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[Game ON] Call of Duty: Black Ops

Resenha publicada originalmente no Jovem Nerd. Re-publicada sob autorização.

A mais nova versão de um dos FPS mais aclamados dos últimos tempos foi lançada no dia 9 de novembro; e pela quatidade de unidades vendidas nos primeiros dias, já sabíamos que seu antecessor, Modern Warfare 2, estava prestes a perder seu reinado. Call of Duty: Black Ops (PC, PS3, XBox 360, DS) aborda temas ainda hoje considerados tabus dentro do exército e do governo americano, como missões secretas de espionagem no Vietnã, e tentativas de assassinato de líderes comunistas em plena Guerra Fria, vista pelos olhos de um dos seus melhores combatentes.

A linha de tempo que separa os dois grandes sucessos da ActivisionModern WarfareBlack Ops, foi longe de ser calma e tranquila. Em janeiro de 2010, quando a Activision e a Infinity Ward ainda contabilizavam lucros sobre a venda de Call of Duty: Modern Warfare 2, e anunciavam seus resultados felizes na mídia, nos batidores a coisa era bem diferente.

Reuniões tensas à portas fechadas, acusações de desvio e não-cumprimento de pagamentos referentes à royalties, e troca de e-mails ameaçadores marcaram aquele que seria o fim de uma parceria de mais de 3 anos, que gerou frutos como a saga Modern Warfare, uma das mais lucrativas na história recente dos games, e rendeu a demissão dos dois líderes da produtora Infinity Ward, retirados da sede escoltados por seguranças da Activision. No fim das contas, ameaças de processos, discussões vindas à tona, e apenas uma certeza: o próximo Call of Duty não seria feito pela antiga produtora, o que lançou uma sombra de dúvida sobre a qualidade a ser mantida.

E foi nesse cenário que a Treyarch, antiga parceira da Activision (Call of Duty 2Call  of Duty 3Call of Duty World at War), retornou ao palco principal e mostrou um bom trabalho. Criou um enredo que fascina e intriga os que se interessam pelas histórias de guerra, e ainda é capaz de trazer os jogadores mais novos ao lado obscuro das operações militares de uma época onde nem o mundo sabia o que o futuro aguardava.

Você assume o papel de Alex Mason, um agente secreto da unidade conhecida somente como SOG (Special Operations Group), e que participou de algumas das maiores operações secretas do exército, que envolviam planos de eliminação de Fidel Castro, a sabotagens ao programa espacial russo, todas elas pertencentes à um objetivo maior.

Diferente dos games anteriores da série, você é apresentado ao enredo através de memórias do agente, que se encontra preso e sob “interrogatório” a respeito de uma ameaça de ataque iminente aos EUA. Se em Modern Warfare 1 e 2 os soldados iam de um campo de batalha à outro em operações sequenciais durante meses, a quebra de linearidade narrativa em Black Ops permite ao enredo saltos temporais relativamente curtos por um período de 7 anos em localizações distantes, como Cuba, Vietnã e Sibéria, sem que dê a impressão de que a mudança de ambientação foi forçada ou não muito clara.

A jogabilidade apresentada em Black Ops segue o mesmo esquema já conhecido, mas a dificuldade parece mais baixa, se comparada com Modern Warfare 2. Claro, agora temos 4 níveis de dificuldade (onde o modo “Veteran” irá testar suas habilidades ao máximo, enquanto que o “Extreme” diz simplesmente “você vai morrer.”), mas mesmo assim, em modos semelhantes nos dois jogos, Black Ops me apresentou menos desafio.

Houve algumas adições muito bem vindas, como a inclusão de veículos militares como tanques, botes, jipes e helicópteros, mas o jogador deve controlar tanto o veículo quanto a artilharia, e em algumas partes a quantidade de alvos na tela pode te deixar lutando com os controles.

A Treyarch prometeu incluir inovações dentro do ambiente conhecido dos jogos FPS, e cumpriu. Numa fase em específico, o jogador é colocado como monitor aéreo de uma equipe, e em seguida passa a controlar a equipe que monitorou momentos antes, apresentando dessa forma a sincronia que existe dentro de uma operação militar.

Em outra, você está dentro de uma HazMat Suit (Hazardous Material Protection Suit), e precisa avançar até um determinado ponto sem que sua roupa sofra muitos danos e você seja exposto ao componente químico que está no ambiente. Se durante o jogo a tela ficar vermelha, você está em risco de vida, e repousar em algum lugar seguro retorna sua life ao máximo, mas no momento em que você está na HazMat Suit os danos não se recuperam, por isso estratégia e observação do ambiente passam a desempenhar um papel maior.

Algumas novidades vindas de MW2, como as invasões em rapel ou em tirolesa, foram expandidas, e as armas utilizadas no jogo, como Napalm, bestas de ponta explosiva, AK-47 com lança-chamas e escopetas com munição incendiária, lembram bastante o tipo de combate da época, que vemos nos documentários.

A imersão foi repaginada nesta nova versão. Seja pelas cenas interativas, onde você precisa reagir à um ataque inimigo cara a cara, ou para salvar seu companheiro num momento de desespero, seja pela preparação para entrar numa sala e em câmera lenta eliminar seus opositores, os truques simples utilizados pela Treyarch te dão a sensação de participar da guerra e dos seus momentos mais intensos.

Como você participa de uma boa quantidade de missões com o mesmo grupo de aliados, é inevitável sentir empatia por aqueles que serão seus companheiros de batalha por um longo período, e isso aproxima o jogador do ambiente do game.

Os visuais do jogo são baseados na mesma engine de World at War, que segura muito bem o frame-rate mesmo em situações de vários inimigos em tela com explosões e fumaça em todos os lugares. E são estes gráficos incríveis que vão te mostrar cenas brutais retratadas à precisão dos horrores de guerra, seja ao mutilar seus inimigos, seja explodindo suas bases com Napalm. Como sabemos, a Guerra do Vietnã foi a mais “suja” e cruel de todas as guerras, empurrando os limites das convenções humanitárias ao máximo, e você vai passar por isso no jogo, em cenas de tirar o fôlego e capazes de te fazer refletir sobre os eventos passados no campo de batalha. Um destaque visual de destaque ficou para as seções de “interrogatório” de Mason, que vem na forma de uma verdadeira convulsão de imagens sendo formadas a medida que soldado acessa suas memórias e reconta suas batalhas.

A trilha sonora segue bastante o mesmo patamar das outras edições do jogo, com suas composições orquestrais que se adaptam aos eventos em tela, mas apenas o diferencial da presença de músicas que marcaram época durante a Guerra do Vietnã, como Credence Clearwater Revival e Rolling Stones; este último com o sucesso Sympathy for the Devil. Outro destaque da parte de som é a dublagem dos personagens, que em nenhum momento deu a impressão de ser falsa, ou fora de sincronia.

O multiplayer também está presente, com pequenas modificações que vieram à atender as opiniões dos gamers. Mais modos, mais armas, maior variação de combates e equipamentos enriquecem a experiência online, e uma mudança bem vinda na liberação destas armas veio na forma “comercial”: agora, seus pontos em cada partida são revertidos em dinheiro, e você escolhe quais equipamentos quer desbloquear primeiro, não ficando mais dependente do nível que é preciso atingir para desbloquear o attachment que você quer. Com essa simples mudança, você poderá montar sua “Custom Class” ideal em apenas alguns níveis de jogo.

Para aqueles que querem começar nos combates em rede, a Treyarch incluiu um modo tutorial com bots para que os iniciantes se familiarizem com as armas, movimentação e controles, antes de cair nos servidores principais e disputar com jogadores mais experientes. Já no multiplayer, dentre as inovações em modos de jogo, temos uma disputa onde cada jogador tem somente uma bala e a faca, e consegue mais munição acertando os outros inimigos e tomando suas armas. Além disso, todas as modalidades dos games anteriores (Team Deathmatch, Demolition, Sabotage, Headquarters, etc) estão presentes, e além dos challenges já mostrados na versão anterior, temos nesta versão os Contracts, onde determinados objetivos específicos podem ser escolhidos. Quando completados, liberam pontos para serem trocados por armas, perks, munições e equipamentos para as armas.

Assim como em Call of Duty: World at War, Black Ops também tem um modo cooperativo para até 4 jogadores enfrentando zumbis, mas o diferencial fica para os personagens que lutam contra os mortos-vivos. São suas opções o ex-Presidente americano John Kennedy, o ex-Presidente Richard Nixon, o secretário de segurança nacional do governo Kennedy Robert McNamara, e o ex-ditador cubano Fidel Castro. É um modo de jogo simples, onde cada zumbi te dá uma recompensa em dinheiro que pode ser trocada por armas e unições. É mais divertido jogar online, ou com um amigo em split-screen, e serve como alívio cômico para todo o clima pesado representado no game.

Em resumo, Call of Duty: Black Ops segurou toda a apreensão que foi lançada quando o futuro da série ainda era acreditada somente no nicho Modern Warfare. A Treyarch retornou aos holofotes e “desviou” o foco do game sem sair da época relativamente moderna da história das guerras, e ainda explorou um nicho interessante e que sempre atraiu a curiosidade dos gamers.

A quantidade de modos de jogo, diferenciações e opções dá a impressão de que o preço pago no jogo chega a ser baixo, pelas horas de diversão capazes de ser obtidas, seja no modo story ou no multiplayer. E no fim das contas, entregou um jogo sólido, imersivo, atraente e desafiante, melhorado nos pontos de crítica e ampliando nos acertos anteriores. Num ano em que tivemos lançamentos de peso como God of War 3, Heavy Rain e Halo Reach, Call of Duty: Black Ops está certo de figurar como um dos melhores do ano. E com muita razão.

[Consoles] E3 2010 – Microsoft – Opiniões

Para aqueles que acompanharam a Press Conference da Microsoft ontem dia 14, seguem aqui os meus comentários sobre a mesma. A matéria está neste link!

1. Call of Duty: Black Ops está dando os passos certos para se tornar um grande clássico. Embora Modern Warfare 2 tenha sido um jogo que agradou bastante, a inclusão de veículos militares era a única coisa que poderíamos dizer que faltava. Muito bom ver que a bagunça da Activision com a Infinity Ward não atrapalhou em nada o desenvolvimento da série.

2. Metal Gear Solid Rising (sugiro o título Ninja Gaiden Solid Rising) não está me incomodando, mesmo eu sendo FANÁTICO pela série. Calma, eu explico: não é Metal Gear. Metal Gear Solid 4 foi o último, MGS Peace Walker é um excelente adendo para acrescentar à história do Big Boss e de Outer Heaven, mas Rising é um sidequest metido à besta. E o próprio Kojima já deu pistas de encarar Rising como sendo um “spin up bombado”, mais do que um jogo canônico em si. Claro que MGS4 gerou dúvidas sobre o que aconteceu com o Raiden até ele virar ninja, mas isso só pra quem se importa com o Raiden. Mesmo com todo este porém, sabendo da qualidade que a Kojima Productions emprega em seus jogos, estou esperando para jogar. A cena onde o Raiden levanta o inimigo e perde 5 segundo decidindo qual ângulo usar suas facas Ginsu me deixou empolgado. Alou Team Ninja, idéias alguém???

3. Gears of War 3 – Nunca joguei os jogos da série (testei o Gears 1 uma vez), conheço muito pouco, não sei nada sobre a história, qualquer comentário seria falso. Mas pareceu mais um FPS fodão testosterona 100%. Os inimigos são grandes e ameaçadores, e chegam a ser mais feios do que precisam. Mas suas armas estão aí pra isso!

4. Halo Reach: Confesso, achei Halo ODST BOOOORIGN AS HELL. Jogar os mesmos cenários over and over é massante, mas a gente entende o ponto (faltou espaço, né, Bungie?). Os gráficos pareceram muito bons, mas não essa maravilha fantástica que todo mundo baba a respeito. Achei os gráficos de Gears 3 melhores, mas enfim.

Agradecimentos à Laura Buu do Pink Vader por ceder a foto, mesmo sem saber!

5. XBox Slim era um passo natural, mas quero deixar aqui o meu comentário: PORRA MICROSOFT 4 ANOS PRA BOTAR O WI-FI INTEGRADO????? Ah, e quanto ao HD, queria que eles tivessem feito como a Sony, e criado um sistema que pede pro HD ser trocado. Facilitaria muito as coisas. Lançar imediatamente foi uma boa jogada e pode ser um grande dor de cabeça: e os milhares de XBox’s que as lojas já tinham???

6. Kinect: Não acho que ele seja um Wii², o sensor que a MS aposta é muito mais do que eu tinha na cabeça de como seria o Wii. Medir tamanho, posição, distância, velocidade linear e angular, ISSO SIM É SENSOR DE MOVIMENTO. Claro que não prentendo jogar “Olimpíadas do Faustão for XBox 360” em casa, mas pra diversão é um ponto muito positivo. Ah, e a integração do Kinect com o dashboard ficou bem futurista Minority Report. Próximo passo: abolir a tv!

7. Kinect parte 2: Uma coisa me chamou a atenção em vários jogos, em especial os de corrida. Como a gente vai acelerar ou frear? Será que tudo será automatizado? Caso seja realmente este o caso, acho que boa parte do desafio estará perdida, e vai contribuir para a automatização dos jogos, com menos interferência do jogador, e isso vai na contramão do que eu gosto como gamer. Mesmo em jogos conceituais que tendem a se parecer com filmes (*cofHEAVY RAINcof*) a ação nos momentos cruciais e decisivos está com o jogador. Não tirem isso pra que tudo seja por movimentação.

8. Kinect parte 3 (Também, quase 1 hora só de Kinect!): Alguns jogos me deixaram bem empolgado, alguns me deixaram com pé atrás, e alguns ainda como vergonha alheia. É uma questão de adaptação: se você faz um game baseado num exercício onde você fica parado, a adaptação fica bem natural. Mas, se você originalmente se desloca para fazer tal tarefa, como correr, o resultado fica bisonho. Sendo assim, achei que exercício de boxe, do YourShape da Ubisoft ficou muito bom, assim como Yoga e outros do gênero. Agora, os de corrida, eu realmente não curti. Não aceito essa idéia de ficar batendo com os pés no chão pra fingir que estou correndo; Dos que me empolgaram está o Dance Central, e mesmo que eu não saiba dançar, a atmosfera criada e mostrada naquele curto pedaço foi o suficiente para eu me empolgar. Sim, isso é sério. Outro que parece estar chegando perto dos meus sonhos nerds mais fanáticos foi o gameplay de Star Wars!!! Sejamos francos, será a melhor oportunidade de mostrar seus poderes da Força, mesmo que de forma virtual! O Ferrari Challenge foi bonito e bem detalhado, mas de novo me veio à cabeça à questão da aceleração. Mas é esperar pra ver!

9. Live no Brasil? Ouço esse Lero-Lero desde 2006, quero DATAS!

Agora ficam as expectativas sobre

E hoje teremos as Press Conferences da Nintendo (13hs, horário de Brasília), e Sony (16hs, também horário de Brasília). Não PERCÃO!! (Hehehehe)

E quem me corrigir pelo PERCÃO será banido do blog. Huahsuahsuahsuashaush

[Consoles] E3 2010 – Microsoft

A Microsoft apresentou nesta segunda feira o seu keynote na Eletronic Entreteinement Expo 2010, que está acontecendo esta semana na Califórnia, EUA. Acompanhe aqui alguns dos pontos mais interessantes que rolaram na apresentação que durou mais de 2 horas!

  • Call of Duty: Black Ops – A Microsoft apresentou um vídeo com gameplay do próximo lançamento da série Call of Duty, que conseguiu apresentar um jogo até empolgante mesmo com toda a confusão envolvendo a Activision e a Infinity Ward, sendo que desta vez, a Treyarch está responsável pelo desenvolvimento. A Microsoft ainda informou que conseguiu uma parceira com a Activision que garante exclusividade de lançamento para os packs de mapas a serem lançados posteriormente (assim como já ocorreu com o Stimulus Pack, para CoD: Modern Warfare 2) – Link para a reportagem

[gametrailers 101260]

  • Metal Gear Solid Rising – Apresentando um novo conceito de Hack n Slash, Hideo Kojima esteve presente para brevemente apresentar o andamento de Metal Gear Solid Rising, o primeiro da série a ser lançado em multiplataforma. O jogo representou uma grande partida da série, por deixar de lado o stealth da série, se aproximando do lado aventura. Seguindo a filosofia Zan-Datsu (Cortar e Tomar), o gameplay mostrou Raiden fatiando robôs e tomando uma espécie de energia azul de dentro das máquinas. Quais o própósito desta energia, e quem são os novo inimigos nós vamos ficar sabendo quando Metal Gear Rising for lançado. Ou quem sabe na Press Conference da Sony.

  • Gears of War 3 – Marcus Fênix e sua equipe entraram em cena duelando com inimigos mais assustadores e ameaçadores do que antes, e tiveram a chance de mostrar que também aprenderam alguns truques novos. O sistema de cover está lá presente, que já se tornou característico da série. Na demonstração jogaram 4 pessoas do Microsoft Game Studio ao mesmo tempo, e tivemos um gostinho de como seria o modo co-op online nesta versão.

  • Halo Reach – Mais um capítulo na saga de Master Chief, e de acordo com a Bungie, o último deste guerreiro. Os gráficos estão mais bonitos do que as versões anteriores, e nesta versão o teamwork será mais importante do que nunca.

  • Fable 3 – Peter Molyneux esteve ao palco para anunciar a continuação de um de seus jogos mais famosos, mas sem muitos detalhes sobre o lançamento em si.

  • Microsoft Kinect – Com certeza, esse foi o rei do salão da Microsoft. O antigo project Natal recebeu um novo nome e muito mais detalhes comparados ao ano de 2009, com vários tipos de ambientes sendo demonstrados, desde animais virtuais, pistas de corridas, treinos de boxe, pistas de dança e pistas de corridas (?) de carros, e aonde mais os criadores irão te levar. Além disso, a Microsoft tentou mostrar a integração do Kinect com o sistema já existente, e fez várias demonstações sobre como se utilizar o sistema de gestos para controlar suas atividades na Dashboard, como Netflix, Zune e Facebook. A apresentação mostrou vários games que estarão disponíveis quando o sistema for lançado, no dia 4 de novembro deste ano. Muito do que foi mostrado é semelhante ao que o Nintendo Wii tentou mostrar, mas deu a impressão de ser um sistema mais sólido e mais interativo do que o Wii jamais foi.

Continue ligado, que ainda esta semana temos o Press Conference da Nintendo e da Sony! Assine nosso Feed!