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[Classics] A Série Tony Hawk Pro Skater

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No ano de 1999, os skatitas de plantão receberam o que seria uma das melhores séries sobre o esporte nos games: Tony Hawk’s Pro Skater era lançado para Playstation, e logo de cara deixou os gamers empolgados sobre um dos temas que sempre foi representado nas gerações de consoles, mas que nunca havia atingido o seu ápice.

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No jogo, seu objetivo principal era coletar as fitas de demonstração do personagem com o qual estava jogando, seja conseguindo atingir pontuações determinadas, seja cumprindo objetivos dos mais variados, tudo isso dentro de um circuito com limite de tempo, que variavam entre shoppings, skate parks, aeroportos e galpões abandonados.

A série representou uma boa inovação com relação aos demais jogos que já circulavam pelos consoles, ao levar o skate para um lado mais arcade do que os jogos tradicionais, deixando o jogador livre para criar as manobras mais absurdas em apenas poucos toques no controle. No jogo, 10 jogadores eram apresentados baseados em skatistas reais, separados em street e vert, o que diferenciava um pouco as manobras entre eles.

Mesmo com gráficos bem poligonais, era muito avançado para a época…

O jogo recebeu excelentes pontuações na época de seus lançamentos, com médias entre 9.5 e 9.8. Claro que todo esse sucesso alavancou a série, que ganhou respeito e uma sequência, lançado em setembro de 2000, somente um ano depois do seu antecessor.

Somente o anúncio da sequência já foi o suficiente para deixar os fãs da série ansiosos sobre o que seria feito com um jogo de excelente recepção, apenas um ano após seu lançamento. Tal ansiedade foi bem entendida, principalmente após os gamers verem o resultado de poucas mudanças e muitas melhorias na jogabilidade. Tony Hawk’s Pro Skater 2 é um dos melhores exemplos de como uma sequência deve ser feita, sem alterar a essência e tudo o que foi feito de certo no game anterior, além de acrescentar as novidades que os jogadores querem.

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Mais skatistas (incluindo agora o brasileiro Bob Burnquist), mais desafios dentro da fase, um modo multiplayer ainda mais interativos, personagens secretos inusitados (como Homem-Aranha), e um modo de criação e edição de fases bem completo. Outro ponto que chamou muito a atenção nesta versão foi a trilha sonora, que teve a ajuda dos skatistas para incluírem nomes como Rage Against the Machine, Bad Religion, Red Hot Chilli Peppers e Papa Roach, e que realmente ajudou a criar a atmosfera que a turma do skate curte.

Gráficos melhores, trilha melhor, jogabilidade melhor…

Se o anterior abriu caminho para a franquia dar certo, o sucessor pavimentou e selou o nome na história dos games. Tony Hawk’s Pro Skater 2 recebeu avaliações entre 9.7 e 10, e passou a ser referência em games de skate daquele ponto em diante.

Tony Hawk’s Pro Skater 3 desembarcou nos consoles (advinha só) um ano depois do anterior, mas caiu bem no meio da transição entre as gerações passadas. O Playstation 2 já tinha sido lançado, o XBox já aparecia na esquina, mas mesmo assim o maior número de vendas foi no Playstation, possivelmente por causa dos seua antecessores. Fora a esperada melhora gráfica, o game basicamente era o mesmo, e com relação ao THPS 2, não apresentou grandes variações, o que em parte explica as recepção morna que o jogo recebeu.

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Com relação à parte gráfica em si, os skaters receberam mais detalhes físicos, e a semelhança conseguiu atingir um nível que ajudava a definir o poder de processamento da nova geração, mesmo sendo um jogo lançado praticamente junto com os consoles. O que havia sido de mais bem elogiado nas versões anteriores foi repetido, recebeu algumas melhorias tímidas, mas a fórmula já mostrava sinais de cansaço. Como ela conseguiu se reformular nos vimos na sequência.

Trailer de Tony Hawk’s Pro Skater 3

Tony Hawk’s Pro Skater 4 apresentou uma boa diferença com relação aos demais: o limite de tempo foi removido da sua jornada pela fase, e somente aparece quando você entra numa missão. Isso representou uma boa mudança, pois não havia mais o limite para a exploração do cenários, que levaram ao desenvolvimento de fases ainda maiores e com mais detalhes, e levou também à uma maior variação dos tipos de missões.

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A trilha sonora recebeu músicas de Iron Maiden, AC/DC, The Offspring, Public Enemy, Sex Pistols, e várias bandas (mas na minha opinião, ainda ficou aquém da trilha de THPS 2). Houve ainda a inclusão de vários modos de jogo na modalidade multiplayer, como o Trick Attack e Graffiti, que giravam ao redor de disputas de manobras em pontos específicos.

O jogo não teve recepção muito boa, com médias perto de 9.0. THPS 4 foi o primeiro que realmente usou o máximo da nova geração de consoles, com a inclusão de cenários mais amplos, detalhados e com cidadãos ao redor, tirando o pouco a sensação de cidade fantasma do jogo anterior.

O último grande Tony Hawk game…

Depois do lançamento de THPS 4, a série abandonou o skate moleque, o skate de várzea, e resolveu investir em uma lado mais carreira do jogo. Essas mudanças em até certo ponto foram ben-vindas, como nos jogos Underground e Project 8. Só que depois de várias versões de jogos que tinham cada vez menos de skate e mais de assuntos aleatórios, e perderam o lado que mais atraía os games. A última tentativa de re-estruturar a série veio na forma de Tony Hawk Ride, que usava um sensor de movimento na forma de um skate, que até o momento foi um fracasso de vendas.

Pra mim, o melhor jogo da série foi realmente o Tony Hawk’s Pro Skater 2, por trazer uma jogabilidade completa, uma trilha sonora que te dá vontade de jogar simplesmente para ouvir, uma seleção de personagens variados com combos especiais bem variados (e até dentro de uma certa realidade), e desafios que realmente te levam a buscar o máximo do game. Pena que a série se perdeu, mas para quem está interessado em voltar a girar as rodinhas virtuais, pode tentar os jogos da série Skate!