio “vertical”. Funciona quando você está escalando algumas paredes, invadindo bases adversárias, e eles estão no topo atirando contra você. É um tipo de combate interessante, mas não chega ser “inovador”. A opção do jogador será ou ficar pendurado enquanto elimina seus inimigos, ou desvia das balas enquanto escala a parede.

Mas uma das ações que a Naughty Dog prometeu expandir do segundo jogo foram as partes com cenários dinâmicos. Funciona assim: você está de boa na lagoa, atirando em uns inimigos, trocando socos com piratas num navio, e de repente, o navio começa a virar. Se tudo parecia complicado antes, adicione um navio girando com água entrando pelas janelas, e o tiroteio vai ficar bem mais intenso, e eventualmente você vai ter que nadar por sua vida. E ainda atirar nos inimigos que restaram. E se isso não for o suficiente pra você perder a cabeça, quando avançar pela fase, você vai ver que os inimigos atirando era a parte mais tranquila.

O mesmo acontece com outras fases, mesmo aquelas que você pode ter visto em vídeos de divulgação, e jogar realmente faz a diferença. Fazia um certo tempo em que eu não me via em situações desesperadas sem realmente saber o que fazer, e com a clara noção de que se eu não me mover, seria o fim. E quando tudo parece terminado, eu descubro que ainda nem cheguei a metade.

Especificamente, a parte do Chateau na França, pegando fogo, é uma de tirar o fôlego, principalmente na metade final, seja pelo desespero de sair daquele lugar, seja pela beleza em detalhes que você assiste serem consumidos pelas chamas.

Falando nisso, me pareceu que a parte gráfica recebeu um revamp agressivo. A nova engine desenvolvida pela produtora tem boa parte da “culpa” nisso, e o resultado ficou muito bom. Até mesmo nos rostos dos personagens, dá pra ver que a quantidade de texturas aumentou consideravelmente, dando força às expressões que Nate, Sully, Elena e Chloe demonstram.

As variações de cenários vistas pelo game também impressionam, seja na cidade antiga no Iêmen, nas fortalezas da Siria, no deserto da Península Arábica, ou nas florestas do interior da França. A floresta por sinal consegue ser mais impressionante que nos games anteriores, mais viva, com mais variações de cores, e com detalhes de sombra e luz do sol em harmonia quase natural. Andar nas ruas antigas do Iêmem é quase que realista, inclusive porque você pode pisar em artigos expostos no mercado local, ou se esgueirar por vielas escuras para fugir dos bloqueios policiais.

E a cereja no bolo veio como forma na premiação da VGA ocorrido em dezembro, como melhor gráfico de games de 2011, que é uma forma simples de mostrar que sim, a Naughty Dog sabe onde está se metendo.

Existem ainda alguns puzzles pelo jogo, mas eles não parecem tanto um desafio, mas sim uma quebra na parte frenética do jogo. Alguns mais bem elaborados, que envolvem quase um sala inteira posicionando tochas, alterando curso de cachoeiras, e posicionado raios de luz em locais certos para descobrir a próxima pista, ou o próximo caminho. A grande função dos puzzles é realmente ajustar o ritmo do jogo, aparecendo de maneira meio disfarçada entre uma parte e outra de combate.

As seções de plataformas do jogo não tem grandes mudanças e é basicamente o mesmo sistema de antes. Uma pequena novidade é que em algumas seções, principalmente dentro de cidades, você tem 2 ou 3 maneiras de chegar no seu objetivo, mas essa mudança infelizmente fica restrita as partes urbanas, o que é até fácil de entender.

Uma parte interessante a se notar é a questão dos vilões. Uma das maiores implicâncias que tive com o jogo anterior foi o clichê do super-vilão com poderes místicos. Ok, o jogo todo apontou para essa parte, assim como Uncharted 1, mas a solução prestada para o 3º game me surpreendeu.

Você está lidando com pessoas inescrupulosas que sabem o que querem e tem condições financeiras pra conseguir seu objetivo. E toda a áurea de “mistério” dada ao subtítulo Drake’s Deception vai de encontro à esse combate. Afinal, Nate será capaz de se superar, incluindo aí suas vontades por um bem maior, ou será que Francis Drake se arrependeu de alguma coisa que encontrou em suas jornadas?

É tão simples e empolgante jogar o modo história, graças a fluidez que um capítulo desembarca no outro, que você pode jogar por horas a fio. E quando você se cansar disso, ainda temos todo o lado multiplayer disponível. Aclamado com o seu lançamento no game anterior, o multiplayer de Uncharted não fica atrás de grandes sucessos online.

O modo Coop, particularmente, é um dos mais divertidos, por trazer de volta cenários dos games anteriores misturados com cenários atuais, e mais alguns vilões anteriores, como LazarevicFlynn, eNavarro. Você passa por alguns cenários cumprindo tarefas simples, enquanto avança até uma batalha final com o “chefe” da fase. Derrubar inimigos rende dinheiro que pode comprar melhoramentos e armas novas, sistema velho conhecido dos gamers.

Já no modo team deathmatch, o famoso “mata-mata” representa uma boa transcrição da jogabilidade do modo single player para o multiplayer. Você passeia por vários mapas baseados no modo história, ou em games anteriores, escala janelas e muros, pode surpreender inimigos em beirais, ou derrotar um adversário somente no mano-a-mano. Ganhar posições no ranking te rende dinheiro para armas e melhorias no seu arsenal, assim como skins para seus personagens.

Uncharted 3 viveu além de suas expectativas. Mesmo que ele não consiga passar o mesmo impacto que o 2, principalmente pela discrepância que este teve com o primeiro jogo da série, é digno de constar nas listas de melhores do ano, dado à sua beleza gráfica, variação de cenários, maturidade dos personagens, e todo o ambiente familiar pavimentados nos games anteriores. É um jogo bem acabado, que te dá uma experiência “sessão aventura” como em grandes filmes de Hollywood, mas com um bom game time (perto de 8hs, fora os modos online), e que se confirmado como final de trilogia, deixa poucas pontas soltas para um próximo capítulo. Não que eu queira que Nate e Sully sumam dos games, mas acredito ser hora de deixar a franquia descansar. Até porque depois de tudo que eles passaram no 3º game, é bom que Nate tenha umas férias.

[New Game] 100 maneiras de morrer em Skyrim!

Eu ainda nem comecei a jogar Skyrim, o mais novo RPG da Bethesda Softworks, e já estou colocando ele em listas de Top 5 desse ano; O mais legal são as inúmeras opções que você pode seguir dentro do jogo, o que te dá algo como mais de 150 horas até terminar a história principal. É um mapa gigantesco, com muitas quests, com bastante variação, e principalmente com várias maneiras de morrer.

E foi pensando nisso que criaram esse vídeo aí de baixo. Como morrer em Skyrim, em 100 maneiras diferentes. Ok, algumas parecem bugs, mas tá valendo. Divirta-se.

 

 

 

[New Game] GTA V oficializado!

Dia 2 de novembro passado, a Rockstar fez a felicidade deste que vos escreve, e confirmou que Gran Theft Auto V será em 2012 (eu estou chutando Outubro/Novembro, também conhecida como Holiday Season nas terras do tio Sam). Inicialmente especulou-se que seria uma nova versão do jogo Vice City (o segundo melhor GTA da geração passada), mas a própria Rockstar confirmou que o game será baseado em San Andreas (melhor game de GTA da geração passada).

Falta muito pra Outubro de 2012???

Ainda segundo a developer, “esse será o projeto mais grandioso da Rockstar nos últimos anos”. Ao que parece, não só a cidade de Los Santos estará presente, mas o lado mais pro interior, algumas montanhas e regiões suburbanas também serão cenários para suas missões, quests auxiliares, ou para o seu bel-prazer em dirigir sem rumo pelas auto-estradas.

 O cenário é baseado no sul da Califórnia

Já sei que esse carro ou vai explodir, ou vai voar pra fora da highway.

Ainda não temos informações oficiais sobre o lançamento, nem sobre quem será o personagem ou sobre qual história irá se desenrolar. Já houveram alguns boatos como o fato de que alguns personagens de outros GTAs anteriores podem aparecer (como o Claude de GTA III apareceu em San Andreas), e também um outro boato de que seriam mais de 1 personagem principal. Mas infelizmente, só boatos.

Seria esse cara o Tommy Vercetti, de Vice City??

 

Qualquer novidade postarei aqui.