[Tweet Post] Battlefield 3 x Modern Warfare 3

É uma disputa antiga, e eu nem vou falar nada, até porque jogo os dois e acho que cada um tem seu mérito. Battlefield 3 x Modern Warfare 3 é o combate mais acirrado no mundo dos games hoje, e cada um tem seus grupo de fanboys. Separei 2 vídeos com algumas cenas de ambos os jogos com momentos TEMÇOS!!

Coletânea de jogadas de Modern Warfare 3

Alguns dos melhores momentos de Battlefield 3

[Tweet Post] Assassins’ Creed III Revelado

Provavelmente você já sabe que Assassins Creed Revelations terminou com o arco de histórias do seu protagonista Ezio Auditore (e de quebra levou a história de Altair junto). Mas, o que você talvez não saiba é que esse ano teremos Assassins Creed III, com novo protagonista, e novo timeline pra ser seguido. E a Ubisoft divulgou ontem qual seria a capa desta nova história.

Capa de Assassins Creed III

Dá pra sacar algumas coisas dessa capa, e mais algumas outras pelas demais imagens de divulgação lançadas ontem. Possivelmente o jogo será ambientado em 1770, durante a Revolução Americana, já que a bandeira ao fundo do protagonista é dessa época. Em outras imagens podemos ter uma noção de que o protagonista possivelmente será um nativo americano, graças ao colar e as botas que se assemelham bastante aos usados pelos índios americanos.

Imagem de divulgação liberada pela Ubisoft.

Assassins Creed III está programado para ser lançado em Outubro deste ano. Resta saber mais detalhes sobre a história, sobre quem é esse novo cara (mesmo om rumores de que seria ma protagonista mulher), e qual seu papel no plot de Desmond, além de sua relação com este. Quando tivermos mais detalhes, postaremos por aqui.

[Tweet Post] 15 Momentos Frustrantes!

Todo mundo já enfrentou esses casos. O site Dorkly.com fez uma lista de 15 momentos que mais frustram os jogadores de games, hoje, ontem, e se ninguém fizer nada a respeito, sempre. Vale a pena conferir, e aqui embaixo seguem os 15 em ordem! Lista oficial!

15. Matar inimigos em AI num respawning point sem reparar que não vai acabar – Já gastei horas sem querer assim…

14. Acabou o espaço no inventário! – Ficam armas e health e memorizo bem onde salvei o resto…

13. Seu PC não suporta aquele game novínho que você estava louco pra jogar! – Been there, done that…

12. Morrer depois de fazer um movimento que você não queria fazer. – A culpa é do AI.

11. Morrer por causa de um BUG! – Erros de programação é foda…

10. Passar despercebido do nível inteiro e ser achado no fim da fase. – Se curte jogos de stealth, e descobre que não salvou recentemente…

09. Voltar a jogar um RPG depois de algum tempo e não ter idéia do que você tem que fazer. – É mais fácil começar do zero.

08. Ter que instalar 300 updates quando vai jogar um jogo recente. – Inclusive com lançamentos!

07. Escort Missions. Enough said. – Enough indeed.

06. Game Over porque um NPC imbecil morreu. – Sheeeeeeevaaaaa!!

05. Voltar 80 cenários por causa de uma chave! – Por isso apoio baús e savepoints comunicantes.

04. Salvar seu jogo numa hora bem ruim… – E ter que dar load lá e se virar ou resetar a fase.

03. Um glitch aparece no seu caminho e estraga seu dia. – Again, jogo bugado é foda.

02. Morrer e ter esquecido de salvar… por algumas horas. – Em geral, levanto e troco o jogo.

01. Acidentalmente dizer “sim” quando algum NPC pergunta se você quer ouvir a explicação de novo. – Zelda feelings.

http://www.dorkly.com/article/31088/the-15-most-frustrating-situations-in-videogames

[Tweet Post] 3 jogos em poucas palavras

A essa altura do campeonato você já sabe que vários bons jogos serão lançado em 2012, e deve estar contando seu rico dinheirinho para tê-los. Pensando nesta lista (que nem de longe vai barrar o que foi 2011), 3 jogos vieram na cabeça como verdadeiros turning-points, que podem tanto rejuvenescer franquias como acabar com elas.

Desta lista, que inclui grandes expectativas como Mass Effect 3 e o recém anunciado Resident Evil 6, eu separei Tomb Raider (Reboot), Metal Gear Rising: Revegeance e Last Guardian. Já quero deixar bem claro que eu particularmente não acho que eles serão jogos ruins, mas existem pontos que podem comprometer as suas expectativas como um todo.

1. Tomb Raider (Reboot)

A promessa é renovar totalmente a famosa série de exploração com sua estrela Lara Croft, mostrando uma jovem e inexperiente Lara nos seus 21 anos, ainda com uma carreira a contruir. O lado positivo é que a série promete usar alguns bons exemplos do game em maior evidência no momento, Uncharted, seja pela direção do roteiro estilo filme de ação, ou pelo uso de animações in-game para criar imersão com os cenários (quando Lara passa por locais apertados e a animação do personagem corresponde ao esperado na vida real, usando as mãos na parede). O lado negativo (que nem chega a ser realmente “negativo”) é a dissociação que o jogo pode ter com seus anteriores, caso parecido que aconteceu com Resident Evil 4 e a série “clássica”. A produtora precisa ter cuidado de manter o que os fãs sempre gostaram da série nessa nova aventura, além de tentar encaixar esse “prequel” sem estragar o que já foi feito com ela. Dos 3 jogos que selecionei, este realmente menos me preocupa, e acredito que será um bom resultado após anos sem termos Lara Croft de maneira original nos games mainstream. O game está previsto para Q3 2012 (possivelmente Julho).

 Esse promete. Muito!

2. Metal Gear Rising Revengeance

Esse está “TEMÇO”. Pra quem não sabe dos bastidores desse jogo, Mr Kojima não estava 100% envolvido no projeto até finalizar Metal Gear Solid Peace Walker, que fez um grande sucesso no PSP. E quando começou a se dedicar a Rising, não gostou do que viu. Agora, passados algum tempo desde tal mudança (o jogo está em produção desde 2009), já sabemos que quem está por trás é a Platinum Games, responsável por títulos como Bayonetta e Vanquish, mas que tem suas próprias visões e ambições. Segundo reportes das duas empresas (Kojima Productions como produtora e Platinum Games como developer), o projeto está saindo como Kojima queria, e ainda com a assinatura da Platinum, e o resultado vai agradar. Mas meu “spider-sense” não para de apitar mesmo assim. O que pode estar errado na minha opinião foi o trailer divulgado no Spike TV VGA, onde claramente aparece um “Metal Gear Bayonetta“, com o Raiden se mostrando o ninja cibernético com foco na ação, diferentemente do trailer anterior, da E3 2010, com uma atmosfera mais furtiva em boa parte. De qualquer forma, somente quando o game estiver na mão é que terei certeza do que aconteceu afinal. A data de lançamento ainda está para ser anunciada.

I have a bad feeling about this…

3. Last Guardian

Esse talvez seja o mais preocupante. Não pela história ou pela capacidade do Team Ico de produzir grandes games, até porque temos Shadow of the Colossus e Ico pra provar isso. O que está rolando é algum tipo de confusão com o designer Fumito Ueda (principal “cabeça” por trás dos games anteriores), que fez com que ele saísse do projeto, mas que tempos depois retornou para terminar o game, mas na base de contrato temporário. Isso ocasionou delays na data de lançamento, e cancelamentos de aparições em eventos grandes como a TGS (onde só tivemos trailers, e parecia bem “antigos”). O que mais me entristece é que jogos como esse são bem raros de surgir, e exigem foco para que a obra de arte seja completa. E eu gostaria muito de que isso não interrompesse o andamento do game. A data de lançamento ainda está para ser anunciada, e resta torcer pelo melhor.

O resultado final deve ser mais bonito. Espero!

[Consoles] SOPA e PIPA

Provavelmente você já ouviu falar neles até este momento, a menos que more embaixo de alguma pedra isolada no alto de alguma montanha (que me trás a pergunta: como você poder estar lendo estas linhas???), mas existem duas legislações que estão realmente colocando em risco a internet como conhecemos: a Stop Online Piracy Act [SOPA] e a Protect Intelectual Property Act [PIPA]. O teor do texto dessas duas leis é ainda critério de discussão, mas a abrangência deles é que coloca em risco o modo de compartilhamento que estamos acostumados.

É a liberdade de expressão em risco.

Exemplo prático: se alguém vier aqui neste post e colocar a palavra “Coca-Cola” após aprovadas essas leis, o meu site TODO poderá ser retirado do ar, assim como TODOS AQUELES que linkarem matérias ou posts onde a palavra apareceu, se a Coca-Cola Corporation achar que estou usando a marca sem pagar royalties (ok, o exemplo é besta, mas acredite, é assim que consta no texto preliminar).

Nós gamers já estamos acostumados com “soluções” estapafúrdias por parte de empresas e associações que querem defender os seus direitos. Seja pelos malditos DRMs, pela obrigação de jogar online ou qualquer outra desculpa usada, nunca houve nada de novo que realmente mudasse a cara de como a pirataria pudesse ser diminuída nos games (e vale aqui mencionar o texto de Gabe Newell, chefão da Valve, sobre a misconcepção sobre pirataria nos games [em inglês])

O que está pegando desta vez é o apoio de uma das maiores associações de games dos EUA, a Entertainment Software Association (ESA), está apoiando a aprovação da SOPA e da PIPA no congresso americano (informação válida até o dia 18 de janeiro de 2012). Basicamente, ela é que está por trás de grandes eventos no mundo dos games, mais notoriamente a Eletronic Entretainement Expo, ou E3.  São associados à ela grandes empresas como Capcom, Konami, EA Games, Epic Games, Sony Computer Entretainement (e seus first parties), Microsoft (e seus first parties), Sega, Nintendo e Ubisoft, só pra citar alguns.

Pensando nisso, o pessoal do Extra-Creditz, que é um dos maiores difusores de conhecimento da indústria dos games que conheço, fez um vídeo pedindo o seu apoio, gamer, para que a ESA retire seu apoio à PIPA e a SOPA. No raciocínio deles, apoiar a ESA é financiar as campanhas pró-veto, e se a associação não mudar sua postura, eles não irão cobrir a E3 deste ano. O vídeo apresenta tanto membros da indústria como jornalistas e estudiosos de games, e o apelo é bem sincero.

Stand Together vs SOPA and PIPA

[UPDATE]: Esse link aqui te leva ao site Change.org, onde consta a petição online que será entregue à ESA antes da votação final das leis, e que deve ser levada em consideração quanto ao apoio à estas leis. Eu particularmente não acredito muito em petições, principalmente no Brasil onde nada é levado a sério, mas depois que a petição foi ao ar, a Microsoft e a Sony Computer já se declararam contra as leis. Por isso acho que essa pode ter algum efeito.

[UPDATE 2]: Ao que parece, Mr Obama vetou essa lei nos EUA. Não sei como são os trâmites de lei por lá, mas das duas, uma: ou a lei será diluída em leis menores tentando se encaixar em alguns princípios constitucionais, ou ela pode ser totalmente esquecida. Espero muito que seja a 2ª opção.

[UPDATE 3]: Foi só repercutir um pouco nas internebs (e por causa do meu post, lógico) que a ESA anunciou que retira seu apoio aos projetos citados, mesmo após o veto do Mr. Obama. Matéria completa aqui na Gizmodo

 

[Tweet Post] Street Fighter x Tekken

 

Juro, eu não estava dando a mínima para este jogo. Não sabia o porque colocar estes dois universos para lutar, já que sempre acreditei que eles eram bem característicos e pouco tinham em comum. Até eu ver alguns trailers de Street Fighter x Tekken.

 

Cinematic Trailer Episode 1

Cinematic Trailer Episode 2

Cinematic Trailer Episode 3

Gameplay de 8 minutos. Vários personagens incluídos!

O mais interessante de notar é que o jogo parece estar sendo feito na mesma engine do Street Fighter IV, e os personagens de Tekken ganharam alguns poderes mais “místicos”, pra equiparar ao universo de Street Fighter.

Street Fighter x Tekken será lançado oficialmente dia 6 de março!

[New Game] Resident Evil 6

Demorou, mas finalmente aconteceu. A Capcom, depois de uma semana mandando pistas num esquema de marketing bem bolado para a divulgação de um game, lançou oficialmente o trailer de Resident Evil 6! Sabemos de poucos detalhes até agora, mas é certo que pela primeira vez Leon S Kennedy e Chris Redfield serão os protagonistas da aventura.

Muita emossaum!!

Pelo que vemos no trailer, teremos muitas partes de ação, a volta aos ambientes escuros com os Zumbis mais lentos, e pelo visto alguém que será capaz de acabar com as epidemias graças à alguma coisa proveniente do seu sangue.

Gostaria muito que alguns outros personagens da série re-aparecessem, como a Jill e a Claire, por exemplo. O mais impressionante é que o jogo está prometido pra Novembro deste ano, agora resta esperar que seja cumprida essa promessa!

[New Game] Hitman Absolution

Esse é um jogo que realmente me deixou com saudades. Dos jogos do gênero espionagem/stealth de alguns anos atrás, os 3 que mais se destacavam pra mim eram Metal Gear Solid, Splinter Cell e Hitman. E dentro destes 3, Hitman era o único que me colocava no papel de um assassino contratado. Tem alguma maneira melhor de atrair a nossa atenção?

Uma cobra com uma pistola. Agora essa porra ficou séria!

Anunciado na E3 de 2011, Hitman: Absolution será o quinto jogo da série, e deve ser lançado em Outubro de 2012, embora não tenha sua data oficial confirmada. Terminando com um hiato de quase 6 anos após o lançamento de Hitman: Blood Money, essa nova história ainda está por ser revelada, mas algumas mudanças na série já me deixaram um pouco preocupado.

Já é sabido que as principais vozes (a do Agente 47 e sua ajudante Diana) trocaram de dubladores; Não se sabe se o game se passará em vários países, como alguns dos outros, ou se será totalmente ocorrido em Chicago, principal localidade do vídeo de gameplay; uma nova engine será usada no jogo chamada Glacier 2, e trará uma jogabilidade nova porém familiar; e mais preocupante ainda, Jesper Kyd não estará assinando mais a trilha sonora do jogo.

Cara de mau: check!

Ainda é cedo para se4 especular sobre o destino do Agente 47, mas em breve na E3 2012 poderemos ter mais detalhes. Enquanto isso, fique com o vídeo-demo “Run for your life”.

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[New Game] Uncharted 3 – Resenha

*Texto originalmente publicado no Jovem Nerd. Re-publicado sob autorização.

De jogo desconhecido à uma das séries mais respeitadas nos games, Uncharted pavimentou seu caminho no PS3 como poucas conseguiram até hoje, e as expectativas eram altas para a terceira parte da franquia. Principalmente por causa do segundo jogo da série, que elevou a barra para games de aventura que misturam ação e roteiros cinematográficos, o desafio era bem alto, e a sensação geral ao jogar Uncharted 3: Drake’s Deception (PS3) é de um jogo familiar, mas que em nenhum momento parece uma simples repetição do anterior.

A história de Uncharted 3 segue uma trama de mais de 20 anos na vida do protagonista, Nathan Drake, e sua relação com seu parceiro e mentor Victor Sullivan. Na busca de mais uma aventura de seu suposto antepassado Francis Drake, Nathan descobre uma expedição secreta, que desta vez tinha objetivos claros e coordenação da própria rainha da Inglaterra.

Partindo para a península Arábica, Drake (o original) descobriu os segredos que cercam a cidade conhecida como “A Atlântida da Areia”, ou Ubar, que misteriosamente foi engolida pelo deserto de Rub’al Khali, e segundo a lenda local, isso se deu devido à grande riqueza (que virou ganância) por toda a cidade.

Se Uncharted 2: Among Thieves foi bem criticado por causa de sua estrutura de roteiro que girava entrelaçada à fase do trem (começa nela, volta nela e termina nela, na primeira metade do jogo), em Uncharted 3 o mote principal está realmente na relação fraternal entre Sully e Nate.

Em vários momentos Nate precisa ponderar seus atos, principalmente nos que afligem seu velho amigo, e como Elena bem diz em determinado momento, Sully iria até o inferno por causa de Nate, mas Nate não pode fazer com que ele vá para lá. E essa relação vai nortear várias das empreitadas do protagonista, mesmo que sozinho, para ter certeza que ele consiga alcançar seus objetivos, e que Sully esteja sempre por perto.

Para criar Uncharted 3, a desenvolvedora Naughty Dog apostou numa coisa, e acertou: Uncharted 2 seria somente um parâmetro, e não uma base onde o terceiro jogo seria uma simples expansão.

Começando pela maneira como a história é contada, e pela participação dos coadjuvantes na parte principal, muitas partes fazem com que você remote ao game anterior, e até acredita que sabe o que vai acontecer, mas que desta vez saem com diferentes resultados de antes.

E adicionou boas novidades também, a começar pelo combate. O sistema “mano-a-mano” agora é uma versão bem básica daquele presente em Batman, mas sem nenhuma coreografia, ou impacto presente nos games do Homem-Morcego.

Ao contrário do game anterior, agora você pode mudar de oponente durante um combo sem perder o foco no combate, e mesmo numa situação de estar cercado, o contra-ataque é acionado apertando somente um botão. Mesmo que represente uma evolução, essa parte é ainda bem simplória, e funciona bem quando necessário, eliminando a sensação de que as lutas são meramente um “quick time event”. Mas em Uncharted, é no tiro que muita coisa se resolve.

Na parte do combate armado, pouca inovação (que inovação poderia existir em tiroteio?), mas uma nova seção aparece: o tiroteio “vertical”. Funciona quando você está escalando algumas paredes, invadindo bases adversárias, e eles estão no topo atirando contra você. É um tipo de combate interessante, mas não chega ser “inovador”. A opção do jogador será ou ficar pendurado enquanto elimina seus inimigos, ou desvia das balas enquanto escala a parede.

Mas uma das ações que a Naughty Dog prometeu expandir do segundo jogo foram as partes com cenários dinâmicos. Funciona assim: você está de boa na lagoa, atirando em uns inimigos, trocando socos com piratas num navio, e de repente, o navio começa a virar. Se tudo parecia complicado antes, adicione um navio girando com água entrando pelas janelas, e o tiroteio vai ficar bem mais intenso, e eventualmente você vai ter que nadar por sua vida. E ainda atirar nos inimigos que restaram. E se isso não for o suficiente pra você perder a cabeça, quando avançar pela fase, você vai ver que os inimigos atirando era a parte mais tranquila.

O mesmo acontece com outras fases, mesmo aquelas que você pode ter visto em vídeos de divulgação, e jogar realmente faz a diferença. Fazia um certo tempo em que eu não me via em situações desesperadas sem realmente saber o que fazer, e com a clara noção de que se eu não me mover, seria o fim. E quando tudo parece terminado, eu descubro que ainda nem cheguei a metade.

Especificamente, a parte do Chateau na França, pegando fogo, é uma de tirar o fôlego, principalmente na metade final, seja pelo desespero de sair daquele lugar, seja pela beleza em detalhes que você assiste serem consumidos pelas chamas.

Falando nisso, me pareceu que a parte gráfica recebeu um revamp agressivo. A nova engine desenvolvida pela produtora tem boa parte da “culpa” nisso, e o resultado ficou muito bom. Até mesmo nos rostos dos personagens, dá pra ver que a quantidade de texturas aumentou consideravelmente, dando força às expressões que Nate, Sully, Elena e Chloe demonstram.

As variações de cenários vistas pelo game também impressionam, seja na cidade antiga no Iêmen, nas fortalezas da Siria, no deserto da Península Arábica, ou nas florestas do interior da França. A floresta por sinal consegue ser mais impressionante que nos games anteriores, mais viva, com mais variações de cores, e com detalhes de sombra e luz do sol em harmonia quase natural. Andar nas ruas antigas do Iêmem é quase que realista, inclusive porque você pode pisar em artigos expostos no mercado local, ou se esgueirar por vielas escuras para fugir dos bloqueios policiais.

E a cereja no bolo veio como forma na premiação da VGA ocorrido em dezembro, como melhor gráfico de games de 2011, que é uma forma simples de mostrar que sim, a Naughty Dog sabe onde está se metendo.

Existem ainda alguns puzzles pelo jogo, mas eles não parecem tanto um desafio, mas sim uma quebra na parte frenética do jogo. Alguns mais bem elaborados, que envolvem quase um sala inteira posicionando tochas, alterando curso de cachoeiras, e posicionado raios de luz em locais certos para descobrir a próxima pista, ou o próximo caminho. A grande função dos puzzles é realmente ajustar o ritmo do jogo, aparecendo de maneira meio disfarçada entre uma parte e outra de combate.

As seções de plataformas do jogo não tem grandes mudanças e é basicamente o mesmo sistema de antes. Uma pequena novidade é que em algumas seções, principalmente dentro de cidades, você tem 2 ou 3 maneiras de chegar no seu objetivo, mas essa mudança infelizmente fica restrita as partes urbanas, o que é até fácil de entender.

Uma parte interessante a se notar é a questão dos vilões. Uma das maiores implicâncias que tive com o jogo anterior foi o clichê do super-vilão com poderes místicos. Ok, o jogo todo apontou para essa parte, assim como Uncharted 1, mas a solução prestada para o 3º game me surpreendeu.

Você está lidando com pessoas inescrupulosas que sabem o que querem e tem condições financeiras pra conseguir seu objetivo. E toda a áurea de “mistério” dada ao subtítulo Drake’s Deception vai de encontro à esse combate. Afinal, Nate será capaz de se superar, incluindo aí suas vontades por um bem maior, ou será que Francis Drake se arrependeu de alguma coisa que encontrou em suas jornadas?

É tão simples e empolgante jogar o modo história, graças a fluidez que um capítulo desembarca no outro, que você pode jogar por horas a fio. E quando você se cansar disso, ainda temos todo o lado multiplayer disponível. Aclamado com o seu lançamento no game anterior, o multiplayer de Uncharted não fica atrás de grandes sucessos online.

O modo Coop, particularmente, é um dos mais divertidos, por trazer de volta cenários dos games anteriores misturados com cenários atuais, e mais alguns vilões anteriores, como LazarevicFlynn, eNavarro. Você passa por alguns cenários cumprindo tarefas simples, enquanto avança até uma batalha final com o “chefe” da fase. Derrubar inimigos rende dinheiro que pode comprar melhoramentos e armas novas, sistema velho conhecido dos gamers.

Já no modo team deathmatch, o famoso “mata-mata” representa uma boa transcrição da jogabilidade do modo single player para o multiplayer. Você passeia por vários mapas baseados no modo história, ou em games anteriores, escala janelas e muros, pode surpreender inimigos em beirais, ou derrotar um adversário somente no mano-a-mano. Ganhar posições no ranking te rende dinheiro para armas e melhorias no seu arsenal, assim como skins para seus personagens.

Uncharted 3 viveu além de suas expectativas. Mesmo que ele não consiga passar o mesmo impacto que o 2, principalmente pela discrepância que este teve com o primeiro jogo da série, é digno de constar nas listas de melhores do ano, dado à sua beleza gráfica, variação de cenários, maturidade dos personagens, e todo o ambiente familiar pavimentados nos games anteriores. É um jogo bem acabado, que te dá uma experiência “sessão aventura” como em grandes filmes de Hollywood, mas com um bom game time (perto de 8hs, fora os modos online), e que se confirmado como final de trilogia, deixa poucas pontas soltas para um próximo capítulo. Não que eu queira que Nate e Sully sumam dos games, mas acredito ser hora de deixar a franquia descansar. Até porque depois de tudo que eles passaram no 3º game, é bom que Nate tenha umas férias.

[Game ON] Battlefield 3 e a escapada!

Sejam bem-vindos ao retorno do Dia de Gamer neste ano de 2012!! Pra começar com o pé-direito, vou deixar aqui um vídeo com possivelmente um dos momentos mais hilários de Battlefield 3.

Ao que parece, um grupo de amigos numa party fechada encurralou um sniper no topo de um prédio, e ao invés de fuzilar o coitado, deixou ele ver se conseguia sair. O resultado da escapada é impressionante. Confere aí!

Boa saída.