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[Tweet Post] Parabéns pro Mario!!

E o bigodudo mais famoso do mundo dos games completa 25 anos nesta segunda feira!! Mario, protagonista de mais de uma centena de jogos está completando 25 primaveras virtuais, cercado de prestígio e sucesso, alcançando uma marca nunca antes vista em qualquer meio de entretenimento!

O site G1.com.br fez um infográfico interessante sobre a evolução do personagem, com vídeos e informações sobre cada uma de suas participações nos games que marcaram a sua trajetória até hoje, nestes 25 anos de sucesso como um dos maiores mascotes do mundo dos games.

A Nintendo lançou também uma campanha de marketing que invoca as emoções dos jogadores de várias gerações, e deve estar vindo com alguma boa novidade (talvez o especial para Wii lançado no Japão este mês, como noticiado pelo Now Loading aqui)!

Vídeos devidamente xupinhados do Pink Vader (Sorry Laura!!)

Parabéns Mario!!

[Classics] Os mascotes dos anos 90

Classic Post

Todo mundo conhece essa his­tó­ria: nos anos 90, a Sega e a Nin­tendo bri­ga­vam pau a pau pela hege­mo­nia nos con­so­les, dis­pu­tando lan­ça­men­tos exclu­si­vos, que agra­da­vam seus fiéis con­su­mi­do­res e ata­za­nava a vida dos que esco­lhe­ram o outro sis­tema.

ilustracao_mascotes_anos90

Nessa época, os mas­co­tes tinham um lugar garan­tido no hall de entrada das sedes des­tas cor­po­ra­ções. Mario, do lado da Nin­tendo, e Sonic, do lado da Sega. Valia tudo: games (lógico!), cami­se­tas, brin­que­dos, action figu­res, qua­dri­nhos, mangá (já que as duas empre­sas eram japo­ne­sas), entre outras bugi­gan­gas. Aquele enca­na­dor repre­sen­tava todo um impé­rio nipô­nico, enquanto que o porco espi­nho azul era o rebelde que desa­fi­ava a hege­mo­nia do sistema.

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Pouca gente sabe, mas o nome Mario sur­giu como uma home­na­gem ao senho­rio do escri­tó­rio da Nin­tendo no Japão, que se cha­mava Mario Segalli. O nome ori­gi­nal do per­so­na­gem era Jump­man, devido ao fato de que, em seu pri­meiro jogo, ele pulava bar­ris, pulava de nível em nível até che­gar no Don­key Kong, que havia seqües­trado a sua namo­rada Pau­line, e pulava na cabeça dele. Para o per­so­na­gem ganhar o nome de “Jump­man” foi um pulo (!). Ok, seguindo em frente… Outro deta­lhe, ori­gi­nal­mente ele era desig­nado como um car­pin­teiro, e não enca­na­dor. A mudança na pro­fis­são se deu quando foi ela­bo­rada uma his­tó­ria mais pro­funda sobre o per­so­na­gem, acrescentou-se o seu irmão Luigi, e eles se muda­ram para o Bro­o­klin. Um belo dia, ao ten­tar con­ser­tar o enca­na­mento de seu apar­ta­mento, eles foram suga­dos para o Reino dos Cogu­me­los, conhe­ce­ram os outros per­so­na­gens do lado de lá, e ganha­ram per­mis­são para ir e vol­tar do Reino para o Bro­o­klin quando quisessem.

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Com Sonic, a coisa foi um pouco dife­rente. Ele não foi acla­mado com o tempo, mas sim cri­ado para ser “O” mas­cote da Sega. Ante­rior a ele, havia o Alex Kidd, mas esse não empla­cou muito no gosto dos joga­do­res da época. Deve ser a razão des­pro­por­ci­o­nal entre sua cabeça e sua mão. Sonic foi cri­ado sob o pedido da Sega para o time AM-8 (atual Sonic Team) que cri­asse um jogo que supe­rasse a marca de um milhão de cópias. Sim­ples assim.

Várias con­cep­ções foram cri­a­das, inclu­sive com o Sonic sendo um cachorro, um tatu (!) e uma hiena (!!). O esco­lhido foi um porco espi­nho, mas no Japão ele é tra­tado como sendo um ouriço. A recep­ção ao Sonic foi muito boa, e a pro­messa do “1 milhão de jogos ven­di­dos” foi cum­prida. Sonic era, assim como o Mário, um per­so­na­gem cati­vante, e melhor ainda, com um jogo envol­vente e vici­ante. A Sega tinha o seu mascote.

E o tempo pas­sou.

Vari­a­ções de jogos usando estes dois per­so­na­gens foram cri­a­dos, mas indis­cu­ti­vel­mente sou­be­ram usar o Mario melhor do que o Sonic. Mario Kart, Maior Party, Mario Golf, Mario Paint, pra­ti­ca­mente “Mario Qualquer-Coisa” pode­ria ser cri­ado. Enquanto isso insis­tiam na idéia de que o Sonic deve­ria man­ter a sua linha “para frente e avante”. Isso fez com que os joga­do­res tives­sem sem­pre jogos de cor­rida atre­la­dos ao Sonic, cri­ando uma asso­ci­a­ção quase obri­ga­tó­ria, enquanto Mario era mais livre para apa­re­cer em qual­quer jogo. Outro fator impor­tante foi uma mudança no pró­prio Sonic. Nos seus pri­mei­ros jogos, ele tinha um look enfe­zado, que­rendo cor­rer, recla­mando quando o joga­dor demo­rava em tomar alguma ação no con­trole. Dava um aspecto mais radi­cal, rebelde pro porco espi­nho, e isso agra­dava às cri­an­ças e ado­les­cen­tes que joga­vam. Até que deram a pos­si­bi­li­dade do Sonic falar. Boa parte do carisma caiu por terra, já que ele saiu da linha “pouco papo, muita ação”.

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Além disso, a Sega exa­ge­rou em dizer que Sonic era rápido. Nos pri­mei­ros jogos, você tinha a per­feita noção de “ace­le­ra­ção”. Pri­meiro anda, depois corre, depois voa, e não para até o fim da fase. Nos últi­mos jogos que joguei, como o Sonic Heroes do PS2, mal aper­tava o dire­ci­o­nal, e o jogo já estava com o cená­rio bor­rado pas­sando em velocidade-luz. Isso até que foi cor­ri­gido nos jogos mais recen­tes, mas o estrago de déca­das já estava feito. Até a Sega se ren­der e lar­gar o páreo. Sonic então virou um mas­cote sem estan­darte, um mero per­so­na­gem que ainda tem for­ças para lan­çar um jogo com o seu nome, ape­nas anda sem um jogo à altura que repre­sente a sua ima­gem. Resta a espe­rança de que a Sonic Team (que virou uma filial da Sega Soft­ware) recu­pere os “bons modos”, e faça um jogo sim­ples, diver­tido, e sem fres­cu­ras. É só isso o que os fãs querem. Enquanto isso, Mario con­ti­nua firme. Mais de 17 atu­a­ções dife­ren­tes em mais de uma cen­tena de jogos (como super herói, médico, pin­tor, cozi­nheiro, juiz de boxe, dan­ça­rino, luta­dor e piloto), pre­sente em cami­se­tas, cane­cas, pen dri­ves, livros, revis­tas, bolo de ani­ver­sá­rio, bolo de casa­mento e em quase tudo que possa ser vendido. É uma repu­ta­ção admi­rá­vel, até por­que hoje não existe mais esse con­ceito de empresa e mas­cote. Com a ter­cei­ri­za­ção da pro­du­ção dos jogos, inú­me­ros per­so­na­gens foram cri­a­dos, e essa neces­si­dade se difundiu.

E mesmo assim Mário con­se­guiu se man­ter como o rei da Nin­tendo por mais de 20 anos.

*Este texto foi publicado originalmente no Nerdrops.com.br neste link