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[Game ON] inFamous

Game on Post

inFamous CapaNesta seção Game ON, vou falar sobre o jogo inFamous, da produtora Sucker Punch, criado exclusivamente para o PS3, e lançado em meados deste ano. Jogabilidade interessante, sistema sanbox, e escolhas para definir como o seu personagem se comporta durante o jogo.

[PRÓS]

  • Interatividade com o cenário em níveis absurdos ;
  • Enredo interessante, dando uma nova roupagem à catástrofes e mundo pós-apocalíptico;
  • Escolha seu caminho: suas ações determinam como será seu personagem (“mocinho” ou “badboy”);
  • Boas opções nas missões laterais, com bastante variação;
  • Sistema de upgrades baseado nos seus avaços e decisões;

[CONTRAS]

  • “Magnetismo” com o cenário pode atrapalhar algumas vezes;
  • Combate com os inimigos pode ficar um pouco repetitivo;
  • Alguns trechos com muitos inimigos podem se tornar cansativos;
  • Os chefes são pateticamente fáceis.

[INTRO] – Imagine você acordando dentro de uma enorme cratera, no meio da cidade devastada, com carros queimados, prédios destruídos e pessoas mortas ao seu redor num absurdo senso de emergência em que sua primeira reação é tentar sair dali o mais rápido possível… É assim que inFamous coloca o jogador para aprender os controles básicos e descobrir o que aconteceu naquele local. Em poucos minutos você descobre que além de ter sobrevivido à explosão, você também é capaz de suportar correntes elétricas pelo seu corpo, e o melhor, controlar essa corrente!

inFamous é um jogo com uma premissa bastante interessante, que lembra até o jogo Star Wars – Knights of the Old Republic, do antigo XBox: suas ações determinam o seu caráter. Você recebe poderes, aprende à domá-los, e pode usar como bem quiser. É claro que cada uma das suas ações pesa em direção ao caminho do bem ou o caminho das sombras. Pena que você não vira Jedi no caminho do bem, nem Sith no caminho do mal, mas você entendeu a idéia. E essas decisões e seus consequentes caminhos interferem no seu visual: se você opta pelo caminho do bem, sua aura é azul, seus poderes são azuis, e as pessoas te aplaudem na rua, te dando apoio. Se for pelo caminho do mal, adquire um tom mais avermelhado, e pode levar até uma pedradas dos pedestres de Empire City.

inFamous Poderes 2

[GAMEPLAY] – A maior aposta de inFamous, assim como seu jogo similar Prototype, é a abertura do cenários para a imaginação do jogador, e a quase falta de limites para fazer o que quiser. Você anda por toda a cidade, escala prédios, corre por fios de alta tensão, entra nos esgotos (COWABUNGA!), se pendura por destroços de todos os tipos, salta entre prédios, se joga de cima de prédios (eu disse, a escolha é sua) e enfrenta gangues de inimigos com um gosto estranho para escolher roupas. Você tem liberdade para percorrer a cidade, e vai precisar dela para executar as missões que os habitantes da cidade vem pedir. Em algumas partes, você mesmo dentro de uma missão, é forçado a tomar algumas decisões e elas também influenciam no seu caráter. Não adianta iniciar uma missão “do bem” e decidir por deixar os reféns morrerem para enfrentar seus inimigos depois, por exemplo. Herói ou vilão, tem que ser no pacote completo.

inFamous Gameplay

[HISTÓRIA] – A história é toda montada ao redor da explosão que causou uma enorme cratera em Empire City. A cidade está em quarentena, as saídas estão fechadas, não há muito policiamento disponível, os hospitais estão improvisados pela cidade, e as gangues tomaram conta. Logo no início do game você é acusado de terrorismo e precisa provar que não estava participando de nenhum plano, mas que tinha sido envolvido na trama sem saber do que se tratava. Também no início do jogo, agentes secretos entram em contato com Cole, e exigem a ajuda do protagonista para que o mistério seja resolvido em troca da limpeza de seu nome. E assim a sua jornada começa, e o jogo se divide em trama principal, missões secundárias, e missões que definem o caráter de seu personagem. São 15 no total, e cada uma que você completa anula a oposta. Por exemplo, se você realizar uma “Good Mission” (marcada com a cor azul e amarela), uma “Evil Mission” (vermelha e amarela) é lacrada e você não pode cumprir. É importante notar que a história não muda de acordo com as suas escolhas, mas o cenário da cidade também progride de acordo com o seu desenvolvimento, tamanho o grau de imersão que a produtora Sucker Punch aplicou ao jogo. Escolhendo o caminho do bem, mais pessoas andam pelas ruas, a cidade ganha um aspecto mais limpo, você ouve os cidadãos gritando o seu nome, mas esses “fãs” podem se tornar vítimas caso as gangues ataquem você. No caminho do mal, policiais te perseguem, os pedestres te insultam e atiram pedras em você, mas em compensação seus poderes são um pouco mais fortes.

SPOILER SECTION – Para não estragar a surpresa, e se não quiser saber dos detalhes da história, não selecione o texto abaixo!

Após o desenrolar de algumas missões, você descobre que na verdade você estava carregando um pacote, que até o momento era uma entrega ordinária qualquer, mas que na verdade era a Ray Sphere, um projeto secreto de laboratórios que poderia dar ao seu portador a habilidade de controlar a energia elétrica e estática da natureza, sem problemas físicos pro usuário. Alguma coisa acontece de errado, e essa esfera explode contigo no meio da cidade. E aí começa a sua corrida para descobrir o que aconteceu. No desenrolar de tda a história surge o seu principal inimigo Reeves, que parece ter os mesmos poderes e capacidades que você. Cabe a você então restaurar a energia da cidade e conseguir mais poderes no processo, treiná-los e se preparar para a Batalha final.

SPOILER SECTION – Para não estragar a surpresa, e se não quiser saber dos detalhes da história, não selecione o texto acima!

Durante o jogo você percebe que a cidade está sitiada, ninguém entra ou sai, as equipes de emergência recebem chamados insistentes sobre feridos, e a polícia não tem força nem contingente suficiente para conter os avanços de gangues e vândalos pela cidade. Além disso, o governo federal determinou que se a situação não melhorasse, a erradicação da cidade era uma opção. Cabe a Cole tentar desvendar o que houve com a cidade, além de restaurar a energia à cidade e ajudar à emergências correntes da sua amiga Trish.

inFamous Evil

A interatividade com todo o cenário pode ser avaliado em dois aspectos: o primeiro é a facilidade de subir em prédios, postes, docas, trilhos, o que quer que seja ou esteja no seu caminho. Algo semelhante ao que Assassins Creed inaugurou, mas ainda assim melhorado. Praticamente qualquer parede é escalável, desde que tenha um beiral, uma janela ou ornamento qualquer. Mas em alguns momentos a facilidade de subir em prédios atrapalha um pouco, e é exatamente o “magnetismo” que coloquei nos contras lá em cima. Você está tentando simplesmente atravessar os trilhos, mas a ajuda do sistema te mira exatamente para os trilhos, onde você pode deslizar e chegar mais rápido em alguns lugares, mas não era essa a intenção naquele momento. Sobre essa ajuda do sistema faltou calibrar um pouco para que o jogador tivesse uma maior autonomia e errar mesmo, sem que automaticamente o jogo consertasse. A sensação de profundidade poderia ser um pouco maior e embora não chega a ser um grande problema, pode irritar.

Outro aspecto é a reação dos moradores de Empire City com relação à sua presença e seu status naquele momento. No início do jogo, logo após a explosão onde você foi acusado de ser terrorista, ficar ao redor das pessoas pode te render uma chuva de pedras e insultos. E revidar só atrapalha sua imagem. Após percorrer o jogo, se decidir ser um bom menino e ajudar as pessoas, os mesmo moradores irão gritar o seu nome, te chamar de herói, e até tirar fotos suas. Mas se caso você se torne o vilão por vontade própria, as pessoas irão correr com medo de você. É o mesmo tipo de interação “passiva” que você vê nos games de última geração como Gran Theft Auto 4 (PS3, PC, XBox360), e dá um realismo diferenciado ao jogo. É claro que isso pode te atrapalhar, pois se esses “fãs” estiverem presentes quando as gangues resolverem te atacar e forem atingidas você pode perder pontos na moral com a sociedade.

inFamous Poderes

[ANÁLISE] – Segue aí os aspectos do jogo separados um a um!

  • Gráficos: 9/10 – O jogo tem um tratamento visual magnífico, e as correntes elétricas são bem representadas, tanto azuis (bem) quanto vermelhas (mal). Entretanto, alguns poucos glitches visuais existem, como você ficar emperrado em locais aparentemente acessíveis;
  • Jogabilidade: 9/10 – O controle do personagem em qualquer situação é bem feito, mesmo levando em consideração os erros de “correção exagerada” que mencionei;
  • Som: 10/10 – Bem realista, você consegui ouvir os gemidos dos adversários, explosões e todos os sons ao redor. Caso possua um sistema Doubly 5.1, não hesite em usar. A trilha sonora é um pouco difusa, mas acompanha bem as ações executadas no momento;
  • Fator REPLAY: 10/10 – É um jogo bem grande, variado, e você pode escolher entre o caminho do bem e do mal. Só por isso já te dá a vontade de jogar de novo, pra conhecer o que você faria se fosse o badboy de Empire City.

[NOTA FINAL: 9,5] – A Sucker Punch foi ousada e conseguiu criar um game de ação sandbox com total liberdade, que é intenso, desafiante, e consegue não cair na mesmice. Ao contrário de outros games grandes onde viajar de um ponto a outro pode ser massante (como destaquei no review de Far Cry 2), aqui atravessar a cidade é interessante devido ao movimento de pessoa, possibilidade de rotas, eventuais confrontos com inimigos ou ajuda aos habitantes que precisem. inFamous (assim como Prototype) é um bom exemplo de games Sandbox com ação constante.