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[Game ON] Splinter Cell Conviction

O maior agente secreto que a Third Echelon já empregou está de volta, e nada irá impedir Sam Fisher de obter as respostas para suas perguntas. Splinter Cell: Conviction (XBox 360, PC) conta a história de um homem amargurado e revoltado com os rumos que os outros tomaram para sua própria vida. Fisher retorna com seu mau humor característico, sempre sucinto nas palavras, mas com uma fúria contida que é rapidamente percebida no início do jogo.

Fisher e sua cara séria de sempre… Não se meta com ele.

A história se desenvolve nos dias atuais, com Fisher aposentado (e foragido) de sua rotina militar, mas que se vê arrastado de volta quando sua antiga agência ameaça sua vida. Envolvido num plot que passa pela morte supostamente acidental de sua filha e indo até os planos de assassinato do homem no mais alto cargo do governo americano, Sam retorna ao seu habitat natural, agindo como um agente das sombras e eliminando os seus inimigos silenciosamente, ou interrogando seus interlocutores “delicadamente” para descobrir respostas.

Praticamente um ninja moderno.

Toda a trama conta com as características presentes nos romances de espionagem de Tom Clancy, sempre ambientados nos bastidores do poder e na constante ameaça de revoltas e golpes de estado. Desta vez, a Third Echelon, uma das maiores e a mais antiga organização ultra-secreta do governo americano, em aliança com o grupo de mercenários Black Arrow se apresenta como rival de Fisher, forçando-o a sair de seu esconderijo.

Fisher usa seus métodos bem diretos para conseguir o que quer.

Fisher, que havia abandonado seu cargo após ter que participar do assassinato do seu antigo chefe (como parte de seu disfarce de agente duplo) e de saber que sua filha havia sido atropelada por um motorista bêbado, retorna à ativa para evitar que um grupo rebelde dentro de sua ex-agência tome o poder e coloque um governante-fantoche, abrindo caminho para maiores golpes dentro dos EUA. Para isso, terá que enfrentar vários de seus discípulos (agentes da divisão Splinter Cell), aqueles mesmos que agora usam as técnicas criadas ou aperfeiçoadas por Fisher, no tempo em que era o mais condecorado agente da organização.

A Ubisoft conseguiu criar uma boa integração entre história, gráficos e apresentação de objetivos. Quando você  inicia uma missão, letras garrafais projetadas nas paredes em frente ao agente mostram o que você deve fazer, ou qual próximo passo tomar. Além disso, algumas cenas (em geral memórias) também podem ser projetadas para que o jogador tenha mais detalhes sobre eventos, pessoas ou locais pelos quais deve passar, sem que essa projeção fique estranha ao ambiente.

Seus inimigos passarão a temer a escuridão…

Acabou sendo uma boa saída levando em conta as mudanças na série, já que agora você não conta mais com a tecnologia e inteligência da sua agência para lhe manter informado. Outra mudança é quanto à sua camuflagem, já conhecida dos fãs da série. Agora, ao invés de radares, ou barras de intensidade luminosa, são os gráficos que te dizem se você está “invisível”. Se você está na luz, o ambiente fica colorido. O preto-e-branco indica que você sumiu da vista de qualquer pessoa, mesmo que ela esteja a um palmo de distância de você. Outra mudança interessante foi a quebra na linearidade da história, que passa a ser contada com flashes que variam entre passado, presente e futuro, somente sendo costurada quando você chega perto das fases finais.

Os óculos de 3 lentes (NVG, Thermal e Sonic) são a marca registrada da série.

Fisher não terá mais acesso às tecnologias bélicas do seu tempo de agente de campo (ou seja, jogos predecessores), mas isso não quer dizer que não poderá adquirir armas e gadgets avançados para enfrentar seus adversários. Sejam entregues por seus aliados, ou retiradas das mãos dos inimigos abatidos, todas as armas podem ser equipadas e atualizadas, graças à uma opção de upgrade de equipamentos adicionada. Completar desafios apresentados no jogo garantem pontos para melhorar suas armas e equipamentos nestes upgrades

“Olha o passarinho…”

Mas as maiores mudanças na parte de jogabilidade respondem por dois nomes: “Mark and Execute” (marcar e executar) e “Last Known Position” (última posição conhecida). O primeiro deles funciona assim: quando você derrota um inimigo no mano-a-mano, você ganha a habilidade de executar outros adversários. Quando encontrar seus alvos, você terá um número de “marcações” (determinado pela arma, variando de 2 até 4) e colocará um alvo sobre esse inimigo. Quando não tiver mais “marks”, ou inimigos para marcar, poderá executar todos eles em sequência, desde que todos estejam desobstruídos e perto de seu alcance, somente apertando um botão (Y). Para conseguir tal habilidade de novo, terá que derrotar algum inimigo em silêncio novamente, e marcar novos adversários.

“- He’s over there!!!” “- Not anymore…”

Já o segundo nome se refere ao comportamento dos seus perseguidores quando sua presença é detectada: uma sombra é projetada na posição onde seu adversário te viu, e todos eles passam a mirar e flanquear aquela posição. Cabe a você circundar esta última posição e eliminar seus inimigos antes que eles cheguem a perceber que você não está mais lá.

Alguns dos fãs mais antigos da série podem achar estranho, mas alguns dos movimentos mais comuns do agente foram removidos. Não é mais possível carregar corpos para escondê-los, e isso gera uma preocupação a mais na hora de eliminar um adversário, já que se o mesmo for abatido em local visível, poderá ser visto pelos demais guardas e ter um alarme a mais para se preocupar.

Não se deixe enganar por essa aparência serena…

Outras duas características removidas eram usadas quando Fisher precisava chamar a atenção dos guardas para um outro local, seja assoviando ou jogando algum objeto. Não é mais possível usar estes artifícios, e agora os jogadores terão que usar exclusivamente os gadgets para desviar a atenção de seus adversários.

Apesar de muito elogiado, Spliter Cell: Conviction acabou sendo taxado por muitos críticos de extremamente fácil, mesmo no modo hard. E isso em parte se deve à mudança na jogabilidade. Agora, Fisher pode planejar seu próximo passo sem sair das sombras, e ao encostar em um objeto, automaticamente as opções para onde se mover aparecem, e você, ao apertar o botão A, faz a transição. O problema é que fazer essa transição embaixo da vista de seus inimigos não representa muito perigo, pois seus adversários levam um curto tempo para perceber que você está ali. E isso ocorre mesmo passando por fachos de luz, deixando a sua situação oculta comprometida. Os fãs mais veteranos na arte da guerra de Sam Fisher não terão muito problema ao se adaptar às novidades de movimentação e logo estarão infiltrados nas bases inimigas.

Kessler e Archer no modo Multiplayer.

Splinter Cell: Conviction ainda tem mais algumas novidades fora do Story Mode. Jogando o multiplayer, você encarna um agente da Third Echelon de codinome Archer, ou um agente da Voron (agência equivalente russa) de codinome Kestrel, e passa pelos eventos que antecederam os acontecimentos presentes no modo Prologue. Outros modos estão presentes, como o Deniable Ops, onde 4 tipos de missão são apresentados (Hunter, Infiltration, Last Stand e Face-off), e podem ser jogados sozinho ou com um parceiro, seja ele online ou em tela dividida. Poucas diferenças estão presentes comparadas com o modo single player, entre elas o Dual Execution, que ocorre quando um dos agentes faz uma eliminação silenciosa, e ambos ganham a habilidade do Execute, mas tem que executar ao mesmo tempo. Neste modo também existe uma customização um pouco maior, inclusive com roupas diferenciadas e atributos para as mesmas.

Surpreeeeeesaaaaa!!!

Ubisoft conseguiu entregar uma obra factível, com um enredo interessante e envolvente. Ver Sam Fisher tirando de letra todos os soldados da sua antiga agência prova o porquê dele ter sido considerado o agente número 1 por anos. A integração entre história, gráficos e personagens ficou harmoniosa, e lhe incentiva a jogar várias vezes, somente para explorar as muitas alternativas que o jogo oferece para cumprir seus objetivos (os P.E.C. Challenges). As mudanças na série ajudam a renovar o tipo de jogabilidade que jogos como Splinter Cell merecem sofrer de tempos em tempos, e as novas seções apresentadas, como a estratégia de eliminação dos adversários, as partes de interrogatório, e a sensação de desamparo por não ter seu usual backup fornecendo informações realmente ajudaram a criar um novo clima dentro deste tipo de jogo.

[New Game] – As novidades que vem por aí!

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Enquanto o Review de God of War 3 não fica pronto, vou deixar aqui 3 dicas de jogos que estão pra sair e que podem ter dar uma nova perspectiva de como os jogos podem mesclar jogabilidades sem ficar confuso. Quem sabe o pessoal que fez Brutal Legends não aprenda alguma coisa interessante?

Splinter Cell Conviction – Se você ainda tinha dúvidas de qual jogo vai comprar para o XBox 360, este definitivamente é um must buy. Para aqueles que acompanham a série, que está lançado o seu sexto jogo no dia 13 de abril, é uma excelente oportunidade de rever Sam Fischer, o mais qualificado agente da unidade especial Third Echelon, retornando à ativa.

Sam Fischer

Não se deixe enganar pelos cabelos brancos…

A história se desenvolve dois anos após os eventos de Splinter Cell: Double Agent, com Sam indo atrás da verdade sobre a morte de sua filha, após descobrir que na verdade, não foi um acidente. Rompendo ligações com sua antiga agência, a Thir Echelon, Fischer se vê sendo caçado pela nova versão de sua antiga empregadora, agora envolvida em burocracia e negócios obscuros. Após seguir alguna passos que levariam ao assassinato de sua filha, Fischer descobre estar no meio de uma ameaça muito maior, como a destruição de Washington DC.

Escudo humano

Nem todas as equipes de elite juntas são páreos para Fischer…

Após 3 anos que separa Double Agent de Conviction, não é de estranhar que alguma novidades interessantes apareçam na jogabilidade, e com certeza Fischer aprendeu muitos truques novos que pretende colocar em prática. Uma das inovações presentes, é a chamada Last Know Position, onde Sam se esconde atrás de algum objeto após ser visto, e rapidamente troca de lugar, dando a impressão aos seus perseguidores de ainda estar naquele local, e abrindo a retaguarda para tirar cada um deles no modo stealth. Além disso, mesmo estando sem poder contar com a ajuda da Third Echelon, Fischer terá acesso à novas armas e upgrades, além de se mostrar no auge de sua capacidade física e agilidade.

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Splinter Cell: Conviction sai no dia 13 de abril, para XBox 360 e PC.

Just Cause 2 – Vou começar dizendo que eu não fazia idéia de que havia um jogo anterior, e isso aumentou a minha curiosidade com relação à ele. JC2 conta a história de um mercenário do estilo “one man Army”, cuja principal função é criar o caos em uma região para que o grupo rebelde que o contratou possa entrar e tomar o poder. Ok, a história não é o foco que chamou a minha atenção, mas se você reparar nesse gameplay, vai entender do que estou falando.

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Armado com um arpão duplo e bastante munição e granadas, “The Scorpio” é capaz de fazer os movimentos mais absurdos para provocar a destruição e enlouquecer seus alvos. A mistura de engines quando joguei o demo me pareceu sólida, embora alguns controles ainda estavam bem imprecisos. Just Cause 2 deixa o jogador livre para o que quiser fazer, desde que tenha seus inimigos na mira e o alvo do seu arpão dentro do alcance. A destruição que você pode causar aparentemente não tem limites, e sua munição pode ser reposta das mãos de um inimigo caído. Claro que quando fui tentar refazer os movimentos do gameplay acima no demo, nada deu certo, e a granada que joguei aos meus pés foi a minha causa mortis umas 3 vezes.

Rico The Scorpio

Objetivo: Criar Caos.

Embora não seja um jogo com publicidade ou atenção suficiente para disputar títulos contra outros games do mainstream, Just Cause 2 pode ser uma nova fronteira que se abriu no que diz respeito à engines diferenciais trabalhando em conjunto. Uma das produtoras deste jogo é a Eidos Interactive, que recentemente lançou Batman Arkham Asylum (e logo depois comprou a desenvolvedora do game, a Rocksteady Studios), e já anunciou que vai lançar Batman Arkham Asylum 2 (título provisório). Como o teaser inicial mostrou, aparentemente este segundo jogo será ambientado em Gotham City, e algumas das armas que Rico usa, Batman já possui, como o arpão (grappling hook) e o para-quedas (a capa). Pode ser uma especulação idiota, mas acredito que Just Cause 2 vai servir para alguma coisa grande!

Parachute

Pelo que diz a produtora, o limite do jogo é a sua imaginação!

Just Cause 2 está disponível para PC, PS3 e XBox 360.

Dead to Rights Retribution – Não sei se alguém mais percebeu isso, mas o subtítulo Retribution é um dos que melhor se encaixa neste caso. A série Dead to Rights teve seu debut em 2002 como um exclusivo para XBox, mas posteriormente saíram versões para Playstation 2, PC e GameCube. A recepção do jogo não foi uma das melhores, pois apresentava um sistema de câmera confuso e um nível de dificuldade bem além dos demais jogos do gênero. Por outro lado, tinha uma história interessante e um tempo total de jogo bem maior do que a média dos demais de seu gênero. E agora, quase 8 anos após o seu lançamento, a Nanco anuncia o lançamento de Dead to Rights: Retribution, que marca a estréia da franquia nos consoles da geração atual.

Dead to Rights 2

Um jogo bom pra cachorro… #turumpss

Retribution está prestes a entrar num tipo de jogo já bastante saturado por outros excelentes exemplos (só nesta matéria temos dois!), mas que pode se sobressair caso consiga apresentar algo que os demais não possuem (sacou? Retribuição?? ahn, ahn??). Dead to Rights sempre foi conhecido pela presença constante do seu parceiro canino ao seu lado durante as suas missões, mas um detalhe extra acrescentado neste jogo me deixou curioso: em algumas seções, você vai controlar o cachorro. Antes que você pense bobagens, saiba que o cachorro é treinado em táticas de stealth, além de reconhecer munições e armas e trazer para o seu parceiro.

Dead to Rights

Dead to Rights mistura tiroteio e meele combate…

O jogo não teve maiores detalhes anunciados, e nem ao menos sei se ele será lançado neste ano ainda. Porém, como é um estilo de jogo que me agrada bastante, com certeza vou deixar a dica de que vale a pena conferir os reviews após o lançamento, e decidir pela sua compra.

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*Em tempo: O review de God of War 3 está quase pronto. Aguardem!

[New Game] O que 2010 nos reserva?

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O ano de 2009 foi memorável na vida dos gamers. Jogos lançados para as principais plataformas disputavam a atenção dos fãs com gráficos cada vez mais realistas, jogabilidades diferentes e inovadoras ou pelo simples fato de serem aquela sequência que todos estavam esperando por pelo menos 1 ano. Tivemos lançamentos como Batman Arkham Asylum, Modern Warfare 2, Assassins Creed 2, Uncharted 2: Among Thieves, InFamous, Street Fighter IV, Demon’s Souls, Dragon Age Origins, New Super Mario Bros Wii, Forza Motorsport 3, Gran Theft Auto Chinatown Wars, e vários outros.

Mas agora que já entramos em 2010, o que teremos pela frente para disputar a nossa atenção e nosso rico dinheirinho?

Acompanhe o vídeo abaixo e conheça alguns dos lançamentos para este ano, sendo que os games a seguir saem em Janeiro.

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A lista é basicamente essa daqui:

  1. Bayonetta (360, PS3) – 5 de Janeiro
  2. Darksiders (360, PS3) – 5 de Janeiro
  3. Army of Two: The 40th Day (360, PS3) – 12 de Janeiro
  4. Dark Void (360, PS3, PC) – 19 de Janeiro
  5. Mass Effect 2 (360, PC) – 26 de Janeiro
  6. No More Heroes 2 (Wii) –  26 de Janeiro
  7. MAG (PS3) – 26 de Janeiro

É claro que 2010 ainda reserva muitas surpresas como God of War 3, Splinter Cell: Conviction, Gran Turismo 5, The Last Guardian, Final Fantasy XIII, BioShock 2, Heavy Rain, Dante’s Inferno e Super Mario Galaxy 2, só para citar alguns.

Aproveitando, queria desejar um Feliz 2010 pra todos vocês!

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